Bolsa: Santander (SANB11) tem a maior alta nesta quinta-feira e Petrorio (PRIO3), a baixa

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.
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Crédito: Divulgação

A maior alta desta quinta-feira (18) no Ibovespa foi do banco Santander (SANB11) com 2,77% para R$ 40,88, junto com o ajuste dos juros.

Analistas econômicos explicam que os bancos são diretamente beneficiados por uma elevação da taxa Selic devido à diferença entre o custo de captação e os juros cobrados dos clientes, diretamente atrelado ao spread bancário.

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No topo das grandes quedas do dia ficou a Petrorio (PRIO3) com -8,60% para R$ 88,20.

A petroleira tinha se beneficiado do cenário de alta do petróleo nas últimas semanas, mas, neste último pregão, sentiu o impacto da forte baixa de cerca de 7% da commodity, devido a um dólar mais forte, um aumento adicional nos estoques da commodity e de combustíveis nos Estados Unidos e também com o noticiário sobre a Covid-19 – principalmente da suspensão de vacinações em alguns países da Europa.

Petróleo e alta dos juros

No Brasil, a pandemia fora de controle não dá trégua, a vacinação é incerta e o colapso eleva os riscos fiscais.

O auxílio emergencial, de R$ 150 para a maioria dos 45,6 milhões de beneficiários, antecipa que mais dinheiro será necessário para dar conta das inevitáveis medidas de restrição.

Sob o peso das commodities, o Ibovespa perdeu os 115 mil pontos, antes de fechar em queda de 1,47%, aos 114.835,43 pontos, e giro financeiro de R$ 32,2 bilhões.

Com forte participação no Ibovespa, Petrobras seguiu o tombo do petróleo e PN (PETR4) caiu 3,49% e ON (PETR3), -2,83%; Vale (VALE3), com a aversão ao risco, desvalorizou 1,78%.

A elevação da Selic para 2,75% e novo ajuste de 75 pontos contratado para maio puxou os bancos, que evitaram queda maior do índice.

Bradesco ON (BBDC3), +1,85%; Bradesco PN (BBDC4), +1,85%; Itaú (ITUB4), +0,57%.

O ajuste dos juros, que surpreendeu o mercado, desabou sobre varejistas e construtoras, entre as maiores quedas da sessão: Magalu (MGLU3), -6,93%; Lojas Americanas (LAME4), -4,19%; B2W (BTOW3), -5,11%; MRV (MRVE3), -4,02%.

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