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Bolsa pode chegar aos 125 mil pontos no próximo ano; entenda os principais motivos

Com estimativas positivas, redução da taxa de juros e a entrada de capital financeiro, Ibovespa pode atingir resultados recordes em 2019.

Após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), o Ibovespa apresentou alta e deve alcançar, ainda em 2018, números que variam entre os 90 mim e 100 mil pontos. Isso representa um upside de até 15% somente nesse ano. Já para 2019, em uma visão otimista, a Bolsa pode alcançar os 125 mil pontos, o que representa uma valorização de 43% frente ao atual cenário. Esses dados foram levantados por uma equipe de analistas da XP Investimentos e publicado logo após a divulgação do resultado das eleições.

Contudo, os mesmos especialistas revelam que é necessária uma consistência de fatores econômicos e políticos para que essa perspectiva otimista seja mantida. Sem isso, uma perspectiva mais pessimista aponta que a Bolsa pode cair para os 80 mil pontos, fato que representa uma queda de 8% frente à média dos resultados da semana passada.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Para que a Bolsa consiga um crescimento tão substancial nos próximos meses é importante que o novo presidente da República adote um posicionamento de transparência e que priorize as reformas que o país precisa, principalmente a reforma prometida para o sistema de previdência e a fiscal. Caso isso não ocorra, os crescimentos citados acima podem acontecer sem a força esperada ou mesmo não acontecer.

Karel Luketic, analista-chefe da XP Investimentos, apontou em uma entrevista os quatro motivos essenciais que podem fazer o Ibovespa atingir os 125 mil pontos em 2019. Confira:

  1. Estimativas positivas para 2019 e 2020

De acordo com Luketic, os indicadores operacionais das empresas listadas na Bolsa continuam fracas, pois tinham como base as incertezas eleitorais. Após a realização das eleições, findada essa incerteza, há uma maior facilidade em revisar, não somente números de curto prazo, mas também o ciclo de resultados futuros.

Tal revisão depende tanto de uma capacidade de crescimento dessas empresas quanto da perspectiva do mercado acerca dessa capacidade, além da queda na taxa de juros.

Com Bolsonaro eleito presidente, o mercado criou uma perspectiva de manutenção da taxa básica de juros (Selic) ainda abaixo de sua média histórica. Caso venha a subir, não deve ficar muito acima dos 6,5% atuais, mas próximo de 7,5% a 8%.

Os juros mais baixos fazem com que peso do endividamento nas contas dessas empresas caia, logo, isso aumenta as suas margens de lucro.

bolsa em alta
Crédito da imagem: Reprodução Internet
  1. Redução da taxa de desconto

A média atual da taxa de desconto prevista para a Bolsa é de 5%. Na prática, isso quer dizer que o valor de mercado das empresas é cotado em 5% menos do que elas realmente valem.

Assim, a redução nesse desconto, que se espera a partir de agora, faz com que surja uma possibilidade de melhora ainda mais acentuada para o balanço citado no primeiro item. Esse fato pode fortalecer ainda mais a alta na Bolsa.

  1. Entrada de capital estrangeiro

O comportamento do futuro presidente do Brasil é fundamental para garantir a volta do capital estrangeiro. Assim, Bolsonaro deve comprovar que não fará um governo autoritário e se comprometer a realizar as reformas que o mercado aguarda.

Vale lembrar que, durante o período eleitoral, muitas notícias percorreram o mundo com dizeres de que Bolsonaro era um risco à democracia do país, isso com base em depoimentos dados pelo próprio candidato eleito, tanto em campanha quanto ao longo de sua carreira como parlamentar. Tudo isso pode aumentar a desconfiança e, consequentemente, impedir a entrada de capital estrangeiro.

Suavizada essa desconfiança, a expectativa é de que os estrangeiros voltem a alocar recursos com consistência e visão de longo prazo no país, isto é, o “real money“. Tudo isso tende a criar uma maior valorização na Bolsa, que, segundo a B3, possui cerca de 50% de capital estrangeiro.

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  1. Aumento da alocação em Bolsa

O mercado de fundos possui, atualmente, cerca de 5,5% de seus ativos alocados na Bolsa de Valores. A média histórica desse indicador é de 8,4%, mas já atingiu 14,6% em alguns períodos.

Uma vez que são criadas perspectivas de melhores resultados, junto a uma taxa de juros mais baixa, acredita-se que os gestores migrem para ativos em Bolsa, isso com o intuito de melhorar as suas rentabilidades.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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