Bolsa perde 0,72%, seguindo a queda em NY e com definição do Orçamento

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores encerrou a terça-feira (20), véspera de feriado de Tiradentes, com queda de 0,72%, quase perdendo a marca dos 120 mil pontos recentemente conquistada (o que aconteceu durante o dia). O momento foi de realização de lucros. O Ibovespa ficou com 120.061,99 pontos.

Em Wall Street, as ações fecharam mais uma vez no negativo, pelo segundo dia consecutivo.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

No Brasil, o impasse criado em cima do Orçamento 2021 encerrou-se. Governo federal e Congresso Nacional fecharam um acordo nesta segunda-feira (19). A saída retirar do texto atual o programa de corte de jornada e salários, o Pronampe e gastos emergenciais com saúde da meta fiscal. Agora, a expectativa é abrir espaço para acomodar emendas parlamentares acatadas pelo relator, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), em seu parecer.

Em outras palavras, venceu o Centrão, aquele grupo de partidos fisiológicos que estão pouco se lixando para ideologias, políticas econômicas e consequências – se hay gobierno, soy gobierno, dizem há alguns mandatos presidenciais. Pior para Paulo Guedes, o ministro da Economia, que não parece ter saído muito fortalecidos do entrave.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 119.841,33 pontos (-0,90%); e na máxima, 121.353,82 pontos (+0,35%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 28,151 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (19): -0,15% (120.933,78 pontos)
  • terça-feira (20): -0,72% (120.061,99 pontos)
  • semana: -0,87%
  • abril: +2,97%
  • 2021: +0,89%

Dólar

O dólar ficou na mesma nesta véspera de feriado. A moeda norte-americana subiu meros 0,01%, valendo R$ 5,5508.

  • segunda-feira (19): -0,61% a R$ 5,5505
  • terça-feira (20): +0,01% a R$ 5,5508
  • semana : +0,01% a R$ 5,5508

Euro

  • segunda-feira (19): -0,34% a R$ 6,674
  • terça-feira (20): +0,24% a R$ 6,6901
  • semana: -0,10% a R$ 6,6901

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +1,68% a R$ 314.154,72
  • Ethereum: +6,88% a R$ 12.930,96
  • Binance: +15,07% a R$ 3.248,48

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações dos EUA caíram pelo segundo dia consecutivo, uma vez que os fortes ganhos corporativos não conseguiram impulsionar um mercado que já vinha batendo recordes.

A liquidação de ações vinculadas à reabertura da economia, que impulsionou ultimamente aos recordes, ocorreu no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que as infecções globais pela Covid-19 estavam chegando ao seu nível mais alto na pandemia. Nos EUA, enquanto o país mantém um ritmo de 3 milhões de vacinações relatadas por dia, cerca de 67 mil novas infecções diárias ainda estão sendo registradas.

Em Wall Street, os investidores acreditam que muitas das notícias otimistas sobre os lucros vistos nos balanços recém-divulgados já foram precificados no mercado, de modo que pouco vem afetando agora.

Os mercados europeus estão seguindo um padrão de sentimento incerto em todo o mundo, à medida que os casos crescentes de Covid-19 em vários países ressurgem as preocupações sobre as avaliações das ações. A Índia, que tem visto um ressurgimento de casos recentemente, relatou mais de 200 mil infecções pelo sexto dia consecutivo, puxando os números mundiais para cima, junto com o Brasil.

Enquanto isso, as ações da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista, com a China mantendo sua taxa de empréstimo de referência inalterada, e com as ações japonesas liderando as perdas entre os principais mercados da região.

Em termos de dados, o desemprego no Reino Unido caiu inesperadamente pelo segundo mês consecutivo para 4,9% no período até o final de fevereiro, apesar das rígidas medidas de bloqueio da Covid-19 em todo o país, segundo dados do Office for National Statistics.

Nova York

  • S&P: -0,68%
  • Nasdaq: -0,92%
  • Dow Jones: -0,75%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -1,98%
  • DAX (Alemanha): -1,55%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -2,00%
  • CAC (França): -2,09%
  • IBEX 35 (Espanha): -2,89%
  • FTSE MIB (Itália): -2,44%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): -0,13%
  • SZSE Component (China): -0,11%
  • China A50 (China): +0,04%
  • DJ Shanghai (China): -0,06%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,02%
  • SET (Tailândia): +0,33%
  • Nikkei (Japão): -1,97%
  • ASX 200 (Austrália): -0,68%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,68%

Brasil: ambiente político e econômico

A Câmara e o Senado aprovaram ontem (19) o projeto de lei do Congresso Nacional, que prevê a liberação de gastos ligados à covid-19 fora do teto e do resultado primário, segundo reportagem do Valor.

Com isso, o montante a ser gasto nesse ano fora das regras fiscais pode bater a casa dos R$ 100 bilhões, já incluindo algumas despesas que sobraram de 2020.

No mesmo acerto, o governo cedeu à pressão dos parlamentares e deve preservar R$ 16,5 bilhões em emendas dentro do Orçamento a partir de cortes em suas próprias despesas de custeio e investimento.

Guedes saiu em defesa do acordo com o Centrão (ou com o Congresso), dizendo que o Orçamento 2021, depois de tanto embate, briga por emendas, Teto de Gastos rachado, deverá ser “exequível”. O Congresso bloqueou R$ 9 bilhões em gastos não obrigatórios. Gastos com emendas parlamentares foram mantidas.

O posto Ipiranga pedia para que o acordo não ultrapassasse os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), cumprindo os gastos obrigatórios, como previdência, abono-salarial e seguro-desemprego.

“No entanto”, coimo lembra o Portal IG, “os R$ 9 bilhões conquistados pela pasta de Guedes é menor que os R$ 13 bilhões julgados necessários para manter as contas do país em dia e dos R$ 10 bilhões de redução sugeridos pelo relator da peça, senador Márcio Bittar (MDB-AC)”.

A Câmara aprovou o texto-base do Projeto de Lei do Congresso Nacional nº 2 de 2021, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 e permite a abertura de crédito para programas de combate à pandemia de Covid-19.

O PLN traz de volta à vida dois programas de apoio a empresas afetadas pela pandemia: o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que permite corte de salários e jornada; e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que concede crédito barato para empresas de menor porte.

Serão R$ 10 bilhões para o BEm e outros R$ 5 bilhões para o Pronampe.

É uma “PEC da Guerra” diminuída, sob medida para o governo passar ileso. O texto autoriza a administração de Jair Bolsonaro (sem partido) a aumentar gastos neste ano sem a necessidade de compensação por meio de redução de outras despesas ou aumento de receita.

Ainda no campo político, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, assinou ontem (19) ato que disciplina o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 na Casa.

De acordo com o ato assinado por Pacheco, a CPI terá sua primeira reunião de forma semipresencial. Nessa reunião serão eleitos o presidente e o vice-presidente do colegiado.

A votação ocorrerá nos mesmos moldes da eleição para a presidência do Senado, ocorrida em fevereiro. Urnas serão espalhadas nos corredores da Casa, na sala da comissão e na Chapelaria – ponto de acesso para embarque e desembarque de parlamentares no Congresso.

Nos dados, o Monitor do PIB-FGV, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta crescimento de 1,4% na atividade econômica em fevereiro.

No trimestre finalizado em fevereiro, o crescimento é de 2,9%. Na comparação ano a ano, a economia cresceu 1,6% em fevereiro e 0,7% no trimestre móvel findo em fevereiro.

Em termos monetários, estima-se que o PIB do primeiro bimestre de 2021, em valores correntes, foi de 1 trilhão, 366 bilhões e 820 milhões de reais.

Bolsa: ações

Das 81 ações negociadas na bolsa, 30 subiram, 2 ficou estáveis (BRML3 e JHSF3) e as outras 49 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4): R$ 23,82 (-1,89%)
  • Vale (VALE3): R$ 106,16 (-1,46%)
  • Petrobras (PETR3): R$ 23,20 (-2,48%)
  • Banco do Brasil (BBAS3): R$ 30,10 (+1,62%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 23,26 (-1,52%)

Maiores altas

  • Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 39,30 (+8,92%)
  • Marfrig (MRFG3): R$ 20,71 (+4,60%)
  • Cemig (CMIG4): R$ 13,50 (+3,85%)
  • Carrefour (CRFB3): R$ 22,93 (+3,29%)
  • BR Distribuidora (BRDT3): R$ 22,84 (+3,07%)

Maiores baixas

  • Yduqs (YDUQ3): R$ 29,55 (-5,29%)
  • Lojas Renner (LREN3): R$ 43,40 (-4,05%)
  • Gol (GOLL4): R$ 22,22 (-3,93%)
  • PetroRio (PRIO3): R$ 92,96 (-3,17%)
  • B2W (BTOW3): R$ 65,70 (-2,81%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -0,76% (51.746,33 pontos)
  • IBrX 50: -0,90% (20.081,05 pontos)
  • IBrA: -0,74% (4.863,12 pontos)
  • SMLL: -0,56% (2.942,90 pontos)
  • IFIX: +0,04% (2.841,92 pontos)
  • BDRX: -0,72% (13.407,57 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (junho)/barril

  • segunda-feira (19): +0,42% (US$ 67,05)
  • terça-feira (20): -0,71% (US$ 66,57)
  • semana: -0,29% (US$ 66,57)

Petróleo WTI (maio)/barril

  • segunda-feira (19): +0,38% (US$ 63,43)
  • terça-feira (20): -1,20% (US$ 62,67)
  • semana: -0,82% (US$ 62,67)

Ouro (junho)/onça-troy

  • segunda-feira (19): -0,53% (US$ 1.770,60)
  • terça-feira (20): +0,44% (US$ 1.778,40)
  • semana: +0,09% (US$ 1.778,40)

Prata (maio)/onça-troy

  • segunda-feira (19): -1,05% (US$ 25,83)
  • terça-feira (20): -0,03% (US$ 25,82)
  • semana: -1,08% (US$ 25,82)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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