Bolsa já subiu 65% desde março; veja este e outros destaques

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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A Bolsa brasileira já subiu 65,2% desde o piso de março. Isso mostra que o investidor busca alternativas mais arriscadas, mas com maior potencial de retorno.

Julho deve marcar o quarto mês consecutivo de valorização de ativos de risco, com alta das ações, dos preços dos títulos públicos longos, além da redução dos spreads de papéis de dívida corporativa.

Segundo o Valor, o Ibovespa, principal índice da B3, subiu 10,47% no mês e, desde o piso de 23 de março, acumula ganhos de 65,19%.

A TIM e sua empresa de fibra ótica

A TIM já assinou cerca de 30 termos de confidencialidade com interessados em se tornarem sócios da nova empresa de fibra ótica que será criada pela operadora.

De acordo com o Estadão, o termo permite a troca de informações sobre a nova empresa de forma sigilosa para que investidores avaliem se colocarão uma oferta na mesa.

Ocorre que a tele vem trabalhando na iniciativa desde o primeiro semestre e espera receber as primeiras ofertas não vinculantes no começo de setembro.

A Natura e suas “ações”

As ações da Natura disparam após polêmica sobre participação de Thammy em campanha do Dia dos Pais.

Presença do ator transexual provocou ameaças de boicote à marca, mas, segundo analistas do mercado, também reforçou a imagem inclusiva da empresa de cosméticos.

As ações ordinárias da fabricante de cosméticos operaram em alta durante toda a quarta-feira (29), e terminaram o pregão com avanço de 6,73%, o maior do Ibovespa, enquanto o principal índice do mercado brasileiro subiu 1,44%. A notícia é do Estadão.

Usiminas e a usina de Cubatão

A Usiminas prepara a reestruturação da usina de Cubatão (SP), e, com isso, traz de volta a operação dos laminadores a quente e a frio a partir da segunda quinzena de agosto.

Presidente da Usiminas, Sergio Leite confirmou operação ao Valor e disse que a usina irá passar por uma reestruturação para dar mais competitividade à unidade.

Os equipamentos estavam parados desde abril em função da queda de demanda.

Bancos brasileiros na dianteira

Os bancos brasileiros têm liderado as ofertas de ações. Isso porque o BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA e XP Investimentos concentram a coordenação das operações diz o Valor.

Trata-se de uma concentração incomum num mercado de posições disputadas. O levantamento é da consultoria Dealogic.

Correlação juros-ações

O juro baixo no Brasil tem mantido em alta as ofertas de ações. Neste ano, já houve 21 emissões, mais da metade durante a pandemia, somando R$ 52,5 bilhões.

A aceleração no mercado de capitais continua intensa e um número crescente de companhias contratam bancos para oferecer suas ações.

Em todo o ano passado, foram 42 operações, num total de R$ 89,6 bilhões. Outras 46 empresas, apurou o Valor, preparam ofertas.

Lei do gás

A Lei do gás trará investimentos de pelo menos US$ 10 bilhões e tornará o setor mais competitivo, destravando projetos na indústria.

Também atrairá para o país projetos que têm sido direcionados para outros mercados, onde os preços do gás natural, usado como energia e matéria-prima pela indústria, é mais competitivo.

Diretora de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fátima Giovanna Coviello Ferreira disse ao Valor que é preciso repensar o tecido industrial brasileiro. A indústria química é a base dele e o gás é a agenda positiva do setor.

Economia global terá retomada difícil

Indicadores macroeconômicos internacionais indicam que a retomada econômica será bastante dificultosa a partir deste segundo semestre.

Isso se dá, também, por conta do aumento do número de casos de pessoas com Covid-19, devido ao relaxamento das medidas de isolamento social.

Para se ter ideia, a economia dos EUA contraiu 9,5% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano. Trata-se da maior queda em mais de 70 anos, segundo o Valor.

 

Risco para distribuidoras permanece

O apoio às elétricas não elimina o risco para as distribuidoras, é o que diz estudo acerca do tema, onde aponta ameaça ao equilíbrio econômico de concessionárias.

Isso porque a “Conta Covid”, linha de apoio ao setor elétrico que envolve um financiamento de R$ 15,2 bilhões por meio de um sindicato de 16 bancos, não é suficiente para eliminar o risco de desequilíbrio econômico financeiro dos contratos de concessão das distribuidoras.

O estudo é inédito e feito pelo Instituto Acende Brasil, conforme noticia o Valor.

Renovação de ferrovias

A renovação de ferrovias brasileiras pode gerar ganho de R$ 19,2 bilhões, conforme estudo da Inter.B.

Operadores privados do setor defendem a vantagem econômica da prorrogação antecipada de contratos.

O argumento a categoria diz respeito à renovação antecipada de seis concessões de ferrovias, que estão em análise.

O cálculo deles considera a extensão das concessões da MRS, da VLI (Ferrovia Centro Atlântica), da Vale (Estrada de Ferro Carajás e Estada de Ferro Vitória-Minas), da Rumo (Malha Sul) e da Transnordestina, da CSN, de acordo com o Valor.

 

Garimpo ilegal na Amazônia

O Garimpo ilegal na Amazônia ameaça romper o maior linhão de energia do País.

Segundo a empresa responsável por rede de Belo Monte, a atividade irregular pode derrubar torres e provocar apagão de dimensão nacional.

Para a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a manutenção da obra é ‘obrigação contratual da concessionária’, segundo o Estadão.

Weintraub é confirmado no Banco Mundial

Depois de 40 dias de sua chegada aos EUA, Abraham Weintraub foi eleito nesta quinta-feira (30) diretor-executivo no conselho administrativo do Banco Mundial.

O ex-ministro da Educação disse que já havia participado de reuniões na instituição, mas agora assumirá oficialmente as funções na primeira semana de agosto.

Coronavírus no Brasil

De acordo com o consórcio de imprensa formado para cobrir a pandemia, os números são os seguintes no Brasil no momento:

Casos confirmados: 2.613,789

Recuperados: 1.824.095

Mortos: 91.377