Bolsa: IRB Brasil (IRBR3) tem a maior alta desta terça e Azul (AZUL4), a baixa

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.
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Crédito: Divulgação

A maior alta desta terça-feira (23) no Ibovespa foi da IRB Brasil (IRBR3) com 5,91% para R$ 6,45.

A maior resseguradora do país liderou altas atraindo investidor com lucro líquido de R$ 17,9 milhões em janeiro, revertendo prejuízo.

A grande queda do dia foi da Azul (AZUL4) com 6,79% para R$ 36,75.

As aéreas voltaram a ter queda em meio aos desafios evidenciados no início desta semana com os temores relativos ao cronograma de vacinação.

Aversão ao risco derruba NY e Ibovespa acompanha

A crise fiscal, política e sanitária no Brasil beira o caos, com escalada de contaminações e mortes, colapso do sistema de Saúde exigindo mais restrições e incertezas geradas pela condução da pandemia pelo governo federal.

Mais cedo, o BC foi realista sobre a ameaça de inflação e o quadro fiscal, que pode se deteriorar ainda mais com possíveis gastos extraordinários para a proteção social.

Sem aproveitar a alta de 3% no minério de ferro na China, siderúrgicas caíram em bloco na sessão: CSN ON (CSNA3) -4,29%; Gerdau PN (GGBR4) -4,36%; Gerdau Metalúrgica PN (GOAU4) -3,63%; Usiminas PNA (USIM5) -3,37%; além de Vale ON (VALE3) -2,31%.

Petrobras tem forte queda

Outro peso pesado do Ibovespa, a Petrobras fechou em forte queda, de 2,30% (PETR3) e de 3,06% (PETR4), na esteira do petróleo, em mais uma nova baixa de cerca de 6% nos contratos para maio.

Pelo mesmo motivo, Petro Rio (PRIO3) figurou entre as maiores quedas do índice, perdendo 3,89%.

Bancos caem

Também os bancos, que reagiram na metade da sessão, não sustentaram e ajudaram a afundar o índice, à exceção de BTG (BPAC11), em +0,99%.

Banco do Brasil (BBAS3) -3,61%; Bradesco ON (BBDC3) -0,99%; Bradesco PN (BBDC4) -1,09%; Itaú (ITUB4) -2,54%; Santander (SANB11) -2,17%.

Entre os destaques de alta, BRMalls (BRML3) subiu 1,68%, com reabertura de shoppings no Sul do país e mudanças no modelo de negócios.

Somando perdas de 5,93% no ano, CVC (CVCB3) também fechou com boa valorização, de +5,56%, apostando na vacinação.