Bolsa ganha 0,76%, com alta da confiança entre os consumidores e seguindo NY

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores ganhou 0,76% nesta segunda-feira (26), encerrando a primeira sessão da última semana de julho com 126.003,86 pontos. Em Wall Street, os principais índices ficaram ou positivo ou ao redor da estabilidade.

Com o Congresso Nacional ainda em recesso – é a última semana – dados econômicos orientam os humores dos agentes do mercado financeiro brasileiro. Fundão ainda é tema, com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se enrolando mais uma vez – nem mesmo a comemoração generalizada pela medalha de prata da jovem Rayssa Leal (13 anos!) no skate, na Tokyo 2020, foi capaz de ofuscar a enrolação do mandatário do país sobre o tema.

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Já no exterior, o encontro entre os governos norte-americano e chinês ficou, por ora, em um impasse que não chegou ainda a mexer com negociações em Wall Street. Estão todos esperando o ar da graça do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), na reunião que acontece na quarta-feira (28).

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 125.006,47 pontos (-0,04%); e na máxima, 126.213,96 pontos (+0,93%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 22,600 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (26): +0,76% (126.003,86 pontos)
  • semana: +0,76%
  • julho: -0,63%
  • 2021: +5,86%

Juros

  • D1F22: +0,14 p.p. para 6,18%
  • D1F23: +0,16 p.p. para 7,59%
  • D1F24: +0,12 p.p. para 8,11%
  • D1F25: +0,06 p.p. para 8,36%
  • D1F26: +0,05 p.p. para 8,53%
  • D1F27: +0,02 p.p. para 8,70%
  • D1F28: -0,06 p.p. para 8,78%
  • D1F29: +0,01 p.p. para 8,95%
  • D1F30: +0,00 p.p. para 9,07%
  • D1F31: -0,01 p.p. para 9,14%

Dólar

O dólar desceu nesta segunda. A moeda norte-americana perdeu 0,70% e passou a valer R$ 5,1742.

  • segunda-feira (26): -0,70% a R$ 5,1742
  • semana: -0,70%

Euro

  • segunda-feira (26): -0,21% a R$ 6,1108
  • semana: -0,21%

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +2,02% a R$ 168.451,59
  • Ethereum: +2,20% a R$ 10.572,35
  • Tether: +1,90% a R$ 5,21
  • Cardano: -0,47% a R$ 6,05
  • Binance: -1,10% a R$ 1.488,33

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os investidores aguardam uma semana movimentada de balanços das maiores empresas de tecnologia e a reunião do Fed.

A Tesla solta hoje seu balanço, enquanto Apple, Alphabet e Microsoft estão prontas para soltar amanhã, e Google, Facebook e Amazon, no final da semana.

A incerteza fez com que os rendimentos dos títulos caíssem brevemente e os investidores investiram em ações de tecnologia. Tanto os títulos quanto as ações se recuperaram rapidamente no final da semana.

“Os investidores estão preocupados com o impacto da variante delta sobre o crescimento econômico, mas a nova linhagem não deve representar um grande risco de mercado”, disse David Kostin, chefe de estratégia de ações da Goldman Sachs nos EUA, em uma nota reproduzida pela CNBC.

Enquanto isso, com relação aos dados, as vendas de novas residências nos EUA caíram inesperadamente em junho: 6,6% para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 676.000 unidades. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam que as vendas de casas novas aumentassem para 795.000 unidades em junho.

Além disso, os investidores estarão assistindo à reunião de dois dias do Federal Reserve. O Comitê Federal de Mercado Aberto e a Assembleia de Governadores devem emitir uma declaração sobre a orientação da política monetária na quarta-feira (28). Na quinta-feira (29), o Departamento de Comércio divulgará os dados do PIB do segundo trimestre.

Se em Tóquio, EUA e China prometem rivalizar mais uma vez no quadro de medalhas – por enquanto é a China que vai se dando bem -, no campo geopolítico, a reunião entre autoridades americanas e chinesas – desta vez na cidade chinesa de Tianjin, nos arredores de Pequim – foi concluída hoje com críticas de ambos os lados.

Antes mesmo de as negociações terminarem, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Xie Feng, disse à vice-secretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, ue a relação dos dois países “está agora em um impasse e enfrenta sérias dificuldades”.

“Fundamentalmente, é porque alguns americanos retratam a China como um ‘inimigo imaginário'”, disse o comunicado do ministério. “Instamos os Estados Unidos a mudar sua mentalidade altamente equivocada e sua política perigosa”.

O comunicado disse, porém, que a China ainda deseja trabalhar com os EUA sob a condição de seus líderes “mudarem de rumo” e aderir aos interesses chineses.

Os chineses apresentaram aos EUA duas listas, uma de “erros” que precisavam resolver e outra de questões que Pequim considerava importantes.

As autoridades americanas se recusaram a comentar sobre a caracterização de Xie da reunião. As autoridades disseram que as quatro horas de discussões foram diretas, francas e construtivas, e cobriram questões bem conhecidas que vão de Hong Kong ao Irã.

As tensões entre os EUA e a China aumentaram nos últimos anos. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, usou tarifas e sanções na tentativa de responder às críticas antigas contra a China, como acesso desigual ao mercado, falta de proteção à propriedade intelectual e obrigando as empresas a transferir tecnologia para operar no país.

Nova York

  • S&P: +0,24%
  • Nasdaq: +0,03%
  • Dow Jones: +0,24%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -0,16%
  • DAX (Alemanha): -0,32%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,03%
  • CAC (França): +0,15%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,67%
  • FTSE MIB (Itália): +0,68%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): -2,34%
  • SZSE Component (China): -2,65%
  • China A50 (China): -4,51%
  • DJ Shanghai (China): -2,66%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -3,90%
  • SET (Tailândia): feriado
  • Nikkei (Japão): +1,04%
  • ASX 200 (Austrália): 0,00%
  • Kospi (Coreia do Sul): -0,91%

Brasil: ambiente político e econômico

O Boletim Focus revisou para cima as projeções de todos os indicadores para 2021. Os dados da pesquisa de mercado foi divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

A inflação oficial medida pelo IPCA está projetada para chegar ao fim do ano em 6,56%. Na semana passada, o boletim previa uma inflação a 6,31%. Há quatro semanas, a projeção era de inflação a 5,97%.

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), nesta semana o crescimento está previsto em 5,29% para o fim do ano. Na semana passada, a estimativa era de 5,27%. Há quatro semanas, era previsto um crescimento de 5,05%.

O dólar foi revisado para R$ 5,09 para o fim do ano, ante uma projeção de R$ 5,05 da semana passada. Há quatro semanas, o boletim previa que a divisa americana chegaria a R$ 5,10.

Por fim, o boletim prevê que a taxa Selic chegue ao fim do ano em 7% ao ano, frente a uma projeção de 6,75% na semana passada. Há quatro semanas, a projeção da taxa de juros era de 6,50%.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE subiu 1,3 pontos em julho, para 82,2 pontos, maior valor desde outubro de 2020 (82,4 pontos). Em junho, o avanço foi maior, de 4,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 3,2 pontos em julho, segundo aumento após seis meses consecutivos de queda.

“A confiança dos consumidores segue em recuperação pelo quarto mês consecutivo. Há uma melhora das perspectivas futuras, mas o índice que mede a situação atual continua rodando em torno dos 70 pontos, mostrando que, apesar do otimismo, os consumidores vem tendo dificuldade de recuperação financeira, principalmente as famílias de menor poder aquisitivo que tem mais dificuldade de obter emprego”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da pesquisa. Segundo ela, o cenário futuro depende do desenrolar da vacinação e das variantes do vírus.

O Índice de Situação Atual cedeu -0,7 ponto, para 70,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas cresceu 2,5 pontos, para 90,8 pontos, atingindo o maior patamar desde setembro de 2020.

Sexta-feira (23), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, ficou em 0,72% em julho.

O mercado projetava resultado inferior, de 0,64%. Ainda assim, houve recuo na comparação com junho, quando a leitura foi de 0,83%. Mas esta é a maior alta para o mês desde 2004, quando atingiu 0,93%.

No ano, o índice acumula alta de 4,88% e, em 12 meses, de 8,59%.

Os números assustam e a inflação é o bicho-papão em todo o planeta. Hoje, mais um índice. A terceira leitura de julho do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), também da FGV, subiu 0,90% e acumula alta de 8,73% nos últimos 12 meses. Na semana anterior, o resultado foi de 0,88%. Quatro das sete capitais pesquisadas registraram acréscimo em suas taxas de variação.

No campo político, Bolsonaro se meteu numa encrenca. Enquanto discursa para seus convertidos que o Fundão (fundo eleitoral) tem todos os adjetivos desonrosos possíveis, seus aliados, incluindo os filhos na Câmara dos Deputados e Senado Federal, votam a favor da bolada de quase R$ 6 bilhões para financiar a campanha de 2022.

Durante toda a semana passada, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM) entrou em embate com o Bolsonaro, dizendo que o inquilino do Palácio do Planalto estava escondendo o jogo e queria aprovar R$ 4 bilhões para o Fundão. O texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), onde o Fundão está, está com Bolsonaro, esperando veto ou sanção total.

Bolsonaro se irritou com Ramos. Chamou Ramos de “insignificante”. Ramos deu troco em diversas declarações pelas redes sociais e no próprio Parlamento, inclusive antecipando que Bolsonaro queria mesmo o Fundão, mas de R$ 4 bilhões.

Mas hoje se sabe que ou Bolsonaro veta todo o fundão ou não veta nada, porque não pode mudar o valor do que foi aprovado no Congresso. A saída que o presidente tem, para não ficar com a imagem ruim diante de seus convertidos, é reduzir o orçamento da Justiça Eleitoral, em compensação. Parece que é isso o que ele pretende fazer.

Até porque é melhor ele perder alguns fanáticos do que o Centrão, grande artífice da aprovação ultrabilionária do Fundão.

Por fim, vale lembrar que o saldo parcial do capital externo até 22 de julho está negativo em R$ 5,03 bilhões, de acordo com a B3 (B3SA3). Com as saídas líquidas do estrangeiro, este caminha para ser o primeiro mês com saldo negativo desde março.

Em contrapartida, em 2021, o saldo está positivo em R$ 42,9 bilhões.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 35 subiram, 1 ficou estável (BEEF3) e 48 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 116,60 (+2,17%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 27,47 (+2,73%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 24,15 (+0,84%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,53 (+1,76%)
  • CSN (CSNA3): R$ 47,36 (+3,54%)

Maiores altas

  • Usiminas (USIM5): R$ 20,92 (+3,56%)
  • CSN (CSNA3): R$ 47,36 (+3,54%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 19,16 (+3,51%)
  • Bradespar (BRAP4): R$ 79,02 (+3,51%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 31,80 (+3,45%)

Maiores baixas

  • Americanas (AMER3): R$ 53,08 (-5,18%)
  • EzTec (EZTC3): R$ 27,48 (-2,59%)
  • Lojas Americanas (LAME4): R$ 7,62 (-2,56%)
  • Via (VVAR3): R$ 13,74 (-2,48%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 22,04 (-2,48%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,88% (54.709,21 pontos)
  • IBrX 50: +1,07% (21.322,37 pontos)
  • IBrA: +0,69% (5.145,12 pontos)
  • SMLL: -0,28% (3.068,25 pontos)
  • IFIX: -0,10% (2.825,37 pontos)
  • BDRX: -0,57% (13.501,27 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (setembro)/barril

  • segunda-feira (26): +0,54% (US$ 74,50)
  • semana: +0,54%

Petróleo WTI (setembro)/barril

  • segunda-feira (26): -0,22% (US$ 71,91)
  • semana: -0,22%

Ouro (setembro)/onça-troy

  • segunda-feira (26): -0,14% (US$ 1.800,40)
  • semana: -0,14%

Prata (setembro)/onça-troy

  • segunda-feira (26): +0,08% (US$ 25,25)
  • semana: +0,08%

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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