Bolsa fecha semana com baixa de 1,95%; BTOW3 lidera

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / B3

A bolsa brasileira fechou a semana perdendo 1,95%, depois de começar o mês com forte otimismo e um ganho de 8,28%.

A sexta-feira (12), no meio do feriado de Corpus Christi, contribuiu com uma baixa de 2,00%, puxando o índice a 92.795,27 pontos, no sentido inverso de Nova York.

Na mínima, o índice ficou com os mesmos 90.810,98 pontos da abertura (-4,09%), e na máxima aumentou innexpressivamente a 94.703,26 pontos (+0,02%).

O volume financeiro ficou em R$ 35,432 bilhões.

Assim, o acumulado do mês foi reduzido a um alta de 6,17%, enquanto o ano fica negativo em 19,76%.

O dólar volta a fechar acima dos R$ 5. Subindo 2,17%, a moeda norte-americana chegou a bater em R$ 5,11 e acabou fechando a semana em R$ 5,0426.

Brasil

O Brasil encerra a semana ainda com ambiente político conturbado. Enquanto o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), segue desdenhando da crise causada pelo novo coronavírus, ele recria o Ministério das Comunicações, tentando agradar os partidos do chamado Centrão, dando posse ao deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), genro de Sílvio Santos, dono do SBT.

Com a justificativa de melhorar a comunicação, a indicação agrada ao Centrão e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Mas não foi suficiente. A Medida Provisória (MP) que dava carta branca ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, para escolher os reitores de universidades federais, acabou sendo devolvida pelo Senado Federal, sem sequer ir a plenário. Nem mesmo o Centrão fez esforço para manter a MP.

A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) informou nesta sexta-feira que 401 dos 577 estabelecimentos existentes no Brasil já retomaram suas atividades.

De acordo com a instituição, esse número representa um percentual de 69,5% que optaram por retomar os serviços logo que a flexibilização das regras de isolamento em meio à pandemia de coronavírus teve início.

E flexibilização ainda não empolgou o consumidor.

Exterior

Apesar disso, dos Estados Unidos aparecem algumas boas notícias – e outras nem tanto.

Enquanto a confiança do consumidor de lá segue aumentando, novo relatório do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, divulgado nesta sexta (12), voltou a alertar para a gravidade da crise econômica imposta pela pandemia de coronavírus.

A autoridade monetária assumiu um tom mais pessimista do que o mercado vinha sustentando até há poucos pregões.

Segundo Jerome Powell, presidente do Banco Central norte-americano, “essa é a maior crise desde a 2ª Guerra”.

Já no Reino Unido, a retração de 20,4% em abril foi histórica. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, o resultado é recorde e vem logo na sequência de uma queda de 5,8% do PIB registrada no mês de março.

A pandemia não está deixando pedra sobre pedra.

“O retrocesso do PIB em abril é o mais forte já registrado no Reino Unido, mais de três vezes que o mês anterior e quase 10 vezes mais que a queda mais expressiva antes da COVID-19”, afirmou Jonathan Athow, estatístico do ONS.

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Nova York

Os investidores tentaram encerrar a semana recuperando algumas das perdas acentuadas da sessão anterior. As principais médias, no entanto, marcaram a pior semana desde março, em meio a temores de ressurgimento nos casos de Covid-19.

Mesmo assim, o Dow Jones subiu 1,90%. O S&P 500 subiu cerca de 1,31%, enquanto o Nasdaq subiu 1,01%.

Na cômputo da semana, o Dow Jones e o S&P 500 caíram pelo menos 4,5%, enquanto o Nasdaq perdeu mais de 2%, depois de bater a marca histórica dos 10 mil pontos.

O temor causado pela incerteza de como o país vai se suceder com a reabertura e se não precisará fechar novamente está mexendo com os investidores.

  • S&P 500: +1,31%
  • Nasdaq: +1,01%
  • Dow Jones: +1,90%

Bolsa: ações

Das 75 ações negociadas na bolsa, apenas 11 subiram e as outras 64 desceram em relação ao dia anterior.

Embora não esteja entre as maiores altas do dia, na semana quem mais ganhou foi a B2W (BTOW3), com 15,22%. Hoje, o papel perdeu 0,23%.

Magazine Luiza (MGLU3) também foi uma alta significativa nesta semana, com mais 7,57%. No dia, porém, perdeu 1,01%.

A maior baixa é da YDUQ3, com menos 13,30% no período.

Apenas 26 papéis fecharam com ganhos a semana.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4): R$ 20,60 (-3,74%)
  • Vale (VALE3): R$ 53,40 (-1,48%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 21,63 (-1,14%)
  • Itaú (ITUB4): R$ 26,06 (-1,99%)
  • ViaVarejo (VVAR3): R$ 14,64 (-2,07%)

Maiores altas

  • Carrefour (CRFB3): R$ 18,50 (+2,72%)
  • Minerva (BEEF3): R$ 13,07 (+2,35%)
  • Marfrig (MRFG3): R$ 12,88 (+2,22%)
  • Lojas Americana (LAME4): R$ 31,30 (+2,19%)
  • Energisa (ENGI11): R$ 48,77 (+1,12%)

Maiores baixas

  • IRB (IRBR3): R$ 11,49 (-11,34%)
  • CVC (CVCB3): R$ 20,81 (-9,44%)
  • Gol (GOLL4): R$ 18,54 (-8,40%)
  • Braskem (BRKM5): R$ 24,70 (-7,77%)
  • Cielo (CIEL3): R$ 4,21 (-7,68%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: 39.123,83 pontos (-2,12%)
  • IBrX 100: 15.115,91 pontos (-2,10%)
  • IBrA: 3.670,48 pontos (-2,00%)
  • SMLL: 2.173,84 pontos (-2,63%)

Commodities

O petróleo encerrou a semana com alta no Brent (0,46%) e baixa no WTI (0,22%). “Os operadores do mercado interpretam as declarações de organismos multilaterais e do FED, que trouxeram previsões sombrias para os próximos meses na economia mundial”, informa a Wisir. “Como se não fosse o bastante, permanecem as incertezas sobre o excesso de oferta de petróleo, enquanto os principais produtores tentam manter o mercado estabilizado”.

No lado norte-americano, há ainda as intempéries da natureza, que fizeram a produção recuar com a passagem pelo Golfo do México da tempestade tropical Cristobal.

  • WTI: US$ 36,26 (-0,22%)
  • Brent: US$ 38,73 (+0,46%)

O ouro praticamente ficou estável nesta sexta-feira (menos 0,06%). De olho na bolsa de todo o mundo, que segue com o rali, o metal acompanhou a volatilidade.

  • Ouro: US$ 1.737,30 (-0,06%)

Com Wisir Research