Bolsa fecha em alta de 0,71%; dólar recua 1,17% para R$ 5,68

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Divulgação / G1

A bolsa brasileira fechou o pregão desta quarta-feira (20) com alta de 0,71%, para 81.319,45 pontos, acompanhando as altas do exterior. Entretanto, o desempenho foi atenuado em certo ponto pela divulgação da ata do FOMC.

Na máxima, o Ibovespa atingiu 82.290 pontos (+1,92%) e teve um volume financeiro negociado de R$ 22,742 bilhões.

Já o dólar comercial fechou com queda de 1,17%, abaixo da linha dos R$ 5,70, cotado a R$ 5,6890 no mercado à vista.

Brasil

O mercado refletiu a pesquisa divulgada esta tarde da XP/Ipespe. O levantamento mostra que a expectativa de ruim e péssimo para o restante do mandato de Bolsonaro subiu de 46%, em 30 de abril, para 48%.

A avaliação ótimo e bom teve queda de de 30% para 27%. A regular ficou em 19%, contra de 18% na pesquisa anterior.

A pesquisa indicou ainda que aumentou de 52% para 57% o índice de quem acha que “a economia está no caminho errado”. E 28% dos entrevistados acham que a condução do Executivo está no caminho certo (ante 32% em 30 de abril).

O levantamento detectou ainda que a percepção de manutenção do emprego nos próximos seis meses é pequena ou muito pequena para 54% (contra 51% no final de abril).

Entre os temas que o mercado está de olho também está a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o sigilo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril no Palácio do Planalto.

Ele pode optar pela retirada completa do sigilo, como pede a defesa do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Segundo o Estadão, o ministro estaria “incrédulo” com o que assistiu. A decisão deve sair até sexta-feira.

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Está no radar dos investidores também o depoimento à Polícia Federal, às 15h, do empresário Paulo Marinho, sobre suposto vazamento de informações privilegiadas da operação Furna da Onça, que envolve diretamente o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, e o esquema das “rachadinhas”.

Bolsa: ações

Das 75 ações negociadas na bolsa, 47 tiveram alta e 28 apresentaram baixa.

A variação do Ibovespa na semana está em 4,85% de alta. No mês, a variação positiva está em 1,01%; enquanto o acumulado do ano está negativo em 29,68%.

Os papéis da Azul (AZUL4) e da Gol (GOLL4) ficaram com as maiores altas da Bovespa hoje, em razão da expectativa de saída do isolamento, o que fez as empresas ampliarem as malhas viárias.

Assim, puxaram a CVC, maior empresa de turismo do país.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4): R$ 19,30 (+3,32%)
  • Vale (VALE3): R$ 52,50 (+0,11%)
  • Itaú (ITUB4): R$ 21,60 (-0,41%)
  • Azul (AZUL4): R$ 15,33 (+12,31%)
  • Viva Varejo (VVAR3): R$ 9,16 (-1,40%)

Maiores altas

  • Azul (AZUL4): R$ 15,33 (+12,31%)
  • Gol (GOLL4): R$ 12,68 (+8,84%)
  • IRBBrasil (IRBR3): R$ 7,61 (+7,49%)
  • CVC (CVCB3): R$ 13,23 (+6,87%)
  • Qualicorp (QUAL3): R$ 21,57 (+5,32%)

Maiores baixas

  • B2W (BTOW3): R$ 88,53 (-3,94%)
  • Lojas Americanas (LAME4): R$ 26,84 (-3,49%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 40,25 (-3,62%)
  • Minerva (BEEF3): R$ 13,16 (-3,24%)
  • Marfrig (MRFG3): R$ 13,06 (-3,12%)

Exterior

O Federal Reserve divulgou, nesta quarta-feira (20), a ata do reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), realizada de 28 a 29 de abril de 2020, em que manteve as taxas de juros próximas do zero.

Os dirigentes do Fed disseram, no documento, que o banco teme por uma nova onda de coronavírus no médio prazo, com forte impacto na economia.

As restrições impostas na atividade econômica e na circulação de pessoas para frear o avanço da doença já provocam retração no PIB, queda nos investimentos, paralisação de setores como o das empresas aéreas e de turismo, queda na indústria e desemprego, com risco de recessão.

O cenário pessimista, provocado por uma volta dos índices altos da doença, inclui, afirma o banco, “uma série de incertezas e de riscos”.

No exterior, o mundo acompanha a evolução sobre a vacina da Covid-19 da Moderna, que era promissora e, agora, já levanta dúvidas a respeito, segundo artigo veiculado na publicação científica Stat News.

Nova York

Segundo a CNBC, a S&P 500 fecha na maior alta desde o início de março, com o Facebook e a Amazon atingindo recordes. As ações de tecnologia lideraram os ganhos.

O avanço de quarta-feira elevou as principais médias em mais de 3% na semana. Também elevou a Nasdaq em 4,5% em 2020, aumentando a liderança do índice em relação ao Dow e ao S&P 500 até o momento. O índice de tecnologia pesada encerrou a sessão a menos de 5% do recorde de fevereiro.

  • S&P 500: +1,65%
  • Nasdaq: +2,08%
  • Dow Jones: +1,52%

Commodities

O petróleo WTI e Brent encerraram o dia em alta, com os investidores motivados pela baixa no estoque semanal divulgado nos EUA e as expectativas de retomada da demanda. A cotação poderia avançar mais, segundo operadores do mercado, mas a possibilidade de uma segunda onda na pandemia derrubaria novamente a demanda.

  • WTI (julho 2020): US$ 33,49 (+4,79%)
  • Brent (julho 2020): US$ 37,75 (+3,17%)

O ouro encerrou o dia em alta, com os investidores tomando posições para se protegerem, diante das incertezas sobre os efeitos da pandemia na economia mundial.

  • Ouro: US$ 1.752,10 (+0,37%)