Bolsa fecha com mais 0,97% na sexta, mas semana termina negativa

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores conseguiu recuperar mais um pouco da queda de quarta (12), com alta de 0,97% nesta sexta-feira (14), fechando em 121.880,82 pontos, seguindo a alta robusta vista em Nova York. Apesar do esforço, a semana voltou a fechar no negativo, em menos 0,13%.

Pelas terras de Joe Biden, os dados do Varejo e da Indústria praticamente na mesma na comparação de abril a março não causaram muito impacto. Mas houve bom humor em quem investe, especialmente na bolsa.

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No Brasil, finalmente saiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Mas o que movimentou positivamente a bolsa hoje foi o resultado da Petrobras (PETR3 PETR4), que apresentou um trimestre com resultados fortes. A avaliação é de um relatório do BTG Pactual (BPAC11), que apesar disso manteve neutra a recomendação de compra de ações da empresa. Além disso, a empresa petroleira mantém a intenção de permanecer com o programa de desinvestimento de ativos.

De acordo com o BTG, ainda que tenha sido ajudada por um giro de estoque de R$ 6,1 bilhões, o Ebitda ajustado de R$ 47,8 bilhões reforça o cenário favorecido por um Brent mais valorizado. De acordo com o relatório, o preço do barril de petróleo do Mar do Norte subiu 35% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

No primeiro trimestre de 2021, a petroleira conseguiu reverter um prejuízo e obteve lucro líquido de R$ 1,167 bilhão. No primeiro trimestre de 2020, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 48,523 bilhões.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 120.719,17 pontos (+0,01%); e na máxima, 122.194,55 pontos (+1,23%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 36,370 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (10): -0,11% (121.909,03 pontos)
  • terça-feira (11): +0,87% (122.964,01 pontos)
  • quarta-feira (12): -2,65% (119.710,03 pontos)
  • quinta-feira (13): +0,83% (120.705,91 pontos)
  • sexta-feira (14): +0,97% (121.880,82 pontos)
  • semana: -0,13%
  • maio: +2,51%
  • 2021: +2,41%

Call de fechamento da semana

Dólar

O dólar encerrou em queda nesta sexta. A moeda norte-americana perdeu 0,80%, valendo R$ 5,2710.

  • segunda-feira (10): +0,07% a R$ 5,2320
  • terça-feira (11): -0,18% a R$ 5,2227
  • quarta-feira (12): +1,59% a R$ 5,3055
  • quinta-feira (13): +0,15% a R$ 5,3133
  • sexta-feira (14): -0,80% a R$ 5,2710
  • semana : +0,83% a R$ 5,2710

Euro

  • segunda-feira (10): -0,46% a R$ 6,3401
  • terça-feira (11): -0,01% a R$ 6,3391
  • quarta-feira (12): +1,02% a R$ 6,4050
  • quinta-feira (13): +0,11% a R$ 6,4122
  • sexta-feira (14): -0,04% a R$ 6,4097
  • semana: +0,73% a R$ 6,4097

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +4,19% a R$ 265.032,74
  • Ethereum: +12,22% a R$ 21.433,60
  • Binance: +10,14% a R$ 3.176,26

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Desde os dados preocupantes da inflação nos Estados Unidos, divulgados esta semana (quarta-feira, dia 12), 0,8% a mais em abril, as ações em Wall Street tomaram um tombo e, então, se recuperaram, com os investidores aproveitando pechinchas e mostrando a resiliência do mercado.

Hoje, novas altas nos índices mais importantes em Nova York. E novos dados.

As vendas no varejo dos Estados Unidos ficaram estagnadas em US$ 619,9 bilhões no mês de abril, quando a projeção do mercado era por alta de 1% na comparação com março.

No mês passado, graças ao pacote de estímulos do governo americano, as vendas somaram US$ 619,8 bilhões, com forte alta de 10,7% (revisada dos 9,8% anunciados anteriormente) ante o mês anterior.

O núcleo das vendas no varejo, que exclui automóveis, recuou 0,8% em abril, ante expectativa de alta de 0,6%. O resultado de março também sofreu revisão para cima: de 8,4% para 9%.

Também foram divulgados os dados da produção industrial dos EUA, que subiu 0,7% em abril, pouco abaixo do consenso de 0,8%.

A taxa de utilização da capacidade instalada subiu a 74,9%, ante 74,4% de março.

“O declínio desta semana foi uma coisa boa”, disse Tony Dwyer, estrategista-chefe de mercado da Canaccord Genuity, à CNBC. “É necessário que haja uma correção que seja significativa o suficiente para eliminar a condição de sobrecompra de prazo intermediário extremo e excesso de otimismo”.

De qualquer forma, convém não facilitar. Por isso, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Richard Clarida afirmou que, embora espere que a alta recente na inflação nos Estados Unidos seja fruto de fatores transitórios, reagirá aos dados conforme eles são divulgados. Ou seja, nada de precipitação.

O dirigente disse que ficará “bastante atento” às várias medidas de expectativas de inflação a médio prazo.

Também comentou que, caso elas sofram uma desancoragem, existe o compromisso do banco central de usar os instrumentos disponíveis para acertar o rumo dos preços para uma meta de longo prazo de 2%.

Na Europa, os mercados receberam uma forte transferência da Ásia-Pacífico, cujos mercados conseguiram boa reação na última sessão da semana.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que seu governo está preocupado com o aumento da transmissibilidade da nova variante Covid-19 detectada pela primeira vez na Índia e indicou que nada pode ser descartado em esforços potenciais para reduzi-la. Nem mesmo novos lockdowns.

A Índia é agora a maior preocupação mundial. A nova variante indiana já apareceu na também na Rússia.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P: +1,49%
  • Nasdaq: +2,32%
  • Dow Jones: +1,06%

Nova York (semana)

  • S&P: -1,39%
  • Nasdaq: -2,34%
  • Dow Jones: -1,14%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +1,64%
  • DAX (Alemanha): +1,43%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +1,15%
  • CAC (França): +1,54%
  • IBEX 35 (Espanha): +2,00%
  • FTSE MIB (Itália): +1,14%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -0,42%
  • DAX (Alemanha): +0,11%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -1,21%
  • CAC (França): -0,01%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,95%
  • FTSE MIB (Itália): +0,63%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): +1,77%
  • SZSE Component (China): +2,09%
  • China A50 (China): +2,49%
  • DJ Shanghai (China): +1,92%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,06%
  • SET (Tailândia): +0,09%
  • Nikkei (Japão): +2,32%
  • ASX 200 (Austrália): +0,45%
  • Kospi (Coreia do Sul): +1,00%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): +2,09%
  • SZSE Component (China): +1,97%
  • China A50 (China): +2,39%
  • DJ Shanghai (China): +1,91%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -2,09%
  • SET (Tailândia): -2,24%
  • Nikkei (Japão): -4,34%
  • ASX 200 (Austrália): -0,94%
  • Kospi (Coreia do Sul): -1,37%

Brasil: ambiente político e econômico

O STF definiu no final da noite de ontem (13) o alcance da decisão que impediu que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incida na base de cálculo para cobrança da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS).

Por maioria, os ministros entenderam que a decisão produz efeitos jurídicos a partir de 15 de março de 2017, data na qual o plenário considerou que é ilegal a incidência.

A exclusão deverá ser aplicada ao valor destacado na nota fiscal. A Corte julgou nesta tarde recursos para esclarecer o marco temporal da decisão.

Em 2017, a Corte definiu o conceito de faturamento. Para o Supremo, faturamento é o patrimônio adquirido pelas empresas com as vendas, excluindo-se os impostos, não podendo ser considerado como ingresso definitivo na receita bruta.

O julgamento foi motivado por um recurso protocolado por uma empresa em 2007, argumentando ser ilegal a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins pelo fato de o imposto tratar-se de valor transitório, devendo ser cobrado no preço dos produtos e serviços e repassado aos cofres públicos.

Para a Fazenda Nacional, o imposto poderia ser usado na base de cálculo por incidir sobre a receita bruta, que inclui todos os custos, inclusive os tributos.

Na parte de resultados, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 9,8 bilhões no primeiro trimestre de 2021, aumento de 78% em comparação a igual período do ano passado, e um lucro recorrente (que exclui ganhos ou perdas com itens extraordinários) estável de R$ 2,4 bilhões.

O lucro líquido foi impulsionado pela venda de participações societárias e pela intermediação financeira. Na avaliação do presidente do banco, Gustavo Montezano, “continuidade” é a melhor palavra para resumir o primeiro trimestre de 2021. “Um trimestre onde, mais uma vez, a gente entrega robustos resultados”.

As vendas financiadas de veículos em abril de 2021 somaram 467 mil unidades, entre novas e usadas, de acordo com dados da B3 (B3SA3). O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa aumento de 116,1% se comparado a abril de 2020, quando os financiamentos de veículos somaram 216 mil unidades.

“Em abril de 2020, estávamos no início da pandemia do coronavírus e, naquele mês, devido às incertezas do mercado e maior restrição às atividades do varejo, os financiamentos de veículos apresentaram uma queda significativa. Em abril de 2021, percebemos mais uma vez a tendência já observada nos últimos meses de aumento de financiamentos de veículos usados, principalmente para autos leves com maior tempo de uso”, explica Tatiana Masumoto Costa, superintendente de Planejamento da B3.

As vendas a crédito de autos leves usados, com tempo de uso entre 9 e 12 anos, aumentaram 148,3% em comparação a abril de 2020. Já os financiamentos de autos com mais de 12 anos de uso aumentaram 204,5% comparado ao mesmo período.

Na questão da pandemia, finalmente o governo federal começa a se mexer. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (14) a assinatura de contrato com a Pfizer para que o Brasil receba 100 milhões de doses da vacina da farmacêutica. “É mais um acordo com a Pfizer com as 100 milhões sendo entregues ainda neste ano. Já 30 milhões a partir de setembro”, disse o ministro.

Ontem (13), em depoimento à CPI da Covid, Carlos Murillo, o presidente da farmacêutica norte-americana Pfizer para a América Latina, disse que a primeira oferta de vacinas ao governo brasileiro foi feita em agosto do ano passado.

De acordo com Murillo, na ocasião, no dia 14 de agosto, foram feitas duas ofertas vinculantes de vacinas. Uma tinha previsão de entrega de 30 milhões de doses e uma segunda de 70 milhões de doses do imunizante. As vacinas foram desenvolvidas em parceria com a alemã BioNTech.

Além disso, o executivo da Pfizer afirmou ainda que, no dia 26 de agosto, foi feita uma terceira proposta, de 30 milhões de doses da vacina. O governo ignorou todas elas.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 59 subiram, 2 ficaram estáveis (BBAS3 e RENT3) e as outras 23 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 110,56 (-1,72%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 26,28 (+5,16%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,00 (+2,22%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 24,89 (+0,93%)
  • B3 (B3SA3): R$ 53,55 (+3,48%)

Maiores altas

  • Qualicorp (QUAL3): R$ 26,91 (+7,21%)
  • Hering (HGTX3): R$ 29,45 (+6,43%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 31,76 (+6,04%)
  • PetroRio (PRIO3): R$ 18,32 (+5,71%)
  • Gol (GOLL4): R$ 25,39 (+5,40%)

Maiores baixas

  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 6,16 (-5,08%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 20,30 (-4,96%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 34,61 (-2,86%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU3): R$ 15,38 (-2,60%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 65,15 (-2,48%)

Maiores altas da semana

  • Yduqs (YDUQ3): R$ 31,76 (+11,01%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 26,28 (+7,79%)
  • Eneva (ENEV3): R$ 16,54 (+7,33%)
  • Petrobras (PETR3): R$ 25,64 (+7,15%)
  • Ambev (ABEV3): R$ 17,18 (+5,98%)

Maiores baixas da semana

  • Banco Inter (BIDI11): R$ 181,20 (-13,71%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 20,30 (-12,27%)
  • Totvs (TOTS3): R$ 31,01 (-8,74%)
  • Locaweb (LWSA3): R$ 22,82 (-8,02%)
  • CSN (CSNA3): R$ 47,00 (-7,17%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,65% (sexta-feira) | -0,75% (semana) (52.538,84 pontos)
  • IBrX 50: +0,55% (sexta-feira) | -0,65% (semana) (20.510,02 pontos)
  • IBrA: +0,73% (sexta-feira) | -0,65% (semana) (4.947,97 pontos)
  • SMLL: +1,83% (sexta-feira) | -1,17% (semana) (2.938,72 pontos)
  • IFIX: -0,05% (sexta-feira) | -1,07% (semana) (2.826,10 pontos)
  • BDRX: +0,89% (sexta-feira) | -1,34% (semana) (12.631,98 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (julho)/barril

  • segunda-feira (10): +0,06% (US$ 68,32)
  • terça-feira (11): +0,34% (US$ 68,55)
  • quarta-feira (12): +1,12% (US$ 69,32)
  • quinta-feira (13): -3,27% (US$ 67,05)
  • sexta-feira (14): +2,47% (US$ 68,71)
  • semana: +0,72% (US$ 68,71)

Petróleo WTI (junho)/barril

  • segunda-feira (10): +0,03% (US$ 64,92)
  • terça-feira (11): +0,55% (US$ 65,28)
  • quarta-feira (12): +1,22% (US$ 66,08)
  • quinta-feira (13): -3,42% (US$ 63,82)
  • sexta-feira (14): +2,42% (US$ 65,37)
  • semana: +0,80% (US$ 65,37)

Ouro (junho)/onça-troy

  • segunda-feira (10): +0,34% (US$ 1.837,60)
  • terça-feira (11): -0,08% (US$ 1.836,10)
  • quarta-feira (12): -0,72% (US$ 1.822,80)
  • quinta-feira (13): +0,06% (US$ 1.824,00)
  • sexta-feira (14): +0,77% (US$ 1.838,10)
  • semana: +0,37% (US$ 1.838,10)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (10): -0,48% (US$ 27,35)
  • terça-feira (11): +0,62% (US$ 27,66)
  • quarta-feira (12): -1,59% (US$ 27,23)
  • quinta-feira (13): -0,27% (US$ 27,17)
  • sexta-feira (14): +1,44% (US$ 27,45)
  • semana: -0,28% (US$ 27,45)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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