Bolsa fecha com alta firme de 0,59%, de olho na Super Quarta

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores subiu 0,59% nesta segunda-feira (14), fechando com 130.207,96 pontos, apesar da indecisão dos principais índices em Nova York, que começaram a semana sem direção definida.

Tanto nos EUA quanto no Brasil, os temas da semana são taxa de juros e manutenção ou não dos estímulos. É que, na Super Quarta (16), tanto Fed quanto Copom divulgam suas decisões de política monetária.

No Brasil, o Copom se reúne na terça e na quarta (15 e 16) para definir a taxa de juros. As apostas predominantes são de que a Selic vá dos atuais 3,5% para 4,25%, como já adiantou o próprio Copom em sua última ata.

No entanto, com inflação em alta e bons dados econômicos, as apostas para a taxa até o final do ano foram aumentadas.

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Mas o clima doméstico ficou positivo essencialmente porque foi deparado com a lógica mais pura de que a recuperação econômica plena e constante só pode vir mesmo com a vacinação e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), tratou de dar a boa notícia: até o meio de dezembro, a expectativa é que o estado consiga vacinar todos os adultos acima de 18 anos.

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Na cola, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), disse que a capital fluminense fará o mesmo. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), também entrou nessa benéfica disputa para ver quem acelera mais na vacinação. O resumo é que a população sai ganhando – e o mercado enxerga bons tempos, sem restrições, pela frente.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 129.441,02 pontos (0,00%); e na máxima, 131.083,66 pontos (+1,27%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 28,200 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (7): +0,59% (130.207,96 pontos)
  • semana: +0,59%
  • junho: +3,16%
  • 2021: +9,36%

Dólar

O dólar afundou nesta segunda. A moeda norte-americana caiu 1,02% e passou a valer R$ 5,0707.

  • segunda-feira (14): -1,02% a R$ 5,0707
  • semana : -1,02% a R$ 5,0707

Euro

  • segunda-feira (14): -0,84% a R$ 6,1424
  • semana: -0,84% a R$ 6,1424

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +4,76% a R$ 202.215,05
  • Ethereum: +4,56% a R$ 12.885,40
  • Tether: +1,85% a R$ 5,07
  • Cardano: +3,40% a R$ 7,86
  • Binance: +2,92% a R$ 1.857,74

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os investidores seguem cautelosos em Nova York, à espera do Federal Reserve, na quarta-feira (16).

Segundo a CNBC, os investidores estão dando ao crescimento e às ações de tecnologia outra chance, à medida que os rendimentos dos títulos caem. O Tesouro de 10 anos caiu abaixo de 1,43% na sexta-feira, para o menor patamar em três meses.

A reunião de política econômica do Fed provavelmente dominará o comportamento dos investidores esta semana. Embora não se espere nenhuma ação do banco central, suas projeções para as taxas de juros, inflação e economia podem movimentar os mercados. A análise da CNBC indica que “o Fed poderia possivelmente elevar sua previsão de aumento das taxas depois de dizer em sua última atualização trimestral que manteria sua taxa de referência perto de zero até 2023”.

O presidente do Fed, Jerome Powell, falará à imprensa depois que o banco central emitir seu comunicado na quarta-feira, e os investidores tentarão enxergar quando o Fed poderia encerrar suas agressivas compras mensais de ativos, especialmente considerando os recentes aquecimentos mostrados pela economia e as respectivas altas da inflação.

Do outro lado do Atlântico, a produção industrial cresceu 0,8% na zona do euro em abril, ante projeção de 0,4%. Na União Europeia (UE), o avanço foi de 0,5%. Na base anual, houve aumento de 39,3% (a projeção era de 37,4%) na zona do euro e de 38,7% na UE.

Em março, a produção industrial havia crescido 0,4% na zona do euro e 0,8% na UE.

Os maiores aumentos de produção foram registados na Bélgica (7,4%), em Malta (5,6%) e na Estônia (4,4%).As maiores quedas foram observadas na Dinamarca (-3,8%), Hungria (-3,2%) e Lituânia (-2,4%).

Nova York

  • S&P: +0,18%
  • Nasdaq: +0,74%
  • Dow Jones: -0,25%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,14%
  • DAX (Alemanha): -0,13%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,18%
  • CAC (França): +0,24%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,83%
  • FTSE MIB (Itália): +0,16%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): feriado
  • SZSE Component (China): feriado
  • China A50 (China): feriado
  • DJ Shanghai (China): feriado
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): feriado
  • SET (Tailândia): -0,21%
  • Nikkei (Japão): +0,74%
  • ASX 200 (Austrália): feriado
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,09%

Brasil: ambiente político e econômico

O governo de São Paulo está empenhado em vacinar todos os adultos acima de 18 anos até 15 de setembro. Neste final de semana, o governo antecipou o calendário em mais de um mês – anteriormente, a meta era no final de outubro.

Segundo a coordenadora do programa estadual de imunização, Regiane de Paula, “o avanço é planejado com base em remessas de vacinas previstas pelo Programa Nacional de Imunização (PMI)”. Ou seja, é projeção, pode falhar, mas é, de fato, uma boa notícia, a luz no fim do túnel, já que São Paulo é o mais rico estado da Federação, o motor de propulsão econômico do Brasil.

De acordo com o cronograma do Ministério da Saúde, cerca de 200 milhões de doses devem ser entregues até o final de setembro e São Paulo deve receber sua cota para ajudar.

Nas redes sociais, o prefeito do Rio de Janeiro, Paes, e o governador do Maranhão, Dino, mostraram que a disputa para ver quem vacina mais rápido é sadia, totalmente apartidária e quem ganha é a população.

“Vai preparando o braço”, brincou Doria.

“Me aguarde @jdoriajr”, respondeu Paes. “Você é o pai da vacina mas eu já adotei a criança e já ganhei o coração do imunizante. Não me provoque. Estou preparando a resposta. Bora vacinar!”

E cutucou também Dino, em resposta a um tuíte de Jandira Feghali, deputada federal pelo Rio de Janeiro (PCdoB):

E Dino respondeu:

Nesta troca bem humorada de tuítes, de personagens políticos dos mais variados partidos, os agentes de mercado enxergam a disposição dos entes federativos, a despeito da inoperância do governo federal, de tentar colocar a vida de volta à normalidade, o que animou os negócios nesta segunda-feira.

Mas a semana tem outros focos de tensão. Tanto nos EUA quanto no Brasil, os temas da semana são taxa de juros e manutenção ou não dos estímulos. É que, na Super Quarta (16), tanto Fed quanto Copom divulgam suas decisões de política monetária.

No Brasil, o Copom se reúne na terça e na quarta (15 e 16) para definir a taxa de juros. As apostas predominantes são de que a Selic vá dos atuais 3,5% para 4,25%, como já adiantou o próprio Copom em sua última ata.

No entanto, com inflação em alta e bons dados econômicos, as apostas para a taxa até o final do ano foram aumentadas.

No campo dos dados, o Banco Central divulgou hoje o IBC-Br, Índice de atividade econômica considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

O indicador avançou 0,44% em abril, ante recuo de 1,59% em março. No entanto, o resultado ficou abaixo da projeção do mercado, que era de alta de 0,55%.

Na comparação anual, o IBC-Br subiu 15,92%.

No trimestre, a alta é de 1,29%, com alta de 6,79% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado. No ano, a alta é de 4,77% e, em 12 meses, há recuo de 1,20%.

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi divulgado hoje De acordo com o índice, a indústria segue confiante na economia em junho.

O indicador atingiu 61,7 pontos. O valor está próximo dos patamares registrados no segundo semestre de 2020, período de forte recuperação da economia brasileira. O índice varia de 0 a 100, ou seja, quanto maior e mais distante da linha divisória dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, lembra que esse otimismo é importante para estimular a produção, o investimento e a geração de empregos.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 58 subiram e as outras 26 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 113,72 (-0,54%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 28,75 (+0,63%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 32,64 (-0,34%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 27,92 (-0,43%)
  • Via (VVAR3): R$ 14,80 (+1,37%)

Maiores altas

  • Cogna (COGN3): R$ 4,75 (+9,45%)
  • Locaweb (LWSA3): R$ 26,73 (+6,24%)
  • B2W (BTOW3): R$ 70,75 (+5,10%)
  • BR Malls (BRML3): R$ 11,75 (+4,26%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 35,07 (+4,07%)

Maiores baixas

  • Gerdau (GGBR4): R$ 32,10 (-2,73%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 14,45 (-2,30%)
  • Braskem (BRKM5): R$ 56,35 (-1,66%)
  • PetroRio (PRIO3): R$ 19,38 (-1,57%)
  • Klabin (KLBN11): R$ 25,65 (-1,35%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,49% (55.917,27 pontos)
  • IBrX 50: +0,39% (21.801,60 pontos)
  • IBrA: +0,53% (5.261,23 pontos)
  • SMLL: +1,65% (3.211,45 pontos)
  • IFIX: -0,24% (2.821,96 pontos)
  • BDRX: +0,80% (12.663,52 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (agosto)/barril

  • segunda-feira (14): +0,23% (US$ 72,86)
  • semana: +0,23% (US$ 72,86)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (14): -0,04% (US$ 70,88)
  • semana: -0,04% (US$ 70,88)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (14): -0,67% (US$ 1.866,95)
  • semana: -0,67% (US$ 1.866,95)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (14): -0,46% (US$ 28,01)
  • semana: -0,46% (US$ 28,02)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.