Bolsa fecha com alta de 0,27%, mas tem segunda semana negativa consecutiva

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores subiu 0,27% nesta sexta-feira (18), fechando com 128.405,35 pontos, insuficiente para salvar a semana, que ficou negativa em 0,80%, a segunda seguida – na semana passada, a queda acumulada ficou em menos 0,53%.

O Ibovespa, assim, pelo menos na sexta, ficou na contramão de Nova York, que viu seus principais índices caírem (todos com semana negativa), muito em reação ao que disse James Bullard, presidente da “filial” do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de St. Louis. Ele afirmou que a instituição já discute abertamente o tapering, que é a retirada gradual dos estímulos monetários.

No campo político brasileiro, a notícia do final da noite de ontem (17), de que o Senado Federal aprovou o texto-base da Medida Provisória da privatização da Eletrobras (ELET3 ELET6), ajudou os agentes do mercado a esboçar um sorriso no rosto. A Câmara dos Deputados deve seguir o mesmo caminho e abraçar o texto surgido na Casa Alta.

O mercado curtiu. A Eletrobras ajudou bastante o índice nacional a se manter no azul.

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 127.595,32 pontos (-0,36%); e na máxima, 128.796,23 pontos (+0,58%).

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O volume financeiro negociado foi de R$ 44,400 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (14): +0,59% (130.207,96 pontos)
  • terça-feira (15): -0,09% (130.091,08 pontos)
  • quarta-feira (16): -0,64% (129.259,49 pontos)
  • quinta-feira (17): -0,93% (128.057,22 pontos)
  • sexta-feira (18): +0,27% (128.405,35 pontos)
  • semana: -0,80%
  • junho: +1,73%
  • 2021: +7,89%

Dólar

O dólar fechou a semana em alta. A moeda norte-americana subiu 0,92% e passou a valer R$ 5,0687.

  • segunda-feira (14): -1,02% a R$ 5,0707
  • terça-feria (15): -0,55% a R$ 5,0428
  • quarta-feira (16): +0,34% a R$ 5,0600
  • quinta-feira (17): -0,74% a R$ 5,0225
  • sexta-feira (18): +0,92% a R$ 5,0687
  • semana : -1,05% a R$ 5,0687

Euro

  • segunda-feira (14): -1,03% a R$ 6,1313
  • terça-feira (15): -0,27% a R$ 6,1150
  • quarta-feira (16): -0,86% a R$ 6,0624
  • quinta-feira (17): -1,68% a R$ 5,9604
  • sexta-feira (18): +1,01% a R$ 6,0208
  • semana: -3,34% a R$ 5,9773

Criptomoedas*

  • Bitcoin: -3,24% a R$ 182.621,27
  • Ethereum: -3,99% a R$ 11.236,81
  • Tether: -2,06% a R$ 5,10
  • Cardano: -1,54% a R$ 7,22
  • Binance: -2,26% a R$ 1.703,64

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações caíram hoje, com o Dow Jones em sua pior perda semanal desde janeiro, após os investidores passarem a temer que o Federal Reserve possa aumentar as taxas mais cedo do que o esperado.

O presidente do Federal Reserve de St. Louis, Jim Bullard, disse à CNBC que era natural que o Fed se inclinasse um pouco “hawkish” esta semana e que o primeiro aumento da taxa do banco central provavelmente viria em 2022. Seus comentários vieram após O Fed acrescentou na quarta-feira dois aumentos de juros em sua previsão para 2023 e aumentou sua projeção de inflação para o ano, pressionando os preços das ações.

“O primeiro indício desta semana de uma eventual mudança na política do Fed foi um lembrete de que as condições monetárias de emergência e a era do dinheiro livre acabarão”, escreveram estrategistas da MRB Partners em uma nota.

“Esperávamos um ano bom, uma boa resposta à reabertura, mas este é um ano maior do que esperávamos, mais inflação do que o imaginado e acho natural que tenhamos nos inclinado para um tom um pouco mais ‘hawkish’ aqui para conter as pressões inflacionárias”, disse Bullard à CNBC.

Ele está entre as sete autoridades do Fed que preveem aumentos dos juros a partir de 2022, à medida que a vacinação vence a pandemia e, como se prevê, a inflação suba mais rápido.

Na quarta (16), o Fed surpreendeu os investidores ao antecipar dois aumentos de 0,25 ponto percentual dos juros em 2023.

“Eu coloco o início no fim de 2022”, disse Bullard, para controlar a inflação que pode bater em 3% neste ano, e permanecerá em 2,5% até 2022, excedendo a meta formal de 2% do Fed.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse na quarta-feira que as autoridades têm discutido a redução da compra de títulos e que em algum momento começarão a desacelerar as compras de ativos.

“Os investidores podem estar interpretando a inclinação hawkish do Fed como um sinal de que uma expansão econômica pós-pandemia dos EUA pode ser um pouco mais difícil de alcançar em um ambiente potencialmente emergente de política monetária menos acomodatícia”, escreveu Chris Hussey, do Goldman Sachs, em nota.

Além disso, a sexta-feira coincide com o “quadruple witching” trimestral em que opções e futuros sobre índices e ações expiram. Muitos esperavam que as negociações sejam mais voláteis à luz deste evento.

As ações da Ásia-Pacífico fecharam em sua maioria olhando pra baixo, com os investidores observando os movimentos do mercado no setor de commodities, depois que uma recente queda nos preços foi desencadeada pelo fortalecimento do dólar americano.

Na Europa, em relação aos dados, as vendas no varejo no Reino Unido em maio caíram 1,4% mês a mês, ficando aquém da expansão de 1,6% esperada por economistas em uma pesquisa da Reuters. O Office for National Statistics disse que as lojas de alimentos contribuíram de forma mais proeminente para o declínio surpreendente. A libra caiu para o patamar mais baixo em seis semanas.

Enquanto isso, o Índice de Preços ao Produtor Alemão (PPI) subiu 1,5% mês a mês em maio, superando amplamente a previsão do consenso de 0,7%. Na base anual, o PPI ficou em 7,2%, contra projeção de 6,4%.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P: -1,31%
  • Nasdaq: -0,92%
  • Dow Jones: -1,58%

Nova York (semana)

  • S&P: -1,90%
  • Nasdaq: -0,28%
  • Dow Jones: -3,46%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -1,80%
  • DAX (Alemanha): -1,78%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -1,90%
  • CAC (França): -1,46%
  • IBEX 35 (Espanha): -1,80%
  • FTSE MIB (Itália): -1,93%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -1,05%
  • DAX (Alemanha): -1,56%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -1,63%
  • CAC (França): -0,48%
  • IBEX 35 (Espanha): -1,89%
  • FTSE MIB (Itália): -1,94%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): -0,01%
  • SZSE Component (China): +0,77%
  • China A50 (China): -0,82%
  • DJ Shanghai (China): -0,05%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,87%
  • SET (Tailândia): -0,29%
  • Nikkei (Japão): -0,19%
  • ASX 200 (Austrália): +0,13%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,09%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): -1,80%
  • SZSE Component (China): -1,47%
  • China A50 (China): -3,60%
  • DJ Shanghai (China): -2,34%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,12%
  • SET (Tailândia): -1,44%
  • Nikkei (Japão): +0,05%
  • ASX 200 (Austrália): +0,77%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,57%

Brasil: ambiente político e econômico

O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (17) a medida provisória que permite a desestatização da Eletrobras (ELET3 ELET6). O texto foi modificado pelos senadores e, por isso, voltará para a Câmara dos Deputados. A MP precisa da aprovação final do Congresso até o dia 22, quando perde a validade.

Os senadores retomaram pela manhã a discussão sobre a proposta, que havia sido iniciada na quarta-feira (16). Foram cerca de nove horas de debates, no total, com a apresentação de três pareceres diferentes pelo relator, senador Marcos Rogério (DEM-RO).

O modelo de desestatização prevê a emissão de novas ações da Eletrobras, que serão vendidas no mercado sem a participação da União, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente por ela. Cada acionista, individualmente, não poderá deter mais de 10% do capital votante da empresa. A União terá uma ação de classe especial (golden share) que lhe garante poder de veto em decisões da assembleia de acionistas.

A MP foi aprovada com dispositivos introduzidos pela Câmara dos Deputados que preveem que o governo federal patrocine, pelos próximos 15 anos, a contratação de usinas termelétricas a gás natural em regiões do interior do país onde hoje não existe esse fornecimento. O senador Marcos Rogério, porém, removeu a regra que tornava esse processo uma condição para o processo de desestatização.

Para o relator, a aprovação dessa medida provisória fortalecerá a Eletrobras e ao mesmo tempo manterá a União como um ator importante na gestão do setor elétrico.

Ele afirmou que o modelo atual de controle estatal deixou estagnada a geração de energia, o que poderá ser revertido com a MP: “A capitalização da Eletrobras devolve a ela o protagonismo no setor elétrico e a capacidade real de investimento para modernização do parque de geração e de transmissão, com foco, sobretudo, na redução do preço da energia”.

Já sobre a reforma tributária, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou hoje que a proposta em discussão no Congresso tem o objetivo de não aumentar a carga tributária, sem prejudicar a arrecadação do governo.

Conforme o presidente, é preciso corrigir distorções para evitar que quem ganhe menos pague mais impostos.

Arthur Lira quer garantir um amplo debate sobre a proposta e muita transparência para que a reforma seja aprovada pelos deputados.

No campo político, os integrantes da cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações do governo federal no trato da pandemia de Covid-19 no Brasil transformaram em investigados nomes ligados ao bolsonarismo, como o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o anterior, general Eduardo Pazuello, Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores), além de outras figuras próximas ao presidente, como Arthur Weintraub, Mayra Pinheiro, Nise Yamaguchi, Paolo Zanotto, Carlos Wizard e Fábio Wajngarten.

Na sessão de hoje, o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), se absteve de fazer perguntas a dois médicos que defendem o “tratamento precoce”, algo que a ciência não reconhece como eficaz e que pode até matar pacientes de Covid-19. Os senadores oposicionistas simplesmente saíram da sala, em protesto. Segundo eles, em coro com a ciência, não há “dois lados” nessa discussão. Há o certo, aquilo que a ciência proclama, a partir de estudos revisados por pares. E o que a ciência diz é que não há remédios para tratamento precoce eficaz para a doença.

No campo dos dados, a produção nacional de aço bruto cresceu 20,3% no acumulado de janeiro a maio, em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando 14,9 milhões de toneladas, a maior produção da série histórica.

A produção de laminados nos cinco primeiros meses do ano cresceu 29,7%, em relação ao resultado registrado em igual período de 2020, com 11,1 milhões de toneladas.

A produção de semiacabados para vendas somou 3,3 milhões de toneladas de janeiro a maio, um acréscimo de 0,5% na mesma base de comparação. As informações foram divulgadas ontem (17) pelo Instituto Aço Brasil (IABr).

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 46 subiram e as outras 38 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 109,09 (+3,01%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 28,32 (+0,68%)
  • Eletrobras (ELET3): R$ 46,22 (+5,98%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 32,30 (-1,82%)
  • Cosan (CSAN3): R$ 24,50 (-1,88%)

Maiores altas

  • Eletrobras (ELET3): R$ 46,22 (+5,98%)
  • Eletrobras (ELET6): R$ 45,85 (+5,94%)
  • Vale (VALE3): R$ 109,09 (+3,01%)
  • CSN (CSNA3): R$ 41,40 (+2,73%)
  • Weg (WEGE3): R$ 35,19 (+2,24%)

Maiores baixas

  • Raia Drogasil (RADL3): R$ 25,48 (-3,81%)
  • Santander (SANB11): R$ 43,41 (-3,32%)
  • CVC (CVCB3): R$ 26,89 (-2,89%)
  • Cogna (COGN3): R$ 4,57 (-1,93%)
  • MRV (MRVE3): R$ 16,77 (-1,93%)

Maiores altas da semana

  • B3 (B3SA3): R$ 17,38 (+7,75%)
  • Locaweb (LWSA3): R$ 27,09 (+7,27%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 67,97 (+6,17%)
  • Eneva (ENEV3): R$ 17,90 (+5,85%)
  • SulAmerica (SULA11): R$ 35,78 (+5,64%)

Maiores baixas da semana

  • Gerdau (GGBR4): R$ 29,08 (-11,88%)
  • CSN (CSNA3): R$ 41,40 (-9,01%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 13,66 (-7,64%)
  • Bradespar (BRAP4): R$ 66,99 (-5,79%)
  • Braskem (BRKM5): R$ 54,06 (-5,65%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,55% (sexta-feira) | -1,11% (semana) (55.026,33 pontos)
  • IBrX 50: +0,67% (sexta-feira) | -1,47% (semana) (21.396,72 pontos)
  • IBrA: +0,49% (sexta-feira) | -0,99% (semana) (5.181,42 pontos)
  • SMLL: +0,41% (sexta-feira) | +0,80% (semana) (3.184,43 pontos)
  • IFIX: +0,02% (sexta-feira) | -0,55% (semana) (2.813,31 pontos)
  • BDRX: -0,21% (sexta-feira) | -0,73% (semana) (12.471,84 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (agosto)/barril

  • segunda-feira (14): +0,23% (US$ 72,86)
  • terça-feira (15): +1,55% (US$ 73,99)
  • quarta-feira (16): +0,54% (US$ 74,39)
  • quinta-feira (17): -1,76% (US$ 73,08)
  • sexta-feira (18): +0,59% (US$ 73,51)
  • semana: +1,15% (US$ 73,51)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (14): -0,04% (US$ 70,88)
  • terça-feira (15): +1,75% (US$ 72,12)
  • quarta-feira (16): +0,04% (US$ 72,15)
  • quinta-feira (17): -1,54% (US$ 71,04)
  • sexta-feira (18): +0,72% (US$ 71,29)
  • semana: +0,93% (US$ 71,29)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (14): -0,67% (US$ 1.866,95)
  • terça-feira (15): -0,39% (US$ 1.858,65)
  • quarta-feira (16): +0,27% (US$ 1.861,40)
  • quinta-feira (17): -4,65% (US$ 1.774,80)
  • sexta-feira (18): -0,33% (US$ 1.769,00)
  • semana: -5,77% (US$ 1.769,00)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (14): +0,30% (US$ 28,04)
  • terça-feira (15): -1,23% (US$ 27,69)
  • quarta-feira (16): +0,43% (US$ 27,81)
  • quinta-feira (17): -7,03% (US$ 25,86)
  • sexta-feira (18): +0,24% (US$ 25,92)
  • semana: -7,29% (US$ 25,92)

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