Bolsa Família para os mais pobres é ameaçado por falta de dinheiro

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

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O Programa Bolsa Família, criado para atender pessoas que vivem em situação de pobreza (com renda per capita entre R$ 89,01 e R$ 178 por mês) e extrema pobreza (até R$ 89 mensais), pode sofrer um duro golpe em 2020.

Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10), o plano de reformulação do programa, já nas mãos do presidente Jair Bolsonaro, tem boas chances de não sair do papel por falta de dinheiro.

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A ideia da expansão do projeto, elaborada pelo Ministério da Cidadania e pela Casa Civil, visava à priorização das camadas mais pobres da sociedade, elevando os gastos do programa em R$ 16 bilhões.

Paulo Guedes e o time do Ministério da Economia, no entanto, colocaram resistência aos novos números, já que, em 2020, o orçamento previsto para o Bolsa Família é de R$ 29,5 bilhões, menor do que o de 2019 (R$ 32,5 bilhões).

Cálculos preliminares divulgados pela Folha apontam que seriam necessários R$ 4 bilhões apenas para dar um upgrande na situação da parcela mais pobre do programa, mas o Governo defende que a injeção seja, no máximo, de R$ 2 bilhões.

Pontos principais

A reportagem da Folha apontou que são cinco os planos principais que poderão receber mudanças no Bolsa Família caso a ideia seja aprovada. Confira:

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  1. Subida do Orçamento de R$ 2 bilhões para R$ 10 bilhões;
  2. Aumento para a faixa mais miserável, que recebe até R$ 89 mensais;
  3. Bônus para famílias que tenham filhos com bom rendimento na escola ou nos esportes;
  4. Extra no benefício para famílias com filhos entre 16 e 21 anos;
  5. Ampliação nos programas de combate às fraudes.