Embraer (EMBR3) tem a maior alta do pregão e Weg (WEG3), a baixa

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.
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Crédito: Embraer/Divulgarção

A maior alta do Ibovespa nesta quarta-feira de Cinzas (17) foi da Embraer (EMBR3) com impressionantes 13,69% para R$ 11,46.

O motivo de todo este avanço seria a declaração de um executivo na segunda-feira (15). Segundo a Bloomberg, Carsten Spohr, CEO do grupo Lufthansa, em webinário, comentou sobre os atuais planos de reestruturação de frota em decorrência da nova realidade do mercado mundial de viagens aéreas.

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O foco do executivo-chefe do grupo foi sobre as conversas com a Boeing e a Airbus, junto as quais a empresa possui encomendas de grandes aviões, como o 777X e o A350-900.

Mas Carsten também comentou, embora sem detalhamento, sobre conversas com a Embraer.

O grupo possui dezenas de aviões Embraer 190 e 195 na Lufthansa Cityline, Austrian Airlines e Air Dolomiti.

Entre as altas também estavam PetroRio (PRIO3), Usiminas (USIM5), Minerva Foods (BEEF3) e Marfrig (MRFG3).

Maior queda do dia

Já a maior baixa ficou com a catarinense Weg (WEG3) que caiu 3,25% para R$ 25,04 nesta quarta.

A empresa teve valorização de 120% no ano passado.

Também tiveram queda a Eneva (ENEV3), Weg SA (WEG3), Engie (EGIE3) e Equatorial Energia (EQTL3).

Estreia da CSN Mineração

As ações da CSN (CSNA3) subiram 1,80%, negociadas a R$ 33,42, depois de a empresa ter concluído a abertura de capital da CSN Mineração.

O IPO movimentou R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 3,6 bilhões vão para o caixa da companhia.

Os papéis da CSN Mineração estreiam nesta quinta (18) da B3. No mesmo setor, Gerdau (GGBR4) +1,66% (R$ 24,51); Metalúrgica Gerdau (GOAU4) +1% (R$ 11,06); Usiminas (USIM5) +2,68% (R$ 14,57).

Braskem (BRKM5) vira e cai

Ações PNA da Braskem (BRKM5) viraram para o terreno negativo, e caíam 1,16%, com notícias mistas sobre a empresa.

Moradores de Maceió (AL) ajuizaram uma ação coletiva na Holanda, onde fica a sede da petroquímica brasileira na Europa, com vistas a receber compensação financeira pelo afundamento do solo em quatro bairros da capital alagoana.

Mais cedo, a companhia informou que a ANM acatou um pedido de reconsideração feito pela companhia a respeito do ofício da própria ANM, que exigia medidas adicionais ao plano de fechamento de mina.

Assim, a Braskem mantém plano, que possui valor já provisionado de R$ 1,2 bilhão.

Hapvida (HAPV3) é estável e Notre Dame (GNDI3) sobe 0,47%

A Hapvida (HAPV3) operava estável e Notre Dame (GNDI3) subia com informação do andamento do acordo de fusão.

Comunicado confirmou a negociação e disse que não há nenhum documento assinado ainda.

Na junção das empresas, haveria dois CEOs: Irlau Machado Filho e Jorge Pinheiro.

Mais cedo, o BTG (BPAC11) reiterou compra das empresas, citando as perspectivas de crescimento, tendo em vista as grandes sinergias de receita.

Vale (VALE3) tem alta

As ações da Vale (VALE3) subiram 1,61%, negociadas a R$ 95,40, após os resultados animadores de outras empresas do setor no setor.

A Vale divulga seu balanço no dia 25 de fevereiro. A BHP, maior mineradora do mundo, apresentou o maior nível de lucro em sete anos, enquanto a Rio Tinto teve lucro líquido de US$ 9,77 bilhões no ano passado, o que representa alta de 22% ante o ano anterior.

Os papéis da Bradespar (BRAP4), uma das maiores acionistas da mineradora brasileira registram valorização de 1,47%, negociadas a R$ 63,52.

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