Bolsa: Suzano (SUZB3) lidera alta e Eletrobras (ELET3) tem maior baixa

Karin Barros
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação

O índice Ibovespa desta terça-feira (15) teve em seu top 5 de destaques positivos as empresas: Siderúrgica Gerdau (GGBR4), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Minerva Foods (BEEF3) e BRF (BRFS3), mas a maior elevação foi a da Suzano (SUZB3), com 5,81% para R$ 48,80.

Já a maior queda ficou com a Eletrobras (ELET3), com -3,70% para R$ 33,10. Caíram ainda Cielo (CIEL3), Hering (HGTX3), Cogna Educação (COGN3) e IRB Brasil (IRBR3).

O Ibovespa, com volume fraco de negócios, R$ 24,4 bilhões, fechou estável (+0,02%), sustentando com dificuldade os 100 mil pontos (100.297,91 pontos).

Na máxima, pela manhã com os indicadores chineses, foi a 100.949,43 pontos, e na mínima, bateu 99.646,81 pontos.

Ajuda do cenário político

As ações da Eletrobras lideraram as quedas pressionadas por um maior estresse na cena política.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Embora os novos sinais de retomada chinesa tenham animados os mercados pela manhã, no início da tarde a tendência chegou a virar após o presidente Jair Bolsonaro declarar que merece um “cartão vermelho” quem sugere o congelamento de aposentadorias e enterrar o programa Renda Brasil, acrescentando que o governo seguirá até 2022 com o Bolsa Família.

Lucas Carvalho, analista da Toro Investimento, reforça para o Broadcast que as ações da elétrica, em particular, são muito suscetíveis às turbulências políticas, em razão do complicado processo de privatização que segue pendente.

Liquidação de dívidas

Nos últimos dias, a Suzano (SUZB3) informou que precificou a oferta de bonds pela sua subsidiária integral Suzano Austria, com a emissão de títulos de dívida para colocação no mercado internacional no valor principal de US$ 750 milhões.

O pagamento será semestral e o vencimento, em 15 de janeiro de 2031.

Economia chinesa

As altas nas ações da exportadora de papel e celulose podem ter sido puxadas, segundo analistas informara ao Broadcast, pelo câmbio estável e sinais de reação mais forte da economia chinesa.

A segunda maior economia do mundo reportou na noite de segunda-feira (14) o aumento de 0,5% nas vendas no varejo e de 5,6% na produção industrial de agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com o National Bureau of Statistics.

Além disso, o arrefecimento das especulações de desentendimento entre o presidente e o ministro Paulo Guedes, animaram os investidores.

A China também anunciou a expansão de 4,1% nas vendas de moradias entre janeiro e agosto ante igual período do ano passado.

Exterior

As bolsas em NY reduziram os ganhos na reta final do pregão, mas ainda fecharam positivas, com o Dow Jones em alta de 0,01% (27.995,60 pontos); S&P 500, +0,52% (3.401,20); e Nasdaq, +1,21% (11.190,32).

Na maior parte do dia, prevaleceu o otimismo com os dados fortes da recuperação na China, com a produção industrial em agosto e as vendas no varejo acima das expectativas.

Wall Street, no entanto, se decepcionou com a reação modesta do mercado aos produtos anunciados pela Apple.

Além disso, na véspera do Fed, o investidor sempre guarda um pouco de cautela, embora o sentimento seja de confiança.

O comunicado deve confirmar a mensagem de Powell em Jackson Hole, quando o chairman do BC americano flexibilizou as metas de inflação (média de 2%) para manter os juros baixos por um período mais longo de tempo.

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, 32 subiram e as outras 45 desceram em relação ao dia anterior.

Um dos destaques positivos do dia foi a Minerva (BEEF3), que subiu 4,30%, após anunciar que assinou uma carta de intenções com uma sociedade de propósito específico para aquisição (SPAC) listada na Nasdaq, sobre potencial combinação de negócios com sua subsidiária, Athena Foods.

No mesmo segmento, a BRF (BRFS3) também subiu, ganhando 4,19%, após as agências de classificação de risco Fitch e Moody’s atribuírem bons ratings à empresa.

A Rumo (RAIL3) caiu 0,93%, com o Cade recomendando condenar a empresa em processo, por infringir a ordem econômica, com aplicação de multa.

A denunciante do processo é a Agrovia, transportadora de açúcar que abriu falência.

A Petrobras (PETR3 PETR4) não ganhou, apesar do aumento forte de hoje do preços do petróleo. A empresa anunciou ontem que vai investir menos entre 2021 e 2025, e fez os ativos fecharem de forma diversa. PETR3 subiu 0,23% e PETR4 caiu 0,05%.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 62,60 (+1,11%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 21,63 (-0,23%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 89,58 (-0,80%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 18,55 (+0,98%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 20,48 (-1,06%)

Maiores altas

  • Suzano (SUZB3): R$ 48,89 (+6,01%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 21,45 (+5,77%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 9,62 (+5,25%)
  • Minerva (BEEF3): R$ 13,84 (+4,30%)
  • BRF (BRFS3): R$ 21,61 (+4,19%)

Maiores baixas

  • Eletrobras (ELET3): R$ 33,10 (-3,70%)
  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 5,92 (-3,27%)
  • Cielo (CIEL3): R$ 4,60 (-3,16%)
  • Hering (HGTX3): R$ 18,98 (-3,11%)
  • Cogna (COGN3): R$ 5,80 (-3,01%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -0,03% (42.516,29 pontos)
  • IBrX 50: +0,01% (16.370,57 pontos)
  • IBrA: -0,02% (3.977,12 pontos)
  • SMLL: -0,18% (2.454,99 pontos)
  • IFIX: +0,34% (2.802,19 pontos)

Commodities

O petróleo conseguiu se recuperar nesta terça, saltando nas duas referências. O Brent ganhou 2,32%; e o WTI, 2,74%..

  • Brent (para novembro): US$ 40,53 (+2,32%)
  • WTI (para outubro): US$ 38,28 (+2,74%)

O ouro subiu mais um pouco nesta terça, com 0,12%. O metal foi impactado com a decisão da Organização Mundial do Comércio de que as tarifas impostas pelos Estados Unidos em produtos chineses, dois anos atrás, eram ilegais, mexendo com o dólar.

  • Ouro (dezembro): US$ 1.966,20 (+0,12%)

Com Wisir Research