Bolsa: Suzano (SUZB3) tem a maior alta e Cielo (CIEL3), a baixa

Karin Barros
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação

O Ibovespa encerra a semana com a Suzano (SUZB3) tendo a maior alta do índice, com 2,10% para R$ 50,05.

Já a maior queda foi da Cielo (CIEL3), com 6,58%, para R$ 4,26.

O motivo do declínio das maquininhas seria porque JPMorgan reduziu a recomendação para as ações da Cielo (CIEL3) de neutra para underweight (exposição abaixo da média), equivalente à venda, com preço justo de R$ 4.

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O processo de virada da companhia, que sofre com a perda de participação no mercado de maquininhas, não parece próximo de acontecer. É esperado por especialistas que a perda de participação de mercado continue, com a empresa lutando para monetizar a sua base de clientes.

A participação de mercado da companhia caiu de 48% em 2016 para 34% no primeiro semestre de 2020 e deve ficar abaixo de 30% no longo prazo.

Além disso, a ação é negociada a um múltiplo de 11,8 vezes o lucro esperado para 2021, o que o JPMorgan considera caro.

Fusões e aquisições

Por outro lado, uma mudança na percepção atual poderia vir de possíveis ações corporativas como fusões e aquisições ou fechamento de capital, discussões estas que aumentam com rumores sobre a venda da fatia do BB para o Bradesco voltando à tona.

Apenas três destaques positivos

A Suzano (SUZB3), que também esteve no top 5 das altas na quinta-feira (18), subiu o valor de suas ações no pregão desta sexta graças aos relatórios de casas como Credit Suisse e Itaú BBA

As casas apontam para um cenário positivo em relação aos preços da celulose no exterior, principal produto da companhia. Isso também beneficiou a companhia, que é uma exportadora, foi uma sessão de disparada para o dólar.

Hoje o Ibovespa perdeu os 100 mil e os 99 mil pontos, para fechar em queda de 1,81%, aos 98.289,71 pontos, com apenas três ações mostrando o sinal positivo: Suzano (SUZB3), +2,10%, Raia Drogasil (RADL3), +1,29%, e Magazine Luiza (MGLU3), +0,07%.

A queda favorece os players “vendidos” no exercício das opções da próxima segunda-feira. O volume financeiro cresceu em relação aos pregões anteriores, para R$ 27,8 bilhões.

Queda em NY contagia Ibovespa

Em dia de quadruple witching (vencimento simultâneo de derivativos), as bolsas em Wall Street ampliaram o sell-off das ações de tecnologia, mas os índices fecharam abaixo das mínimas: Dow Jones, -0,88% (27.657,42 pontos); S&P 500, -1,12% (3.319,47 pontos); e Nasdaq, -1,07% (10.793,28 pontos).

A volatilidade própria dessas operações nos futuros, no entanto, não explica tudo. Os investidores reagem aos riscos de uma segunda onda da Covid-19, que já avança na Europa, em especial, no Reino Unido, e temem que possa se espalhar para o resto do mundo, elevando as incertezas sobre a economia global.

Eleições próximas

Nos EUA, onde o Fed alertou para a necessidade de um novo programa fiscal para sustentar a recuperação, o humor já vinha atingido pela proximidade das eleições presidenciais (no dia 3/11), que impedem um acordo entre democratas e republicanos. Assim, o mercado reavalia o risco e busca segurança.

Maiores baixas do Ibovespa

As Lojas Renner (LREN3), -4,97%, Banco BTGP (BPAC11), -4,97%, e IRB (IRBR3), -4,91% estiveram entre as grandes quedas depois da Cielo. Entre as blue chips com maior peso no índice Bovespa, Petrobras devolveu os ganhos da véspera, com o investidor temendo por uma decisão favorável do STF sobre a venda de suas subsidiárias: PN (PETR4) caiu 2,26% (R$ 21,65) e ON (PETR3), -2,23% (R$ 21,94).

Vale (VALE3), que resistiu em alta boa parte do pregão, entregou os pontos com a piora do mercado na reta final, caindo 0,63%, para R$ 61,69.

Os bancos também recuaram em bloco: Itaú (ITUB4), -2,41%, Bradesco PN (BBDC4), -2,19%, e Banco do Brasil (BBAS3), -2,55%.

O mercado se antecipa à agenda da semana que vem, que pode trazer surpresas fiscais (negativas) com a apresentação da proposta do Congresso para um novo programa social, no lugar do Renda Brasil.

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, apenas 3 subiram e todas as outras 74 caíram em relação ao dia anterior.

Com quase todas as ações do Ibovespa fechando no negativo, destaca-se a Raia Drogasil (RADL3), com mais 1,29%. Aparentemente os investidores gostaram da ideia do desdobramento da totalidade das ações.

O desdobramento se dará na proporção de 5 ações ordinárias para cada ação da mesma espécie.

De acordo com a companhia, a alteração não modifica o valor do capital social, que se mantém em R$ 2,5 bilhões, mas fará o papel que é o mais caro do índice, em torno de R$ 114,00, ser mais acessível.

A varejista Magazine Luiza (MGLU3) também irá propor o desdobramento de suas ações na razão de 1 para 4. A proposta ainda irá para apreciação em Assembleia Geral Extraordinária.

Conforme a Magazine Luiza, a finalidade da operação tem como principal objetivo “conferir melhor patamar para a cotação das ações a fim de torná-las mais acessível aos investidores”. As ações ganharam 0,07% hoje.

A Hapvida (HAPV3) assinou contrato para aquisição da Plamheg Plano de Assistência Médica e Hospitalar de Goiás, por meio de sua subsidiária integral Hapvida Assistência Médica Ltda. O valor da aquisição foi de R$ 23 milhões, que poderá ser alterado até a conclusão da operação.

Os papéis da empresa desceram 2,12% hoje.

Já a Petrobras (PETR3 PETR4) confirmou que desligará cerca de 11 mil funcionários de seu quadro até o início do ano que vem.

Segundo a estatal, estes empregados já aceitaram os planos de demissão e acertarão suas saídas da empresa entre o fim de 2020 e o início de 2021. Hoje, nem mesmo a recuperação do preço do petróleo elevou PETR4, que perdeu 2,26%.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 61,66 (-0,68%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 21,65 (-2,26%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 87,16 (+0,07%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 17,43 (-3,60%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 20,08 (-2,38%)

Maiores altas

  • Suzano (SUZB3): R$ 50,05 (+2,10%)
  • Raia Drogasil (RADL3): R$ 115,47 (+1,29%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 87,16 (+0,07%)

Maiores baixas

  • Cielo (CIEL3): R$ 4,26 (-6,58%)
  • Lojas Renner (LREN3): R$ 42,24 (-4,97%)
  • BTG Pactual (BPAC11): R$ 75,76 (-4,97%)
  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 5,62 (-4,91%)
  • Gol (GOLL4): R$ 20,10 (-4,78%)

Maiores altas da semana

  • Suzano (SUZB3): R$ 50,05 (+2,10%)
  • Ultrapar (UGPA3): R$ 22,95 (+6,45%)
  • Ambev (ABEV3): R$ 12,79 (+6,23%)
  • Azul (AZUL4): R$ 28,20 (+6,09%)
  • Flaury (FLRY3): R$ 29,32 (+5,58%)

Maiores baixas da semana

  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 5,62 (-6,96%)
  • MRV (MRVE3): R$ 16,27 (-5,95%)
  • Eletrobras (ELET6): R$ 33,50 (-5,87%)
  • Eletrobras (ELET3): R$ 32,39 (-5,84%)
  • Cielo (CIEL3): R$ 4,26 (-4,05%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -1,74% (sexta-feira) | +0,01% (41.698,27 pontos)
  • IBrX 50: -1,77% (sexta-feira) | 0,00% (16.045,19 pontos)
  • IBrA: -1,76% (sexta-feira) | -0,001% (3.898,90 pontos)
  • SMLL: -1,94% (sexta-feira) | +0,71% (2.402,89 pontos)
  • IFIX: -0,08% (sexta-feira) | +0,22% (2.797,82 pontos)