Bolsa de valores sobe 1,77% e volta a ter uma semana no positivo

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores disparou 1,77% nesta sexta-feira (7), fazendo a semana fechar com mais 2,64%, depois de duas semanas seguidas acabando no vermelho. O Ibovespa voltou a operar acima dos 122 mil, ficando na máxima, com 122.038,11 pontos – o índice renovou constantemente as máximas na última hora de pregão. São Paulo acompanhou os principais em Nova York, que fecharam no azul.

O relatório de empregos nos Estados Unidos decepcionou, o que ajudou a explicar a alta dos ativos de risco e a baixa do dólar. Além disso, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, destacou o “progresso notável” da economia, mas disse que ainda é preciso fazer mais.

No Brasil, a inflação avança e a semana que vem promete bastante atrito político na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, com os depoimentos do diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, que seria realizada nesta quinta (6) e foi transferida para a próxima terça-feira (11); Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo, na quarta (12); e o ex-chanceler Ernesto Araújo, na quinta (13).

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 119.921,69 pontos (+0,001%); e na máxima, 122.038,11 pontos (+1,77%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 31,605 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

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  • segunda-feira (3): +0,27% (119.209,48 pontos)
  • terça-feira (4): -1,26% (117.712,00 pontos)
  • quarta-feira (5): +1,57% (119.564,44 pontos)
  • quinta-feira (6): +0,30% (119.920,61 pontos)
  • sexta-feira (7): +1,77% (122.038,11 pontos)
  • semana: +2,64%
  • maio: +2,64%
  • 2021: +2,54%

Fechamento da semana

Dólar

O dólar caiu nesta sexta, reforçando uma semana bastante negativa para a divisa. A moeda norte-americana desceu 0,93%, valendo R$ 5,2286.

  • segunda-feira (3): -0,24% a R$ 5,4188
  • terça-feira (4): +0,22% a R$ 5,4307
  • quarta-feira (5): -1,21% a R$ 5,3648
  • quinta-feira (6): -1,62% a R$ 5,2779
  • sexta-feira (7): -0,93% a R$ 5,2286
  • semana : -3,78% a R$ 5,2286

Euro

  • segunda-feira (3): +0,34% a R$ 6,5602
  • terça-feira (4): -0,28% a R$ 6,5416
  • quarta-feira (5): -1,72% a R$ 6,4291
  • quinta-feira (6): -0,94% a R$ 6,3675
  • sexta-feira (7): -0,08% a R$ 6,3622
  • semana: -2,63% a R$ 6,3622

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +3,36% a R$ 302.057,27
  • Ethereum: +1,81% a R$ 18.364,82
  • Binance: +0,57% a R$ 3.288,85

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações engataram uma quinta marcha nesta sexta-feira, mesmo após um relatório de empregos decepcionante em abril, já que o número fraco fez os investidores acreditarem que as políticas monetárias que impulsionaram a recuperação histórica do mercado permanecerão em vigor por mais tempo.

O payroll, folha de pagamentos oficial dos Estados Unidos, decepcionou, ao registrar a criação de 266 mil vagas em abril.

O mercado esperava ansiosamente por um número próximo de 1 milhão de postos de trabalho.

Em fevereiro, foram criadas 770 mil vagas, corrigidas das 916 mil anunciadas anteriormente.

Assim, a taxa de desemprego subiu ao invés de cair, como previa o mercado: foi de 6% para 6,1%.

Os investidores apostam que os empregos perdidos podem manter as políticas do Federal Reserve em vigor, incluindo taxas de juros baixas e um programa maciço de compra de títulos. É como se dissessem: melhor esse povo todo sem emprego, porque o Fed vai continuar injetando dinheiro.

Entretanto, uma pesquisa atual do Bank of America alertou que fortes dados econômicos podem atingir as ações, especialmente as de tecnologia, se fizerem com que o banco central retarde uma mudança para políticas monetárias mais moderadas.

O relatório também lançou dúvidas sobre se a economia conseguiria se recuperar totalmente da pandemia tão rapidamente quanto muitos esperam. Alguns economistas estão prevendo um crescimento de dois dígitos no trimestre atual, depois que o produto interno bruto subiu a um ritmo anualizado de 6,4% no primeiro trimestre.

“Foi uma leitura decepcionante sobre a criação de empregos e questiona a suposição de que o segundo trimestre levará adiante o impulso positivo estabelecido no início do ano”, disse Ian Lyngen, chefe de taxas dos EUA na BMO, em uma nota.

Enquanto o Brasil foge de uma política em que o Estado injete mais dinheiro na economia, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, avisou que talvez seja preciso mais auxílio aos cidadãos, apesar do “progresso notável” que a economia de seu país tem mostrado, após as trevas da pandemia.

Ainda morrem em torno de 800 pessoas por dia nos EUA, mesmo com o amplo programa de vacinação implantado pelo governo de Joe Biden, o que ainda faz muita gente ter receio de sair de casa.

“À medida que nossa economia continua a se recuperar, é importante considerar as maneiras pelas quais podemos reconstruir melhor”, disse ela.

De qualquer forma, ela acredita que o país vai chegar ao pleno emprego em 2022.

Na Europa, as exportações alemãs cresceram 1,2% em março, para atingir o 11º mês consecutivo de expansão. A produção industrial na maior economia da Europa cresceu 2,5% na comparação mensal. A produção industrial francesa cresceu 0,8% em março. Tduo isso mesmo com a vacinação não andando no ritmo esperado.

Já os resultados eleitorais começaram a surgir nesta sexta-feira. O Partido Conservador de Boris Johnson ganhou convincentemente uma eleição secundária na cidade de Hartlepool, no norte da Inglaterra, consolidando sua base sólida em áreas da classe trabalhadora do país que antes pertenceram ao Partido Trabalhista de oposição.

Jill Mortimer derrotou Paul Williams do Partido Trabalhista por quase 7.000 votos, de acordo com a contagem anunciada na manhã de sexta-feira, e se tornou a primeira conservadora a ganhar a cadeira desde que o eleitorado foi formado em 1974.

As eleições intercalares acontecem na Grã-Bretanha quando um assento na Câmara dos Comuns fica vago.

A vitória do partido de Johnson será vista como um barômetro para o clima atual no país, conforme ele reabre lentamente a aeconomia, após seus seguidos lockdowns. Johnson foi fortemente criticado pela resposta inicial à pandemia e, com mais de 127 mil mortes relatadas, a Grã-Bretanha tem uma das piores taxas de mortalidade na Europa e no mundo.

Mas Johnson também está na vanguarda de uma campanha de vacinação bem-sucedida, com mais de 50% da população do país tendo agora recebido pelo menos uma dose de uma vacina. Os analistas políticos notaram que o primeiro-ministro pode estar desfrutando de uma “recuperação pela vacina”, mas o resultado em Hartlepool sublinha a tendência observada na última eleição geral em 2019.

O resultado será um grande golpe para o Trabalhismo e seu novo líder moderado, Keir Starmer. Outras eleições nesta semana para assentos no conselho local também parecem ser uma decepção para o partido de oposição.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P: +0,74%
  • Nasdaq: +0,88%
  • Dow Jones: +0,66%

Nova York (semana)

  • S&P: +1,24%
  • Nasdaq: -1,51%
  • Dow Jones: +2,66%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,87%
  • DAX (Alemanha): +1,34%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,76%
  • CAC (França): +0,45%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,86%
  • FTSE MIB (Itália): +0,48%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +1,50%
  • DAX (Alemanha): +1,74%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +2,29%
  • CAC (França): +1,85%
  • IBEX 35 (Espanha): +2,77%
  • FTSE MIB (Itália): +1,95%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): -0,65%
  • SZSE Component (China): -1,95%
  • China A50 (China): -0,98%
  • DJ Shanghai (China): -0,64%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,14%
  • SET (Tailândia): +0,83%
  • Nikkei (Japão): +0,09%
  • ASX 200 (Austrália): +0,27%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,58%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): -0,81%
  • SZSE Component (China): -3,50%
  • China A50 (China): -2,30%
  • DJ Shanghai (China): -0,90%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,40%
  • SET (Tailândia): +0,12%
  • Nikkei (Japão): +1,89%
  • ASX 200 (Austrália): +0,78%
  • Kospi (Coreia do Sul): +1,57%

Brasil: ambiente político e econômico

No Brasil, enquanto a CPI da Pandemia dá um tempo para o final de semana (vale lembrar que “final de semana” em Brasília quer dizer sexta-sábado, domingo e segunda), os dados vão dando uma ideia de como anda a economia nacional.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de abril, medido pela FGV, subiu 2,22% em abril, ante 2,17% do mês anterior. A projeção era por recuo para 1,72%.

Com este resultado, o índice acumula alta de 10,38% no ano e de 33,46% em 12 meses.

Segundo André Braz, coordenador da pesquisa, em abril os preços dos combustíveis, que vinham impulsionando a inflação até então, apresentaram queda. No entanto, houve uma nova onda de aumentos entre commodities agrícolas e minerais.

As vendas no varejo recuaram 0,6% em março, ante queda de 0,5% em fevereiro. Este é o terceiro resultado negativo nos últimos quatro meses. Ainda assim, o resultado veio bem acima do projetado pelo mercado, que era um recuo de 7%. A expectativa era que as novas medidas restritivas, adotadas em março, impactassem mais o comércio.

O varejo, que em fevereiro se encontrava 0,3% acima do patamar pré-pandemia, em março ficou 0,3% abaixo dele.

Com o resultado de março, as vendas registram queda de 0,6% no primeiro trimestre e alta de 0,7% no acumulado dos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE hoje.

Já a produção de veículos no país teve recuo de 4,7% em abril na comparação com março. Em abril, foram produzidos 190,9 mil unidades, enquanto em março, 200,3 mil. É o que revela a Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Na comparação com abril de 2020, porém, há crescimento de 10.236,1% – número bastante alto, que se explica por abril do ano passado registrar o início da pandemia e das medidas restritivas de circulação, que fez despencar produção e venda de veículos. Para fins de comparação, em abril de 2020 foram produzidos apenas 1,8 mil unidades.

No trimestre de janeiro a abril de 2021 comparado ao mesmo período de 2020, o avanço é de 34,2%.

A semana que vem promete bastante atrito político na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, com os depoimentos do diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, que seria realizada nesta quinta (6) e foi transferida para a próxima terça-feira (11); Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo, na quarta (12); e o ex-chanceler Ernesto Araújo, na quinta (13).

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 74 subiram e as outras 10 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 115,45 (+0,35%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 23,14 (-1,82%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 24,38 (+3,74%)
  • B3 (B3SA3): R$ 53,34 (+5,00%)
  • Banco do Brasil (BBAS3): R$ 29,94 (+2,50%)

Maiores altas

  • CCR (CCRO3): R$ 13,45 (+10,25%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 16,99 (+7,40%)
  • Iguatemi (IGTA3): R$ 42,64 (+6,84%)
  • Hering (HGTX3): R$ 28,54 (+5,31%)
  • Natura (NTCO3): R$ 50,10 (+5,03%)

Maiores baixas

  • Locaweb (LWSA3): R$ 24,81 (-2,63%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 23,14 (-1,82%)
  • Weg (WEGE3): R$ 33,42 (-0,92%)
  • Taesa (TAEE11): R$ 38,85 (-0,84%)
  • B2W (BTOW3): R$ 62,48 (-0,83%)

Maiores altas da semana

  • Iguatemi (IGTA3): R$ 42,64 (+15,87%)
  • CCR (CCRO3): R$ 13,45 (+11,71%)
  • BR Malls (BRML3): R$ 10,61 (+11,45%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 16,99 (+10,32%)
  • Assaí (ASAI3): R$ 88,97 (+9,99%)

Maiores baixas da semana

  • Locaweb (LWSA3): R$ 24,81 (-13,76%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 209,98 (-9,37%)
  • B2W (BTOW3): R$ 62,48 (-7,19%)
  • Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 36,74 (-5,21%)
  • Weg (WEGE3): R$ 33,42 (-4,54%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +1,56% (sexta-feira) | +2,93% (semana) (52.938,45 pontos)
  • IBrX 50: +1,57% (sexta-feira) | +3,36% (semana) (20.644,33 pontos)
  • IBrA: +1,54% (sexta-feira) | +2,75% (semana) (4.980,43 pontos)
  • SMLL: +1,46% (sexta-feira) | +1,84% (semana) (2.974,36 pontos)
  • IFIX: +0,05% (sexta-feira) | -0,16% (semana) (2.856,32 pontos)
  • BDRX: -0,36% (sexta-feira) | -3,07% (semana) (12.804,10 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (julho)/barril

  • segunda-feira (3): +1,20% (US$ 67,56)
  • terça-feira (4): +1,95% (US$ 68,88)
  • quarta-feira (5): +0,11% (US$ 68,96)
  • quinta-feira (6): -1,26% (US$ 68,09)
  • sexta-feira (7): +0,27% (US$ 68,28)
  • semana: +2,27% (US$ 68,28)

Petróleo WTI (junho)/barril

  • segunda-feira (3): +1,43% (US$ 64,49)
  • terça-feira (4): +1,86% (US$ 65,69)
  • quarta-feira (5): -0,09% (US$ 65,63)
  • quinta-feira (6): -1,40% (US$ 64,71)
  • sexta-feira (7): +0,29% (US$ 64,90)
  • semana: +2,09% (US$ 64,90)

Ouro (junho)/onça-troy

  • segunda-feira (3): +1,36% (US$ 1.791,80)
  • terça-feira (4): -0,88% (US$ 1.776,10)
  • quarta-feira (5): +0,46% (US$ 1.784,30)
  • quinta-feira (6): +1,76% (US$ 1.815,70)
  • sexta-feira (7): +0,85% (US$ 1.831,30)
  • semana: +3,54% (US$ 1.831,30)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (3): +4,39% (US$ 27,01)
  • terça-feira (4): -0,45% (US$ 26,56)
  • quarta-feira (5): -0,06% (US$ 26,54)
  • quinta-feira (6): +3,40% (US$ 27,43)
  • sexta-feira (7): +0,16% (US$ 27,52)
  • semana: +7,44% (US$ 27,52)

Com Wisir Research, BDM e CNBC