Bolsas: IRB Brasil (IRBR3) tem a maior alta CSN (CSNA3), a baixa

Karin Barros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

A IRB Brasil (IRBR3) esteve novamente entre as ações mais altas do índice Ibovespa nesta quinta-feira (24), desta vez, no topo, com 12,38%, para R$ 7,08.

A maior queda foi da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), com 1,80%, para R$ 15,82.

Após declarações

Os papéis do IRB ampliaram os ganhos da quarta-feira e avançaram mais de 7% após declarações do diretor-presidente da empresa, Antônio Cássio dos Santos.

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Em entrevista ao TradersClub, o executivo afirmou que a empresa não pretende captar mais dinheiro novo na bolsa para cumprir requerimentos legais de enquadramento técnico.

Também afirmou que os temores de que o descumprimento de normas técnicas poderia levar a uma intervenção ou recuperação judicial não fazem sentido.

A distorção apareceu na empresa depois que os balanços financeiros da IRB Brasil tiveram de ser reapresentados por conta de irregularidades cometidas pela gestão anterior à de Santos, que supostamente lançava de forma inadequada os sinistros da empresa no balanço.

Na quarta a companhia disse que encerrou o mês de julho com prejuízo líquido de R$ 62,4 mi e faturamento bruto em alta de 100,8% na base anual para R$ 1,547 bi.

Expectativas de menos perdas

A empresa atribui o crescimento à renovação de um contrato no segmento de petróleo emitido no mês.

Com expectativa de que a companhia deixe de registrar perdas em setembro, o Safra manteve recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 7,80.

Santos deixou claro que a maior resseguradora da América Latina não precisa de mais capital para cumprir as necessidades de enquadramento técnico.

A ação ordinária da empresa fechou em alta de 9,57% na quarta – maior ganho diário desde meados de agosto.

O mercado está na expectativa de melhoras no balanço da empresa, que ontem mostrou alta nos prêmios emitidos em julho.

IRBR3 vs Ibov 5 dias

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Fonte: Tradingview

Estragos causados pela administração anterior

Cuidadoso em se referir ao estrago causado pela administração anterior da IRB Brasil,  Santos, um experiente executivo no setor, além de dizer que sua gestão não encontrou mais passivos escondidos no balanço, refutou a visão de alguns analistas de que a empresa teria como saídas uma intervenção ou uma recuperação judicial.

Essas hipóteses, disse ele, “simplesmente não existem”. A companhia tem de 2,4 vezes a 2,5 vezes os ativos necessários para cumprir suas obrigações técnicas, apontou.

O diretor-presidente da IRB ainda diz que todos os esqueletos encontrados pela nova gestão da IRB Brasil estão contabilizados.

Também tiveram alta: B3 SA (B3SA3), Qualicorp (QUAL3), PetroRio (PRIO3) e CVC (CVCB3).

Techs ajudam NY; Ibovespa recupera os 97 mil

Os índices das bolsas em NY voltaram a contar com as big techs para o fechamento positivo, após o dia de muita volatilidade entre baixas e altas.

Entre os destaques, o surpreendente avanço de 4,8% nas vendas de moradias novas em agosto foi festejado, mas o aumento nos pedidos de auxílio-desemprego para 870 mil chamou à realidade.

Powell e outros Fed boys continuaram batendo na tecla de que sem mais estímulos fiscais a recuperação da economia não ganhará ritmo.

No final da tarde, Nancy Pelosi admitiu que poderá voltar “à mesa de negociação” para discutir com os republicanos um novo pacote de ajuda aos norte-americanos, tudo ainda muito no condicional.

No fechamento, Dow Jones subia 0,20% (26.815,44 pontos); S&P 500, +0,30% (3.246,59 pontos); e Nasdaq, +0,37% (10.672,27 pontos).

Aqui, o Ibovespa sustentou a alta, mesmo nos momentos em que NY foi para o negativo, recuperando os 97 mil, a 97.012,07 pontos (+1,33%), com volume de R$ 24,6 bilhões.

Siderúrgicas acompanham queda do índice de metais em NY

Os papéis das siderúrgicas caem no Ibovespa na manhã desta quinta, acompanhando o recuo do índice de metais em NY.

Caíram, além da CSN, a Gerdau (GGBR4) -0,63% (R$ 20,52); Metalúrgica Gerdau (GOAU4) -1,29% (R$ 9,17); Usiminas (USIM5) -1,243% (R$ 10,38).

Já Vale (VALE3), registra alta de 0,14%, a R$ 59,18. A Localiza (RENT3) ficou entre os cinco destaques negativos depois dos altos ganhos anunciados na quarta com o anúncio da fusão.

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, 63 subiram e 14 caíram em relação ao dia anterior.

A IRB Brasil (IRBR3) engatou. Após subir 9,57% na sessão de ontem, hoje ganhou mais 12,38%, liderando as altas.

A CVC (CVCB3) publicou hoje a atualização sobre os impactos causados pela pandemia de Covid-19 em suas operações.

A companhia informou que está implementando com disciplina os planos anunciados para preservação de caixa. Assim, o saldo e equivalentes de caixa em 22 de setembro eram de aproximadamente R$ 1,526 bilhão, de acordo com dados não auditados.

Os investidores reagiram com ânimo e o papel subiu 4,65%.

Outras notícias mexeram levemente no mercado hoje. A Engie (EGIE3) informou ontem que a Usina Termelétrica Pampa Sul (UTPS) liquidou a oferta pública de 340 mil debêntures simples. O ativo subiu pouco, 0,77%.

A Yduqs (YDUQ3) aprovou emissão de cédula de crédito bancário (CCB) de até R$ 360 milhões, junto ao Bradesco, com vencimento de dois anos. Com mais fôlego, subiu 2,33%.

Já a Embraer (EMBR3) informou que sua controlada indireta Embraer Netherlands Finance antecipou a recompra de títulos no valor total de até US$ 250 milhões. São mais 2,32% de valorização após o pregão de hoje.

O caso da Localiza (RENT3) é de ajuste de preço. Perdeu hoje 1,66%. Quem tinha ontem, ganhou 13,97% ao vender hoje. A empresa e a Unidas (LCAM3) comunicaram a celebração de um acordo de fusão.

A Ambev (ABEV3) subiu 1,85% ao inaugurar a fábrica apenas de latas, com capacidade de produção de 1,5 bilhão por ano.

A planta fica em Minas Gerais e mostra como a empresa conseguiu se adaptar bem e compreender os desejos dos consumidores durante a pandemia. Com menos bares abertos, as pessoas preferem levar para casa latas. A construção da fábrica foi em ritmo acelerado.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 58,66 (-0,74%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 20,40 (+0,84%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 89,30 (+3,26%)
  • B3 (B3SA3): R$ 58,97 (+5,51%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 23,03 (+2,45%)

Maiores altas

  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 7,08 (+12,38%)
  • B3 (B3SA3): R$ 58,97 (+5,51%)
  • Qualicorp (QUAL3): R$ 32,79 (+4,96%)
  • PetroRio (PRIO3): R$ 36,50 (+4,73%)
  • CVC (CVCB3): R$ 17,12 (+4,65%)

Maiores baixas

  • CSN (CSNA3): R$ 15,82 (-1,80%)
  • Localiza (RENT3): R$ 57,99 (-1,66%)
  • Minerva (BEEF3): R$ 12,14 (-1,54%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 46,00 (-1,35%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 10,40 (-1,05%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +1,34% (41.234,75 pontos)
  • IBrX 50: +1,34% (15.862,73 pontos)
  • IBrA: +1,31% (3.852,33 pontos)
  • SMLL: +1,01% (2.367,00 pontos)
  • IFIX: -0,02% (2.789,57 pontos)