Bolsa: IRB Brasil (IRBR3) tem a maior alta e B2W Digital (BTOW3), a baixa

Karin Barros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

O índice do Ibovespa desta terça-feira (22) levou quem estava no pico das altas de segunda-feira (21) ao das baixas. A B2W Digital (BTOW3) caiu 3,80% para R$ 94,95.

A maior alta ficou com a IRB Brasil (IRBR3), com 6,28% para R$ 5,75.

As ações ordinárias da B2W lideraram as quedas após 4% de alta ontem.

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“Em termos de fundamentos, vejo apenas realização nesse caso, dado que não há nenhuma notícias específica sobre a empresa”, diz Eduardo Guimarães, especialista em ações da Levante Investimentos para o Broadcast.

A B2W também aprovou um aumento de capital de R$ 6,3 mi, para o total de R$ 8,332 bi. O Conselho de Administração da companhia informou que foram subscritas 144.458 ações ordinárias.

Dessas, são 76.229 ações ordinárias por capitalização de reservas, nos termos do Plano de Ações aprovado em 2011.

Saldo positivo ao longo do ano

Embora acumule queda de 15% em setembro, a ação da empresa ainda acumula alta de 51% em 2020.

Segundo analistas, o avanço expressivo de segunda-feira das ações de empresas do setor, que subiram em bloco, está amplamente correlacionado à possibilidade de novas restrições em razão dos sinais do ressurgimento de casos de Covid-19, principalmente na Europa.

Altas do dia

As ações IRB lideraram o Ibovespa depois da queda contínua dos últimos dias, ganhando força na recompra agora com investidores buscando liquidar posições.

Em 2020, o papel acumula queda de quase 84%. Em setembro, o declínio chega a 20%.

Ainda ficaram entre as positivas do dia a MRV Engenharia (MRVE3), Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), Cyrela (CYRE3) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SBSP3).

A melhora em NY ajudou o Ibovespa a abandonar o sinal negativo e recuperar os 97 mil pontos perdidos na véspera, fechando em alta de 0,31%, a 97.293,54 pontos, após mínima de 96.390,28 pontos.

O volume financeiro, no entanto, foi muito baixo, somando apenas R$ 20,1 bilhões, mostrando as dificuldades de fôlego.

Setor da educação

Fora do Ibovespa, Ser Educação (SEER3) amplia alta para +1,37%, com boa avaliação de sua recente aquisição. A Ânima (ANIM3) avança 2,09%, maior alta entre seus pares.

No Ibovespa, Yduqs (YDUQ3) cai 0,72% e Cogna (COGN3) sobe 1,62%.

Nesta terça, a Fitch avaliou que a recuperação do setor deve acelerar em 2021, com perspectiva de aumento de carga horária online no curto e médios prazos. Desafio, segundo a agência, é manter a evasão sob controle.

Bolsas em NY reagem na reta final e ajudam o Ibovespa

Sustentadas pelas big techs, as bolsas em NY renovaram máximas na reta final do pregão, correndo atrás das perdas da véspera, embora ainda permaneçam as incertezas sobre os riscos de uma segunda onda da Covid e efeitos negativos para a recuperação da economia global.

No noticiário do dia, a fala de Jerome Powell em Comitê da Câmara não trouxe novidades.

O presidente do Fed voltou a destacar a importância de novos estímulos fiscais para acelerar o ritmo da recuperação nos EUA, um alerta que baixou o astral do mercado na semana passada e é dado como perdido, já que os interesses políticos de democratas e republicanos impedem um acordo em meio à campanha eleitoral de Donald Trump.

Após a volatilidade do pregão, porém, os índices firmaram alta para o fechamento: Dow Jones, +0,52% (27.287,58 pontos); S&P 500, +1,05% (3.315,56 pontos); e Nasdaq, +1,71% (10.963,64 pontos).

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, 40 subiram, 2 ficaram estáveis e as outras 35 caíram em relação ao dia anterior.

Com a bolsa acompanhando o “pé-atrás” que a bolsa de Nova York apresenta, a CSN (CSNA3) se destaca, com crescimento de 3,57%, ainda reverberando o IPO da CSN Mineração.

A Cury (CURY3), subsidiária da Cyrela (CYRE3), estreou na bolsa ontem, 21. De cara, o Itaú Unibanco (ITUB4) adquiriu participação acionária relevante.

A aquisição foi de 6.163% das ações ordinárias emitidas pela Cury, totalizando 17,99 milhões de ações.

Fixado em R$ 9,35 por ação em sua oferta pública inicial (IPO), o papel sofreu uma queda de 6,74% e chegou a ser cotada a R$ 8,72, mas se recuperou.

Hoje, CURY3 subiu 2,22%, a R$ 9,56. Mas foi a Cyrela (CYRE3) que se deu melhor, com alta de 3,16%.

B2W (BTOW3) caiu 3,80%, acertando o preço da forte alta de ontem.

Petrobras fechou em queda, mesmo com a alta (tímida, é verdade) do preço do petróleo: PETR3 desceu 0,05% e PETR4 caiu 0,48%.

A estatal ainda informou que concluiu a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF). O volume de principal entregue pelos investidores, excluídos juros capitalizados e não pagos, foi de US$ 3,502 bilhões equivalentes.

A Petrobras também confirmou que a Ultrapar (UGPA3), consórcio da Raízen e a China Petroleum & Chemical Corporation (Sinopec), estão participando da etapa vinculante para aquisição da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).

A empresa informou em comunicado que recebeu duas propostas com valores aproximados e decidiu realizar uma nova rodada de propostas vinculantes, com amparo em sua Sistemática de Desinvestimentos. A Cosan (CSAN3) está na disputa.

Ultrapar (UGPA3) subiu 0,18% e Cosan (CSAN3) desceu 1,89%.

Não se espera uma disputa tensa como a vista entre a Totvs (TOTS3) e a Stone pela Linx (LINX3). Ontem, em mais um capítulo da novela, a Totvs exigiu igualdade de condições na disputa comercial.

Hoje, a Totvs subiu 1,21% e a Linx caiu 0,23%.

Já a Vale (VALE3), mais peso entre os componentes do Ibovespa, se recuperou e subiu 0,34%. Os futuros do minério de ferro na China tiveram perdas hoje de 2,03%. Há ainda menos demanda pelo produto no país asiático, o que fez o papel passar o dia lutando. O final foi feliz.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 57,81 (+0,34%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 89,49 (+0,89%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 20,80 (-0,48%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 17,58 (+0,74%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 23,10 (+0,87%)

Maiores altas

  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 5,75 (+6,28%)
  • MRV (MRVE3): R$ 16,70 (+3,73%)
  • CSN (CSNA3): R$ 16,78 (+3,39%)
  • Cyrela (CYRE3): R$ 23,53 (+3,16%)
  • Sabesp (SBSP3): R$ 48,30 (+2,42%)

Maiores baixas

  • B2W (BTOW3): R$ 94,25 (-3,80%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 6,18 (-2,83%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 47,37 (-2,39%)
  • JBS (JBSS3): R$ 22,50 (-2,13%)
  • CVC (CVCB3): R$ 16,20 (-1,94%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,34% (41.309,14 pontos)
  • IBrX 50: +0,35% (15.880,40 pontos)
  • IBrA: +0,36% (3.861,65 pontos)
  • SMLL: +0,41% (2.367,46 pontos)
  • IFIX: +0,06% (2.788,81 pontos)