Bolsa ganha mais 2,05% e se aproxima dos 100 mil pontos

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / B3

A bolsa de valores voltou a ter uma forte alta nesta quarta-feira (8), depois da queda da última sessão. O Ibovespa retornou aos 99 mil, quase chegando aos 100 mil pontos. Fora mais 2,05%, indo a 99.769,88 pontos. A bolsa brasileira acompanhou os bons ventos de Nova York, mas também os bons indicadores brasileiros.

Na mínima, o Ibovespa ficou com 97.764,95 pontos (+0,004%); e na máxima ficou ainda mais próximo dos 100 mil, com 99.972,78 pontos (+2,62%).

O volume financeiro negociado manteve a média dos últimos dias e ficou em R$ 26,336 bilhões.

Na semana, a bolsa salta a 3,11% e no mês, a alta é de 4,96%.

Entretanto, no ano há perdas acumuladas e elas estão em 13,73%.

O dólar recuou. Com baixa de 0,63%, foi a R$ 5,3496, refletindo o bom resultado das vendas do varejo em maio.

Brasil

O isolamento social tacanho feito no Brasil mostra que a economia pode se recuperar rapidamente, a despeito da piora do quadro da pandemia por aqui. Os indicadores continuam mostrando isso, mesmo com o avanço sem trégua do novo coronavírus no país.

O novo sinal veio das vendas no varejo, que registraram em maio seu maior aumento mensal em 20 anos de pesquisa. É o que aponta a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O avanço foi de 13,90% sobre abril, bem acima do projetado pelo mercado, que era de 6%. Na pesquisa de abril, houve um recuo de 17,1% (com reajuste dos 16,8% negativos anunciados anteriormente).

O IBGE também divulgou nesta quarta-feira que aumentou em 2,5% a expectativa para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2020 ante o ano passado: 247,4 milhões de toneladas.

A produção estimada é superior em 6 milhões de toneladas ao que foi produzido no ano passado e em 1,5 milhão ao estimado nas previsões de maio.

Com a atividade econômica voltando a se aquecer, vem com ela a inflação, que andava represada pela falta de consumo. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,50% na primeira semana de julho. O resultado é de 0,14 ponto porcentual em relação à última leitura de junho, que foi de 0,36%.

Das oito classes de despesa que compõem o indicador, sete apresentaram aumento de preços. O item passagem aérea foi o que teve maior variação, indo de 1,37% para 9,93%.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) também registrou avanço em junho, mas de 1,60%, contra 1,07% de maio e 0,05% de abril. A projeção do mercado indicava uma alta menor, de 1,40%.

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Exterior

Os Estados Unidos relataram um aumento recorde de mais de 60.000 casos de coronavírus em 24 horas, na terça-feira (7). O número total de casos confirmados nos EUA passou dos 3 milhões, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Mortes já passam de 132.000 no país, com o Brasil em segundo, com mais de 67 mil vítimas fatais.

Nem Donal Trump, nem Jair Bolsonaro parecem se abalar.

À medida que os casos e as mortes aumentam, os dados compilados pelo Apple Maps mostram que tem menos gente dirigindo em todo o país.

O consultor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, tentou amenizar as preocupações com o impacto do vírus na economia, dizendo à CNBC que os dados indicam uma recuperação acentuada.

“Ninguém nega que tivemos um grande salto nos casos”, disse. No entanto, “não se pode descartar: há muitos cenários aqui. No momento, criamos 8 milhões de novos empregos nos últimos dois meses. Praticamente todos os dados mostram uma recuperação em forma de V”, afirma.

A conta, entretanto, chega. O Canadá registrará maior déficit desde Segunda Guerra Mundial por conta dos gastos para tentar deter a Covid-19.

O déficit orçamentário deve chegar 343,2 bilhões de dólares canadenses, o equivalente a US$ 253,4 bilhões. A projeção é muito superior aos 28,1 bilhões de dólares canadenses projetados em dezembro de 2019, antes da pandemia.

Bolsa em Nova York

As ações subiram na quarta-feira, lideradas mais uma vez por ganhos de grandes nomes de tecnologia, como Apple e Microsoft, com Wall Street recuperando algumas de suas perdas na sessão anterior.

O Dow Jones chegou a ficar negativo, mas subiu e fechou com mais 0,68%. O S&P 500 subiu 0,78% e o Nasdaq Composite ganhou mais 1,44%.

A Apple (mais 1,9%), Microsoft (+1,6%), Netflix (+1,95%) e Amazon (+1,6%) vão sustentando Nova York.

Na contramão, empresas vinculadas à abertura da economia, como turismo, aéreas, entretenimento, por exemplo, recuam e impedem uma alta maior dos índices.

  • S&P 500: +0,78%
  • Nasdaq: +1,44%
  • Dow Jones: +0,68%

Bolsa: ações

Das 75 ações negociadas na bolsa, 60 tiveram alta e 15 ficaram negativas em relação à sessão anterior.

A CVC (CVCB3), com menos 6,07%, voltou a refletir os problemas de capitalização e erros contábeis.

A empresa, até o presente momento, não finalizou a elaboração dos resultados do exercício social de 2019 e das informações financeiras intermediárias do primeiro trimestre de 2020.

Do outro lado, a Cyrela (CYER3) subiu 4,41%.

A empresa informou nesta terça-feira (7) que a Lavvi, empresa de empreendimentos imobiliários da qual a companhia é acionista, apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de oferta pública inicial de distribuição primária e secundária das ações de sua emissão.

Apesar da Câmara dos Deputados ter aprovado nesta terça o texto-base de socorro às aéreas, a Gol (GOLL4) perdeu 1,54% e a Azul (AZUL4) subiu pouco, 0,14%.

Empresas ligadas ao varejo acabaram se beneficiando dos bons dados que vieram do aumento de vendas divulgados hoje.

Magazine Luiza (MGLU3), com mais 2,65%; Lojas Renner (LREN3), com mais 2,01%; e Lojas Americanas (LAME4), com alta de 1,14%; são exemplos. A Viva Varejo (VVAR3) teve alta de 3,22%.

Por fim, a MRV (MRVE3) subiu 4,50%, graças ao anúncio de que suas vendas líquidas somaram R$ 1,813 bilhão, alta de 37,4% na comparação com igual período de 2019.

Mais negociadas

Maiores altas

Maiores baixas

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +2,02% (42.221,46 pontos)
  • IBrX 50: +2,20% (16.334,96 pontos)
  • SMLL: +1,61% (2.399,91 pontos)
  • IBrA: +1,98% (3.958,44 pontos)

Commodities

O petróleo ganhou um pouco mais nesta quarta-feira, depois de dias de estabilidade. O Brent subiu mais 0,49%, ganhando mais alguns centavos de dólar, e o WTI conseguiu alta de 0,68%.

A notícia do aumento dos estoques nos Estados Unidos não foi suficiente para fazer o investidor recuar. Esperava-se uma retração nesses estoques, mas a economia anda consumindo mais do produto do que se previa.

Esse petróleo futuro, para setembro, prevê uma retomada mais forte da economia.

  • Brent: US$ 43,29 (+0,49%)
  • WTI: US$ 40,90 (+0,68%)

O ouro também ganhou mais 0,59%, sustentando-se acima dos US$ 1.800, chegando a US$ 1.820,60, o valor mais alto desde setembro de 2011. Os investidores ainda buscam um porto seguro.

  • Ouro: US$ 1.820,60 (+0,59%)

Com Wisir Research