Bolsa fecha em alta de 1,26% com vacina AstraZeneca

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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A bolsa de valores brasileira fechou em alta de 1,26% nesta segunda-feira (23), a 107.378,92 pontos.

A gigante farmacêutica britânica AstraZeneca afirmou hoje que uma análise interina de testes clínicos mostrou que sua vacina contra o coronavírus tem uma eficácia média de 70% na proteção contra o vírus. A vacina foi testada de duas formas. Em uma delas, a eficácia foi de 90%. Na outra, 62%. Os testes foram realizados na Inglaterra e no Brasil.

Por aqui, a mesma vacina será produzida em parceria com a Fiocruz, assim que os trâmites para liberação forem realizados.

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Boletim Focus do Banco Central divulgado nessa segunda-feira (23) trouxe nova elevação da previsão para a inflação de 2020, que passou de 3,25% na semana passada para 3,45% essa semana, na 15ª alta seguida. Para o PIB, a previsão passou de queda de 4,66% para -4,55%. A Selic do ano que vem saiu de 2,7%% para 3%.

Ao longo da semana, destaque para IPCA-15 e IGP-M, além de dados do emprego e contas do Governo Central.

O Ministério da Saúde informou no domingo que assinará “cartas de intenção não-vinculantes” para a compra de cinco vacinas: Pfizer, Janssen, Bharat Biotech, Fundo Russo de Investimento Direto (responsável pela Sputinik V) e Moderna.

Ao assinar “carta de intenção”, o governo compromete-se a avaliar a compra, com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas desobriga-se da compra, evitando novas polêmicas, como a que aconteceu com a Coronavac, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmando a compra, e o presidente Jair Bolsonaro o desautorizando.

Na mínima, o Ibovespa ficou em 106.050,48 pontos; e na máxima foi a 107.495,35 pontos.

O volume financeiro negociado hoje foi de R$ 28,5 bilhões.

O mês tem alta de 14,29%. Já no ano, as perdas acumuladas estão em 7,15%.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (23): +1,26% (107.378,92)

Dólar

O dólar fechou em alta de 0,88%, cotado a R$ 5,4330, nesta segunda-feira (23). A alta reflete a posição defensiva dos investidores diante dos riscos fiscais.

Na sexta-feira, a moeda encerrou o dia com alta de 1,36%, cotada a R$ 5,3861.

Na máxima, o dólar foi até R$ 5,4500 e, na mínima, R$ 5,3408.

  • segunda-feira (23): +0,88% a R$ 5,4330

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Nos EUA, a projeção é que as vacinas comecem a ser liberadas para uso já em dezembro. A Pfizer e a BioNTech solicitaram uma autorização de uso emergencial da Food and Drug Administration (FDA) para sua vacina.

Os investidores seguem acompanhado também o desfecho para o desentendimento entre o Departamento do Tesouro e o Federal Reserve sobre a continuação do financiamento para alguns dos programas de emergência instituídos em meio ao surto da Covid-19.

Há previsões crescentes de que o Federal Reserve revelará mais ações monetárias quando se reunir em meados de dezembro, depois que o órgão se posicionou a favor do pedido do Departamento do Tesouro para devolver os fundos não utilizados destinados a apoiar cinco programas de empréstimos de emergência.

A semana é mais curta em Nova York, com feriado de Thanksgiving na quinta (26), que fecha os pregões.

Na Ásia, as ações da Coréia do Sul foram o grande destaque do pregão de hoje, com ganhos de quase 2%, levando o índice Kospi a um novo recorde, enquanto a bolsa de Tóquio esteve fechada em função do feriado do dia do trabalho no Japão.

  • S&P 500: +0,57%
  • Nasdaq: +0,22%
  • Dow Jones: 1,12%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,08%
  • FTSE, Reino Unido: -0,28%
  • CAC, França: -0,07%
  • FTSE MIB, Itália: -0,02%
  • Stoxx 600: -0,01%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: fechado por feriado
  • Xangai, China: +1,09%
  • HSI, Hong Kong: +0,19%
  • ASX 200, Austrália: +0,33%
  • Kospi, Coreia: +0,02%

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, 21 subiram e 55 caíram em relação ao dia anterior.

Mais negociadas

  • IRB (IRBR3): R$ 7,21 (+3,44%)
  • Cogna (COGN3): R$ 5,05 (+1,37%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 24,94 (+5,45%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 23,54 (-2,73%)
  • Vale (VALE3): R$ 71,21 (+4,05%)

Maiores altas

  • Petro Rio (PRIO3): R$ 46,18 (+6,87%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 24,94 (+5,45%)
  • CSN (CSNA3): R$ 21,35 (+6,80%)
  • BRF (BRFS3): R$ 22,02 (+5,87%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 11,80 (+4,98%)

Maiores baixas

  • Carrefour (CRFB3): R$ 19,34 (-5,15%)
  • GPA (PCAR3): R$ 70,55 (-3,36%)
  • Cielo (CIEL3): R$ 3,79 (-2,82%)
  • Hypera (HYPE3): R$ 30,45 (-2,65%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 23,54 (-2,73%)

Commodities

O petróleo Brent e no WTI fecham em alta de 2,44% e 1,50%, nesta ordem. A vacina da AstraZeneca/Oxford aumentou as posições futuras compradas em petróleo nesta segunda-feira. Isso porque os investidores compraram a história de que a demanda em 2021 vai reagir.

  • Brent (para janeiro): US$ 46,06 (+2,44%)
  • WTI (para janeiro): US$ 43,06 (+1,50%)

O ouro fecha em queda de 1,84%, cotado a US$ 1.837,40, com o maior apetite a risco dos investidores devido ao avanço na vacina produzida pela AstraZeneca /Oxford.

  • Ouro (dezembro): US$ 1.837,40 (-1,84%)

Com Wisir Research