Bolsa brasileira fecha semana em alta de 2,87%

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação/B3

A bolsa de valores brasileira encerrou a semana em alta de 2,87%. Nesta sexta-feira (4), subiu 1,30%, a 113.750,22 pontos – mas durante o dia chegou a ganhar mais.

O Ibovespa foi mais uma vez estimulado pelos índices de Wall Street, que durante o dia renovaram recordes (Dow Jones acima de 30 mil), puxados pela aposta de um novo pacote de estímulos nos EUA. Além disso, o fluxo de smart money e pelos bons desempenhos de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) ajudaram ao índice subir.

Na mínima de hoje, o Ibovespa ficou em 112.293,76 pontos; e na máxima foi a 113.863,73 pontos.

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O volume financeiro negociado hoje foi de R$ 31,6 bilhões.

O mês começa com alta de 4,46%. Já no ano, as perdas acumuladas seguem diminuindo, agora em 1,64%.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

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  • segunda-feira (30): -1,52% (108.893,32 pontos)
  • terça-feira (1º): +2,30% (111.399,91 pontos)
  • quarta-feira (2): +0,43% (111.878,53 pontos)
  • quinta-feira (3): +0,37% (112.291,59 pontos)
  • sexta-feira (4): +1,30% (113.750,22 pontos)
  • semana: +2,87% (113.750,22 pontos)

Dólar

O dólar fechou com queda de 0,32%, cotado a R$ 5,1236. No total, a moeda acumulou na semana recuo de 3,79%. No ano, o avanço é de 27,78%.

Na quinta-feira (03), a moeda encerrou o dia com recuo de 1,93%, a R$ 5,1401. Este foi o menor patamar para um fechamento desde 22 de julho (R$ 5,1143).

Conforme dados da Agência Reuters, o fluxo internacional ganhou tração no fim da tarde. Isso colaborou para colocar de novo o dólar em baixa. Durante o dia, a máxima foi de R$ 5,1853, com alta de 0,89%, e a mínima, 5,1176 reais (-0,42%, já próximo do encerramento)

  • segunda-feira (30): +0,39% a R$ 5,3462
  • terça-feira (1º): -2,21% a R$ 5,2278
  • quarta-feira (2): +0,27% a R$ 5,2418
  • quinta-feira (3): -1,94% a R$ 5,1401
  • sexta-feira (4): -0,32% a R$ 5,1236
  • semana : -3,81% a R$ 5,1236

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os investidores estão monitorando a evolução sobre um acordo entre democratas e republicanos no Congresso norte-americano para chegar a um número consensual que despeje estímulo à economia.

Os congressistas americanos parecem propensos a aprovar um pacote de US$ 908 bilhões de estímulos, apresentado de maneira bipartidária. Os democratas defendiam, anteriormente, US$ 2,2 trilhões. Já o líder da maioria republicana no Congresso, o senador Mitch McConnel, quer apenas US$ 500 bilhões.

O presidente eleito Joe Biden, em entrevista à CNN, disse que uma ajuda de US$ 900 bilhões seria um “bom começo”, mas ainda insuficiente. Biden afirmou que o projeto de lei de ajuda econômica deve ser aprovado e que ele terá de pedir recursos novamente quando assumir o cargo.

Enquanto a vacina não chega, a Califórnia estuda novos bloqueios, tendo sua capacidade de atendimento médico próxima do limite. Osaka, no Japão, elevou seu alerta de vírus ao nível mais alto.

Nos EUA, a divulgação da folha de pagamentos oficial do país, o payroll, mostrou a criação de apenas 245 mil vagas de emprego, abaixo do esperado e das 638 mil do mês passado. A taxa de desemprego caiu de 6,9% para 6,7%.

Seguem as discussões sobre um acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia, que deve ser fechado antes de 31 de dezembro. Segundo o Financial Times, o Reino Unido acusa a França de fazer demandas de última hora, dificultando o acordo.

Índices EUA

  • S&P 500: +0,88%
  • Nasdaq: +0,70%
  • Dow Jones: +0,83%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,12%
  • FTSE, Reino Unido: +0,87%
  • CAC, França: +0,38%
  • FTSE MIB, Itália: +0,71%
  • Stoxx 600: +0,50%

Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,22%
  • Xangai, China: +0,07%
  • HSI, Hong Kong: +0,40%
  • ASX 200, Austrália: +0,28%
  • Kospi, Coreia: +1,31%

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, 40 subiram e 36 caíram em relação ao dia anterior.

A Petrobras se beneficiou novamente do anúncio da OPEP+ de aumentar a produção mundial de petróleo. As ordinárias (PETR3) subiram 3,31%, e as preferenciais (PETR4), 2,78%.

Os grandes destaques do Ibovespa foram CSN (CSNA3) e Petrorio (PRIO), com alta de 12,02% e 8,24%, respectivamente.

Nas baixas, pior para as construtoras e administradoras de shopping. Caíram a Cyrela (CYRE3), com 4,16%; a MRV (MRVE3), com 3,01%; e a Iguatemi (IGTA3), com 2,37%.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 81,65 (+3,41%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 27,38 (+2,78%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 25,80 (+0,86%)
  • Cogna (COGN3): R$ 5,21 (-0,95%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 17,63 (+2,44%)

Maiores altas

  • CSN (CSNA3): R$ 26,01 (+12,02%)
  • Petrorio (PRIO3): R$ 55,85 (+8,24%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 14,01 (+6,87%)
  • Lojas Americanas (LAME4): R$ 25,23 (+6,68%)
  • B2W (BTOW3): R$ 77,75 (+7,33%)

Maiores baixas

  • Cyrela (CYRE3): R$ 29,25 (-4,16%)
  • CPFL (CPFE3): R$ 30,76 (-2,63%)
  • MRV (MRVE3): R$ 20,00 (-3,01%)
  • Weg (WEGE3): R$ 71,99 (-2,62%)
  • Iguatemi (IGTA3): R$ 38,34 (-2,37%)

Commodities

O petróleo subiu nas duas referências. O Brent ganhou 1,11% e o WTI, 1,35%.

Os preços do petróleo voltaram a fechar em alta hoje, ainda repercutindo ao acordo firmado pela OPEP+ ontem, após dias de discussões e desentendimentos. O grupo se comprometeu a aumentar a produção em 500 mil barris por dia a partir de janeiro. A oferta global deve aumentar, apesar de muitos países defenderem a manutenção dos cortes de produção, diante do avanço avassalador da Covid-19. Prevaleceu a ideia de que as muitas vacinas em fase 3 de testes estão bem perto de começar a imunizar a população, permitindo a retomada econômica.

  • Brent (para fevereiro): US$ 49,25 (+1,11%)
  • WTI (para janeiro): US$ 46,26 (+1,35%)

O ouro fechou em queda de 0,05%, com o otimismo com vacinas e estímulos governamentais.

  • Ouro (fevereiro): US$ 1.840,40 (-0,05%)

Com Wisir Research