Bolsa de valores avança 0,85% na semana

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução

A bolsa de valores fechou a semana com alta de 0,85%, mantendo a tendência de alta registrada na semana passada. Nesta sexta-feira (16), o índice caiu 0,75%, ficando com 98.309 pontos.

A bolsa vem descolada do exterior, que busca hoje recuperação depois das recentes perdas. Por aqui, o risco fiscal pesou no sentimento dos investidores.

O leilão do Tesouro Selic (LFTs) de ontem ficou aquém do esperado pelo governo, sinalizando que os investidores seguem preocupados com a capacidade do governo de pagar suas dívidas.

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Cenário

Entre os meses de janeiro e abril, cerca de R$ 643 bilhões vencem em dívidas do governo federal, a cifra representa 15,4% da dívida interna brasileira.

A questão é que, para pagar essa dívida, o governo precisa vender títulos de longo prazo e fazer a rolagem da dívida.

As eleições municipais começam a ganhar corpo, abafando o noticiário político e, por consequência, empurrando discussões importantes, como as Reformas Tributária e Administrativa para depois.

Repercute ainda a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que já admite desistir de um imposto sobre transações financeiras.

Ontem, a divulgação do IBC-Br, prévia do Produto Interno Bruto (PIB), revelou avanço de 1,06% em agosto, abaixo da projeção de 1,7%.

O volume financeiro negociado foi de R$ 22,5 bilhões.

No mês a alta está em 3,92%. No ano, as perdas acumuladas estão em 14,99%.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • terça-feira (13): +1,05% (98.502,82 pontos)
  • quarta-feira (14): +0,84% (99.334,43 pontos)
  • quinta-feira (15): -0,28% (99.054,06 pontos)
  • sexta-feira (16): -0,75% (98.309 pontos)
  • semana: +0,85% (98.309 pontos)

Dólar

O dólar fechou a sexta em alta. A moeda norte-americana subiu 0,32%, indo a R$ 5,642, e fechou a semana com menos 2,55%.

  • segunda-feira (12): mercado fechado (feriado)
  • terça-feira (13): +0,94% a R$ 5,5783
  • quarta-feira (14): +0,36% a R$ 5,5986
  • quinta-feira (15): +0,46% a R$ 5,6245
  • sexta-feira (16): +0,32% a R$ 5,642
  • semana: +2,08% a R$ 5,642

Bolsa em Nova York

  • S&P 500: +0,01% (sexta-feira) | 3.483,81 pontos
  • Nasdaq: -0,39% (sexta-feira) | 11.671,56 pontos)
  • Dow Jones: +0,39% (sexta-feira) | 28.606,31 pontos

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, apenas 26 subiram, 1 ficou estável e todas as outras 50 caíram em relação ao dia anterior.

Maiores altas

  • Braskem (BRKM5): R$ 22,34 (+5,58%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 50,59 (+4,61%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 11,32 (+4,33%)
  • Klabin (KLBN3): R$ 25,81 (+3,99%)
  • JBS (JBSS3): R$ 23,20 (+3,57%)

Maiores baixas

  • Cogna (COGN3): R$ 4,83 (-4,17%)
  • Santander (SABN11): R$ 30,71 (-3,17%)
  • Notre Dame (GNID3): R$ 65,03 (-3,01%)
  • IRB (IRBR3): R$ 6,79 (-3,00%)
  • Hapvida (HAPV3): R$ 64,68 (-2,68%)

Inflação no radar

Segundo o Estadão, o aumento da inflação na reta final do ano deve causar problemas para a equipe econômica cumprir o teto de gastos em 2021.

Isso porque a expansão do limite das despesas já está fixada em 2,13%, e a alta recente da inflação servirá de referência para corrigir o salário mínimo no início de 2021, que representa mais da metade dos gastos da União – concentrados em benefícios previdenciários e assistenciais.

De acordo com o BTG, esse descasamento gera a necessidade de reduzir R$ 20 bilhões em despesas para evitar estourar o teto de gastos.

A regra do teto limita o crescimento das despesas do governo à inflação medida pelo IPCA em 12 meses até junho do ano anterior.

Essa variação ficou em 2,13% em 2020. Mas a inflação só ganhou força e chegou a 3,14% até setembro.

Commodities

O petróleo fechou a sexta-feira em queda nas duas referências. O Brent caiu 0,53%. O WTI, 0,19%. Mas foi uma semana boa para a commodity.

A queda foi motivada principalmente por temores dos efeitos da segunda onda de coronavírus na Europa, o que tem provocado lockdowns e toques de recolher na região, e afeta a demanda por combustíveis.

  • Brent (para dezembro): US$ 42,93 (-0,53%)
  • WTI (para novembro): US$ 40,88 (-0,19%)

O ouro caiu 0,13% nesta sexta, segundo o Market Watch, foi o primeiro fechamento negativo em três semanas.

  • Ouro (dezembro): US$ 1.906,40 (-0,13%)

Com Wisir Research