Bolsa fecha a semana com alta de 3,76%; mês acumula ganhos de 11,46%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
1

Crédito: Divulgação/B3

A bolsa de valores se recuperou nesta sexta-feira (13) das quedas dos dois pregões anteriores e fechou com alta de 2,16%, chegando a 104.723,00 pontos. Com isso, a semana fecha com mais 3,76%.

São Paulo reflete mais o otimismo vindo de Wall Street, que ainda se apega às boas novas vindas dos laboratórios, com relação às vacinas, mesmo que quase a totalidade dos estados norte-americanos entreguem números bastante preocupantes da Covid-19.

Além disso, no 39º Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex) ocorrido hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender o controle das contas públicas, por meio do teto de gastos. “Não vamos aumentar impostos, então precisamos do controle de gastos”, disse.

Conheça a FinTwit, o maior fórum de finanças do mundo.

Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

Não aumentar impostos e defender o teto de gastos é tudo que os investidores parecem querer ouvir hoje.

Na mínima desta sexta, o Ibovespa ficou em 102.508,77 pontos (+0,001%); e na máxima foi a 104.707,32 pontos (+2,15%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 29,892 bilhões.

O mês de novembro tem ganhos acumulados de 11,46%. No ano, as perdas acumuladas estão em 9,44%.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (9): +2,57% (103.515,16 pontos)
  • terça-feira (10): +1,50% (105.066,96 pontos)
  • quarta-feira (11): -0,25% (104.808,83 pontos)
  • quinta-feira (12): -2,20% (102.507,01 pontos)
  • sexta-feira (13): +2,15% (104.723,00 pontos)
  • semana: +3,76% (104.723,00 pontos)

Perspectivas para a próxima semana

Dólar

O dólar fechou a sexta quase estável, com leve queda. A moeda norte-americana caiu 0,05%, e fechou a semana com alta de 1,54%.

  • segunda-feira (9): -0,04% a R$ 5,3917
  • terça-feira (10): +0,04% a R$ 5,3920
  • quarta-feira (11): +0,43% a R$ 5,4164
  • quinta-feira (12): +1,14% a R$ 5,4782
  • sexta-feira (13): -0,05% a R$ 5,4756
  • semana: +1,54% a R$ 5,4756

Bolsa em Nova York e cenário mundial

A China hoje de manhã reconheceu a vitória do democrata Joe Biden à presidência dos Estados Unidos. Brasil, México e Rússia seguem negando a realidade.

Nem mesmo os republicanos norte-americanos têm mais esperanças na vitória do atual presidente, Donald Trump.

Mas se para os investidores, a decretação da vitória é sinônimo de estabilidade, a coisa pode melhorar para eles ainda mais, quando a Geórgia terminar o segundo turno, em janeiro, para a eleição para o Senado Federal. Se um dos concorrentes republicanos vencer, o Senado segue com maioria republicana, repartindo o poder.

Mas isso é um acerto para janeiro. Agora, a realidade é outra: Covid-19 e vacinas.

Os investidores sabem que a crise é mais grave do que seis meses atrás, entretanto compreendem que humanidade está muito mais próxima agora de uma vacina do que antes. E é nisso que eles se apegam.

“As notícias positivas sobre as vacinas desta semana são uma virada de jogo, pois permitem que o mercado preveja o recente aumento de casos de Covid-19 até o fim iminente da pandemia e a reabertura mais ampla da economia”, escreveu Marko Kolanovic, do JPMorgan.

É por isso que ações mais afetadas pelo “fique em casa” seguem com força para subir e rivalizar o dinheiro dos investidores com as Big Techs, grandes estrelas da pandemia. Com mais opções se sustentação, os índices conseguem se manter no positivo.

O Dow Jones subiu 1,37%. O S&P 500 cresceu 1,36%. E o Nasdaq Composite, mais 1,02%.

Os mercados europeus ainda podem comemorar uma semana de ganhos robustos, embora menores do que na anterior.

O Euro Stoxx 50 fechou hoje com mais 0,11% (na semana, ganhou 7,12%). O FTSE 100, de Londres, caiu 0,36% (na semana, mais 6,88%). O DAX alemão subiu 0,18%, mas na semana ganhou 4,78%. O CAC 40 francês cresceu 0,33% (na semana, mais 8,45%). O FTSE MIB, de Milão, ganhou 0,41%, e subiu 6,21% na semana. E o IBEX 35 espanhol, que subiu 0,75%, avançou nesta semana mais do que na passado, com 13,29%.

A bolsas da China fecharam todas no negativo nesta sexta. O Nikkei japonês perdeu 0,53% hoje e ganhou 4,36% na semana. E o KOSPI sul-coreano subiu 0,74% hoje e 3,20% na semana.

  • S&P 500: +1,36% (sexta-feira) | +2,16% (semana)
  • Nasdaq: +1,02% (sexta-feira) | -0,55% (semana)
  • Dow Jones: +1,37% (sexta-feira) | +4,08% (semana)

Brasil: ambiente político e econômico

O Brasil está oficialmente saindo da recessão, segundo Paulo Guedes afirmou na Enaex.

De acordo com ele, “recebemos hoje a notícia de que o Brasil está oficialmente está saindo da recessão”.

Guedes mencionou que as contaminações por coronavírus estão em queda e a vacina está a caminho.

“O Brasil está conseguindo combater a doença. Isso é um fato que está acontecendo do lado da saúde. Do outro lado, da economia, é um fato que o Brasil está saindo da recessão”, enfatizou.

O país chegou hoje a 5,8 milhões de casos confirmados e quase 165 mil mortos. A tendência em muitos estados é de alta.

Mesmo assim, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu 1,1 ponto frente a outubro e atingiu 62,9 pontos em novembro.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada hoje, a confiança está cada vez mais intensa e disseminada no setor industrial.

Além disso, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os indicadores especiais, criados durante a pandemia para monitorar a recuperação econômica, mostra que o período de forte retomada da economia brasileira, iniciado já em abril, se encerrou em outubro mesmo mês em que ocorreu a redução dos estímulos governamentais.

Além disso, dados de novembro confirmam que a atividade se estabilizou em um nível ainda abaixo do patamar pré-crise, e a expectativa é de uma recuperação mais lenta.

Com as eleições de domingo se aproximando e, com o fechamento das urnas no primeiro turno, a equipe econômica prepara a “linha de ataque” para promover retomada da sua agenda no Congresso Nacional. A semana que vem promete.

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, 65 subiram, 1 ficou estável (BRML3) e as outras 11 caíram em relação ao dia anterior.

A Linx (LINX3) subiu 2,25%, ao informar a aquisição da Mercadapp Soluções em Software. O valor da compra, conforme a nota, pode chegar a R$ 10,5 milhões.

Em linha com o plano de recuperação judicial aprovado recentemente pelos credores, a Oi (OIBR3 OIBR4) definiu que venderá as partes da companhia que compreendem telefonia móvel, data centers, torres, infraestrutura e TV. Isso porque uma fatia (que pode chegar a até 50%) deve entrar na venda para ajudar a quitar sua dívida líquida, que ultrapassa R$ 26 bilhões.

Inicialmente, torres e data centers serão leiloados no dia 26 de novembro, como definiu recentemente a Justiça. Hoje, a companhia divulgou as propostas do leilão. Junto com a informação de um balanço tido como positivo, com queda de 54% no prejuízo, as ordinárias (OIBR3) subiram 5,92% e as preferenciais (OIBR4), 3,54%.

A Centauro (CNTO3) subiu 6,08% mesmo registrando prejuízo líquido de R$ 33,2 milhões no terceiro trimestre de 2020, e revertendo lucro líquido de R$ 38,4 milhões no mesmo período do ano passado.

Talvez o segredo esteja nesse número: a plataforma digital cresceu 104,% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

A Natura (NTCO3) reportou lucro líquido consolidado R$ 377,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, praticamente estável na comparação anual. Há um ano o lucro no mesmo período ficou em R$ 376,8 milhões. No critério atribuído aos acionistas controladores o lucro subiu 1,3%, a R$ 381,7 milhões. As ações subiram 3,59%.

Já a B3 (B3SA3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,143 bilhão, um desempenho 34,3% superior ao do mesmo período do ano passado. O lucro líquido atribuído aos acionistas somou R$ 1,136 bilhão, alta de 58%. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o lucro recorrente subiu 13% e o atribuído aos acionistas 27,4%. Hoje, as ações caíram 0,15%.

Mais negociadas

  • B3 (B3SA3): R$ 53,70 (-0,15%)
  • Vale (VALE3): R$ 63,25 (+0,93%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 22,63 (+3,29%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 17,85 (+0,51%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 24,19 (+3,55%)

Maiores altas

  • Yduqs (YDUQ3): R$ 28,34 (+9,76%)
  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 6,71 (+7,70%)
  • Notre Dame Intermédica (GNDI3): R$ 74,50 (+7,46%)
  • MRV (MRVE3): R$ 19,92 (+6,98%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 51,94 (+6,94%)

Maiores baixas

  • Multiplan (MULT3): R$ 22,45 (-2,35%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 25,10 (-1,49%)
  • CSN (CSNA3): R$ 19,29 (-1,18%)
  • Iguatemi (IGTA3): R$ 35,15 (-1,15%)
  • Minerva (BEEF3): R$ 9,94 (-0,90%)

Maiores altas da semana

  • Petrobras (PETR3): R$ 23,18 (+16,66%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 28,34 (+15,58%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 24,19 (+15,47%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 22,63 (+14,58%)
  • Bradesco (BBDC3): R$ 21,74 (+14,42%)

Maiores baixas da semana

  • Totvs (TOTS3): R$ 28,20 (-9,24%)
  • B2W (BTOW3): R$ 75,27 (-8,52%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 25,10 (-8,16%)
  • CSN (CSNA3): R$ 19,29 (-7,13%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 17,85 (-7,11%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +2,16% (sexta-feira) | +3,35% (semana) (44.465,26 pontos)
  • IBrX 50: +2,06% (sexta-feira) | +3,76% (semana) (17.162,23 pontos)
  • IBrA: +2,23% (sexta-feira) | +3,24% (semana) (4.152,27 pontos)
  • SMLL: +3,32% (sexta-feira) | +1,47% (semana) (2.497,01 pontos)
  • IFIX: +0,08% (sexta-feira) | +0,30% (semana) (2.803,40 pontos)
  • BDRX: +1,07% (sexta-feira) | +0,97% (semana) (11.396,85 pontos)

Commodities

O petróleo fechou a sexta-feira em queda nas duas referências. O Brent caiu 1,72%. O WTI, 2,40%. A preocupação com a baixa da demanda, por conta da pandemia, deu a tônica.

Na semana, o Brent ganhou 7,78%. Já o WTI ganhou 7,40%.

  • Brent (para janeiro): US$ 42,78 (-1,72%)
  • WTI (para dezembro): US$ 40,13 (-2,40%)

O ouro subiu 0,69% nesta sexta, fechando a semana com baixa de 3,37%, ficando ainda abaixo dos US$ 1.900.

  • Ouro (dezembro): US$ 1.886,20 (+0,69%)

Com Wisir Research