Bolsa fecha a semana seguida em queda; agora, menos 2,84%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Facebook

A bolsa de valores fechou a semana com queda de 2,84%, a segunda seguida em terreno negativo. Com a sexta-feira (11) perdendo 0,48%, o índice acabou em 98.363,22 pontos.

O Ibovespa não ficava dois dias seguidos abaixo dos 9 de julho. No dia seguinte, acessou a marca mágica dos 100 mil para raramente largar – essa é apenas a quinta sessão desde então abaixo da marca.

Em Nova York, os índices lutaram bastante e até acabaram positivos, com exceção do Nasdaq. Mas apenas na reta final da sessão, sendo insuficiente para levantar a bolsa brasileira.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Na mínima desta quinta, o Ibovespa ficou em 97.757,90 pontos (-1,09%); e na máxima foi a 99.434,74 pontos (+0,61%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 27,320 bilhões.

No mês a queda está em 1,01%. No ano, as perdas acumuladas estão em 14,94%.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (7): feriado, mercado fechado
  • terça-feira (8): -1,18% (100.050,43 pontos)
  • quarta-feira (9): +1,24% (101.292,05 pontos)
  • quinta-feira (10): -2,43% (98.834,59 pontos)
  • sexta-feira (11): -0,48% (98.363,22 pontos)
  • semana: -2,84% (98.363,22 pontos)

Call de fechamento

Dólar

O dólar fechou a semana com alta de 1,18%. Semana passada, havia perdido 1,98%.

Nesta sexta, a moeda norte-americana se recuperou bem pouco, com mais 0,27%, indo a R$ 5,3334.

  • segunda-feira (7): feriado, mercado fechado
  • terça-feira (8): +1,77% a R$ 5,3650
  • quarta-feira (9): -1,25% a R$ 5,2982
  • quinta-feira (10): +0,39% a R$ 5,3188
  • sexta-feira (11): +0,27% a R$ 5,3334
  • semana: +1,18% a R$ 5,3334

Brasil

Um dia de revés político para o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), especialmente para o presidente.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou Bolsonaro preste depoimento presencial no inquérito que apura se houve interferência na Polícia Federal. Ele negou ao presidente a possibilidade de ser interrogado por escrito.

Bolsonaro agora, ficará cara a cara com os advogados da outra parte, o ex-juiz e ex-ministro de seu governo Sergio Moro.

Na economia do dia a dia, o Indicador de Atividade Econômica da Fundação Getúlio Vargas (IAE-FGV) apontou um crescimento de 2,8% em julho ante o mês anterior.

Os dados apontaram ainda que, no comparativo com o mesmo mês de 2019, foi registrada uma retração de 6,3% da atividade econômica, reflexo da pandemia da Covid-19.

Já a Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, apontou crescimento de 2,6% do setor em julho, ante 5% de junho. A expectativa era por avanço maior, de 3,1%.

É a segunda taxa positiva desde o início da crise.

O Bank of America melhorou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2020, antes com retração estimada para 5,7%.

De acordo com os cálculos revisados, o ano se encerrará com uma queda de 4,9% no PIB, principalmente pelas “surpresas positivas” vindas da produção industrial e das vendas no varejo em julho.

Segundo o banco, o aumento de 5,5% nas vendas realizadas no varejo na comparação com julho do ano passado “surpreendeu positivamente”, e abriu caminho para novas boas notícias.

Exterior

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos Estados Unidos avançou 0,4% em agosto, pouco acima da projeção de 0,3% do mercado. Em julho, o avanço foi maior, de 0,6%.

Na base anualizada, houve avanço de 1,3%, ante 1% do mês anterior.

O núcleo do IPC, que exclui alimentos e combustíveis, também subiu 0,4%.

A pandemia segue avançando em todo o mundo. A Índia chegou aperto de confirmar 100 mil novos casos em apenas um dia. A Espanha confirmou mais de 12 mil em 24 horas, o recorde desde o início da crise, mostrando que o problema está bem longe de acabar, até mesmo na Europa, onde acreditava-se controlado.

Já são mais de 28,5 milhões de casos confirmados, sendo mais de 7 milhões ainda ativos.

Bolsa em Nova York

Sexta-feira mostrou outra sessão volátil, com a contínua liquidação das ações de tecnologia colocando o Nasdaq no ritmo de sua pior semana em meses.

O índice caiu 0,60%, por fim, puxado pelas baixas da Apple e Amazon.

O S&P 500, com mais 0,05%, conseguiu na reta final virar para positivo, depois de trabalhar o dia em queda.

O mesmo aconteceu com o Dow Jones, que encerrou com mais 0,50%.

No final de mais uma semana (esta só teve quatro dias úteis por lá também), o que os investidores enxergam é que os mercados continuam lutando para encontrar um equilíbrio.

De qualquer forma, foi a segunda semana seguida de queda dos três principais índices norte-americanos.

  • S&P 500: +0,05% (sexta-feira) | -2,51% (semana)
  • Nasdaq: -0,60% (sexta-feira) | -4,06% (semana)
  • Dow Jones: +0,48% (sexta-feira) | -1,65% (semana)

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, apenas 13 subiram, duas ficaram estáveis e 62 caíram em relação ao dia anterior.

A Vale (VALE3) liderou as altas desta sexta-feira, com mais 5,96%, após a divulgação ontem de aprovação de pagamento de proventos pelo conselho de administração.

O Pão de Açúcar (PCAR3) ainda colhe os frutos do anúncio de cisão do Assaí. Ontem, subiu mais de 15%. Hoje, ganhou 3,94%.

É o ativo mais valorizado na semana, com alta de 17,24%.

Azul (AZUL4) também se destaca, com alta de 1,72%, após divulgar que o tráfego de passageiros consolidados (RPKs) aumentou 26,4% em relação a julho de 2020.

Enquanto isso, a capacidade, ou assentos-quilômetro oferecidos (ASKs), subiu 33,3%. Assim, a taxa de ocupação ficou em 75,5%, uma queda de 4,1 pontos percentuais na relação com julho.

O mesmo aconteceu ontem com a Gol (GOLL4), embora hoje a aérea tenha caído 2,47%.

A Tecnisa (TCSA3) perdeu 4,08% após maioria dos acionistas rejeitar fusão com a Gafisa (GFSA3), que também caiu, mas 3,19%.

A varejista de produtos para animais Petz (PETZ3) estreou na bolsa de valores sendo uma das mais negociadas no dia. O papel subiu mais de 21,82% no seu primeiro dia.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 61,95 (+5,84%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 21,88 (-1,08%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 17,96 (-0,33%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 87,57 (-0,77%)
  • Petz (PETZ3): R$ 16,75 (+21,85%)

Maiores altas

  • Vale (VALE3): R$ 61,95 (+5,84%)
  • Bradespar (BRAP4): R$ 44,90 (+4,35%)
  • CSN (CSNA3): R$ 16,00 (+4,03%)
  • Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 74,18 (+3,97%)
  • Natura (NTCO3): R$ 51,62 (+3,76%)

Maiores baixas

  • Cielo (CIEL3): R$ 4,44 (-4,31%)
  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 6,04 (-4,13%)
  • Notre Dame Intermédica (GNDI3): R$ 69,86 (-3,77%)
  • Hypera (HYPE3): R$ 30,65 (-3,59%)
  • Qualicorp (QUAL3): R$ 32,26 (-3,30%)

Maiores altas da semana

  • Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 74,18 (+17,24%)
  • Azul (AZUL4): R$ 26,58 (+8,09%)
  • CSN (CSNA3): R$ 16,00 (+6,88%)
  • Natura (NTCO3): R$ 51,62 (+4,39%)
  • JBS (JBSS3): R$ 14,40 (+3,02%)

Maiores baixas da semana

  • IRB Brasil (IRBR3): R$ 6,04 (-13,09%)
  • PetroRio (PRIO3): R$ 39,61 (-10,08%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 6,81 (-8,10%)
  • Bradesco (BBDC3): R$ 18,87 (-7,14%)
  • Lojas Renner (LREN3): R$ 43,10 (-6,91%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -0,52% (sexta-feira) | -2,84% (41.692,51 pontos)
  • IBrX 50: -0,32% (sexta-feira) | -2,91% (16.044,84 pontos)
  • IBrA: -0,59% (sexta-feira) | -2,92% (3.899,00 pontos)
  • SMLL: -1,57% (sexta-feira) | -3,28% (2.385,86 pontos)
  • IFIX: -0,04% (sexta-feira) | +0,10% (2.791,80 pontos)

Commodities

O petróleo fechou em baixa de 0,57% No Brent, enquanto no WTI ficou quase estável, com mais 0,08%.

Em meio às incertezas que permeiam o cenário atual de pandemia, os preços tendem a cair, embora pouco.

Na semana, o preço do Brent 6,65%. Na semana passada, havia perdido 5,30%.

Já o do WTI caiu 3,69%. Na semana passada, perdeu outros 7,43%.

  • Brent (para novembro): US$ 39,83 (-0,57%)
  • WTI (para outubro): US$ 37,33 (+0,08%)

O ouro caiu mais 0,83% nesta sexta, fechando a semana com um leve ganho de 0,38%.

  • Ouro (dezembro): US$ 1.947,90 (-0,83%)

Com Wisir Research