Bolsa: CVC (CVCB3) tem a maior alta e Minerva (BEEF3), a baixa

Karin Barros
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação

A CVC (CVCB3) teve a maior alta do índice Ibovespa desta quarta-feira (16), com aumento de 4,12% para R$ 18,80 junto da expectativa de melhora no turismo. Já a grande queda foi da Minerva Food (BEEF3), com -3,61% para R$ 13,34.

Analistas afirmaram ao Broadcast que a subida das ações da CVC vieram de encontro com a alta das companhias aéreas, expectativa de melhora no setor do turismo, a reabertura da economia e a proximidade de uma vacina.

Americanos vacinados até abril

Em entrevista à Bloomberg, Paul Mango, vice-chefe de gabinete para políticas do departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, afirmou que todos os americanos poderão ser vacinados contra o coronavírus até abril. Ele apontou ainda que os EUA devem aprovar uma ou mais vacinas em novembro ou dezembro.

As ações de Azul e Gol ficaram logo atrás, também no top 5, em meio ao otimismo do mercado com os financiamentos oferecidos pelo BNDES, assim como uma recuperação mais rápida do que o esperado, apontam analistas.

A Moody’s apontou que a proposta de financiamento enviada pelo BNDESPar à Azul é positiva porque os R$ 2 bilhões que a aérea poderia captar reforçariam sua liquidez e a sustentariam por três anos se mantida a atual queima de caixa.

Entre outras blue chips, Petrobras PN (PETR4) subiu 0,28%, para R$ 21,73, e Petrobras ON (PETR3), +0,37%. Os bancos, com fechamento positivo em BB (BBAS3), +0,50%, e Bradesco PN (BBDC4), +0,20%, impediram queda maior do Ibovespa. Já Itaú (ITUB4) caiu 0,25%.

Entre altas e baixas

Após movimento de realização de lucros no setor dos frigoríficos, a Minerva liderou as perdas. O head de agro da Criteria Investimentos, Rodrigo Brolo, chama atenção o movimento vendedor do setor, após dias de alta, pressionado também por uma troca de posições.

“Muitas dessas realizações tem sido puxadas por fundos de investimentos que tem vendido ações para fazer caixa e entrar em IPOs e follow on”, ressaltou. Além da Minerva, apresentaram quedas também os frigoríficos JBS, Marfrig e BRF.

O que também mexeu com as ações foi o comunicado da Minerva (BEEF3), que assinou uma carta de intenções com uma sociedade de propósito específico para aquisição (SPAC) listada na Nasdaq, sobre potencial combinação de negócios com sua subsidiária, Athena Foods. Além disso, a empresa homologou na terça-feira (15) o aumento do capital social da Companhia em decorrência do exercício de bônus de subscrição por determinados titulares.

A Usiminas (USIM5) também declinou, -3,12%, refletindo a forte baixa do minério de ferro na China (-3,36%, aos US$ 124,20), que também pesou para a Vale (VALE3), -2,60%, a R$ 60,97.

Ibovespa perde os 100 mil

Aqui, também pesam fatores domésticos, como os riscos fiscais, que voltam a assombrar o mercado depois que Bolsonaro deu nesta quarta-feira seu apoio ao relator do Orçamento para incluir em seu parecer um novo programa social.

Os investidores haviam recebido com alívio a decisão do presidente de sepultar o Renda Brasil, uma grande ameaça ao teto de gastos, já que a equipe econômica não consegue arrumar recursos para financiar o benefício mais robusto que o Bolsa Família.

Agora, a pressão vem do Congresso e com o aval do Planalto, mantendo as incertezas sobre as contas públicas no horizonte, enquanto o ministro Paulo Guedes e a equipe econômica parecem estar cada vez mais desprestigiados, para frear a gastança e as investidas populistas do governo.

Bolsa: ações

Das 77 ações negociadas na bolsa, 33 subiram, duas ficaram estáveis e as outras 42 caíram em relação ao dia anterior.

A Ânima (ANIM3) vai entrar na disputa pela disputa da operação brasileira do grupo Laureate, dona da Anhembi Morumbi. Estão no páreo a Ser Educacional (SEER3) e a Yduqs (YDUQ3).

A Yudqs ganhou 2,36% e a Ser, 3,16%. A Ânima, em contrapartida, caiu 0,75%.

Já a Vale (VALE3), que tem maior peso no Ibovespa, caiu 2,60%, graças à queda forte do preço do minério de ferro na China.

O movimento derrubou também a CSN (CSNA3) e a Usiminas (USIM5), em 1,69% e 3,12%, respectivamente.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 60,97 (-2,60%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 21,73 (+0,28%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 89,17 (-0,46%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 20,52 (+0,20%)
  • Azul (AZUL4): R$ 29,09 (+3,78%)

Maiores altas

  • CVC (CVCB3): R$ 18,20 (+4,12%)
  • Azul (AZUL4): R$ 29,09 (+3,78%)
  • Gol (GOLL4): R$ 21,57 (+3,40%)
  • Energisa (ENGI11): R$ 45,62 (+2,61%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 30,40 (+2,36%)

Maiores baixas

  • Minerva (BEEF3): R$ 13,34 (-3,61%)
  • JBS (JBSS3): R$ 23,34 (-3,15%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 10,88 (-3,12%)
  • CCR (CCRO3): R$ 14,12 (-2,96%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 47,58 (-2,68%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -0,59% (42.263,52 pontos)
  • IBrX 50: -0,69% (16.257,95 pontos)
  • IBrA: -0,57% (3.954,62 pontos)
  • SMLL: +0,12% (2.457,88 pontos)
  • IFIX: +0,02% (2.802,76 pontos)

Commodities

O petróleo subiu bastante nesta quarta, nas duas referências. O Brent ganhou 4,17%; e o WTI, 4,91%.

O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) comunicou que os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 4,389 milhões de barris na semana passada, para 496,045 milhões de barris.

A previsão de recuo era de apenas 1,2 milhão.

Os estoques de gasolina também recuaram, mas em 381 mil barris.

  • Brent (para novembro): US$ 40,53 (+2,32%)
  • WTI (para outubro): US$ 38,28 (+2,74%)

O ouro subiu mais um pouco nesta quarta, com 0,21%.

De pouco em pouco, o metal tenta recuperar os dias de glória de julho, embora ainda longe disso, mas sem poder reclamar, diante das incertezas econômicas ainda pressionadas pela pandemia.

  • Ouro (dezembro): US$ 1.970,50 (+0,21%)

Com Wisir Research