Bolsa de valores bate novo recorde de fechamento e ultrapassa 128 mil pontos

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores abriu o mês de junho quebrando mais um recorde de fechamento, chegando pela primeira vez acima de 128 mil pontos. Nesta terça-feira (1º), o índice nacional subiu 1,63% e fechou em 128.267,05 pontos. Ontem, o Ibovespa encerrou em 126.215,73 pontos, já superando o patamar recorde alcançado na sexta (28), que tinha ficado em 125.561,37 pontos.

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A primeira sessão do mês de junho foi diretamente amparada por bons dados econômicos de todos os lados, especialmente do Produto Interno Bruto (PIB).

O PIB brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021 na comparação com o quarto trimestre de 2020. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a alta é de 1%. O resultado surpreendeu positivamente os agentes de mercado, mostrando inclusive que o “fechamento” da economia no pico mortal da pandemia, em março, não foi exatamente um “fechamento”, o que explicaria também o alto número de mortes registrado até hoje.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, como era de se esperar, comemorou. Segundo o ministro, o resultado do PIB no primeiro trimestre é melhor do que o esperado pelo governo para este período do ano.

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 126.218,42 pontos (+0,002%); e na máxima, 128.363,49 pontos (+1,70%).

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O volume financeiro negociado foi de R$ 43,100 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (31): +0,52% (126.215,73 pontos)
  • terça-feira (1º): +1,63% (128.267,05 pontos)
  • semana: +2,15%
  • junho: +1,63%
  • 2021: +7,77%

Dólar

O dólar começou o mês de junho em baixa. A moeda norte-americana caiu 1,51%, valendo R$ 5,1460.

  • segunda-feira (31): +0,25% a R$ 5,2249
  • terça-feira (1º): -1,51% a R$ 5,1460
  • semana : -1,26% a R$ 5,1460

Euro

  • segunda-feira (31): +0,14% a R$ 6,3780
  • terça-feira (1º): -1,37% a R$ 6,2905
  • semana: -1,23% a R$ 6,2905

Criptomoedas*

  • Bitcoin: -0,49% a R$ 185.932,07
  • Ethereum: -1,37% a R$ 13.087,34
  • Tether: +1,86% a R$ 5,15
  • Cardano: +4,95% a R$ 8,83
  • Binance: +3,19% a R$ 1.799,54

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações dos EUA começaram a primeira sessão de junho apontando para bons ganhos, mas foram perdendo força durante o dia, especialmente na reta final e terminaram de maneira mista, mas com o Nasdaq, por exemplo, no negativo.

Os investidores ponderaram a melhoria da situação doméstica da pandemia, juntamente com a chegada do clima de verão, que pode estimular uma melhora na área do turismo, uma das grandes forças dos índices.

Segundo a CNBC, a American Airlines e a United Airlines tiveram ganhos na bolsa, depois que a Administração de Segurança do Transporte disse que rastreou uma média de 1,78 milhão de pessoas de sexta a segunda-feira, bem acima dos volumes de um ano atrás e outro sinal de que as viagens aéreas dos EUA atingiram um pico durante a pandemia, mostrando uma clara melhora com a vacinação a pleno vapor.

Esses volumes são mais de seis vezes maiores do que há um ano, mas ainda 22% abaixo do fim de semana do Memorial Day em 2019. Vale lembrar que nesta segunda-feira (31), Wall Street não funcionou por conta do Memorial Day.

Apesar dos melhores números sobre a pandemia, os investidores continuam preocupados com o potencial de um movimento sustentado e acentuado de alta da inflação. Preços mais altos, resultado da escassez de oferta e recuperação da demanda, podem forçar o Federal Reserve a aumentar as taxas de juros e restringir a compra de ativos mais cedo.

Um indicador chave da inflação – o índice básico de gastos com consumo pessoal – subiu 3,1% em abril em relação ao ano anterior, mais rápido do que o aumento previsto de 2,9%. Apesar dos dados de inflação mais quentes do que o esperado, os rendimentos do Tesouro caíram na sexta-feira.

Os investidores estão aguardando a reunião do Federal Reserve agendada para 15 a 16 de junho. A chave para os mercados é se o Fed acreditar que a inflação está mais alta do que o esperado ou que a economia está se fortalecendo o suficiente para progredir sem tanto apoio monetário.

Não só eles, os mercados de outras regiões também monitoram o Fed. Mas, antes, se deparam com dados econômicos domésticos. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) industrial da zona do euro ficou em 63,1 pontos em maio, ante projeção e leitura prévia de 62,8.

No Reino Unido houve recuo: 65,6 pontos, ante projeção e leitura prévia de 66,1.

E na China, o PMI industrial foi de 52 pontos, quando a expectativa era por 51,9. Números acima de 50 pontos indicam aceleração da atividade. Ainda hoje saem os dados de Brasil e Estados Unidos.

Já a inflação na zona do euro, em leitura prévia divulgada hoje, ficou em 2% em maio, ante 1,6% de abril. O item energia teve a maior alta, indo para 13,1%, ante 10,4% de abril. Serviços teve a segunda maior alta, indo a 1,1%, ante 0,9% de abril.

Outro dado do Eurostat foi a taxa de desemprego da zona do euro, que recuou para 8% em abril, ante 8,1% de março. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a alta é de 7,3%.

Na União Europeia como um todo, a taxa foi de 7,3%, com estabilidade em relação a março. A estimativa é que 15,380 milhões de pessoas estejam desempregadas na União Europeia, sendo 13,030 milhões na zona do euro.

No final do dia, os principais mercados europeus e asiáticos ficaram no azul.

Nova York

  • S&P: -0,05%
  • Nasdaq: -0,09%
  • Dow Jones: +0,13%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,80%
  • DAX (Alemanha): +0,95%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,82%
  • CAC (França): +0,66%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,45%
  • FTSE MIB (Itália): +0,60%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +0,26%
  • SZSE Component (China): +0,26%
  • China A50 (China): +0,20%
  • DJ Shanghai (China): +0,13%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,20%
  • SET (Tailândia): +1,57%
  • Nikkei (Japão): -0,16%
  • ASX 200 (Austrália): -0,27%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,56%

Brasil: ambiente político e econômico

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021 na comparação com o quarto trimestre de 2020. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a alta é de 1%. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estetística (IBGE).

O resultado veio acima do consenso do mercado, que era de alta de 0,7% na base anual.

Esse é o terceiro resultado positivo para o PIB, depois de ele ter recuado 2,2% e 9,2% nos dois primeiros trimestres de 2020, em decorrência da pandemia. No ano de 2020, o recuo foi de 4,1%.

Em valores correntes, o PIB do primeiro trimestre é de R$ 2,048 trilhões.

Com o resultado do primeiro trimestre, o PIB voltou ao patamar do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, mas ainda está 3,1% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do país, alcançado no primeiro trimestre de 2014, durante o governo Dilma Rousseff (PT).

“Mesmo com a segunda onda da pandemia de Covid-19, o PIB cresceu no primeiro trimestre, já que, diferente do ano passado, não houve tantas restrições que impediram o funcionamento das atividades econômicas no país”, avalia a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

O país, enfim, escolheu a economia, em detrimento da vida. No primeiro trimestre, nos meses de janeiro, fevereiro e março, morreram de covid-19 no país 126.628 pessoas.

Pior, em abril e maio, já no segundo trimestre, morreram 141.276 pessoas de covid-19 no Brasil.

O ministro Paulo Guedes, da Economia, está confiante. Não poderia ser diferente.

“A economia veio forte. Quero manifestar que a economia cresceu no trimestre 1,2% na margem e 1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, só no trimestre. O que sinaliza um crescimento bastante forte da economia esse ano”, afirmou Paulo Guedes, durante audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para tratar de cortes orçamentários das universidades públicas.

Segundo o ministro, o resultado do PIB no primeiro trimestre é melhor do que o esperado pelo governo para este período do ano. Ontem (31), o ministro apontou a possibilidade de o PIB crescer até 5% neste ano.

Além disso, defende a escolha pela economia como algo não dissociado da proteção à vida.

“Como a economia caiu muito fortemente na pandemia do ano passado e, esse ano, a própria ampliação da vacinação, o avanço dos protocolos e o aprendizado de como se proteger durante a pandemia estão protegendo um pouco mais a economia. É possível que estejamos crescendo a taxas bem maiores”, argumentou.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia avaliou que, a despeito do fim dos programas emergenciais em dezembro de 2020 e do recrudescimento da pandemia no começo de 2021, a atividade econômica permaneceu em trajetória de elevação nos primeiros meses do ano.

“Isso demonstra o acerto da política econômica do governo ao apontar corretamente que não ocorreria o fiscal cliff [abismo fiscal] propagado por alguns analistas. Em resumo, a retirada dos estímulos governamentais temporários, tal como defendido por esta SPE, não teve impactos significativos sobre a atividade no primeiro trimestre do ano”, apontou a nota da SPE.

Como fatores de alerta e que inspiram atenção para a recuperação, a SPE indicou a necessidade de prosseguir com o processo de consolidação fiscal e a aprovação das reformas de aumento de produtividade, além de citar as incertezas inerentes à pandemia e o risco hídrico.

Outro ponto de alerta veio de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a retirada do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins a partir de 2017 pode representar uma perda de R$ 120,1 bilhões para a União ainda em 2021. O cálculo foi feito pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, em nota técnica divulgada nesta segunda-feira (31).

A perda de arrecadação média do governo federal com a exclusão do ICMS deve girar em torno de R$ 64,9 bilhões por ano, entre 2021 e 2030, o que equivale a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com simulações feitas pelo economista Felipe Salto, diretor-executivo da IFI, o valor considera o efeito acumulado no período entre 2017 e 2020, cujas compensações precisarão ser pagas pelo governo às empresas, e as perdas de arrecadação simuladas para este ano.

A projeção da IFI representa uma perda de arrecadação maior que a estimada pelo governo no Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020 (Lei 13.898, de 2019), conforme Felipe Salto. O governo estimou que a retirada do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins teria impacto de R$ 229 bilhões para um período de cinco anos, e de R$ 45,8 bilhões em um ano.

Na questão dos dados, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela FGV, subiu 0,81% na última semana e acumula alta de 7,98% nos últimos 12 meses.

Quatro das oito classes de despesas componentes do índice registraram acréscimo. Transportes foi de 0,85% para 1,48%. Com destaque para gasolina, que foi de 1,25% para 2,95%.

Também tiveram alta Habitação (1,30% para 1,72%), Vestuário (0,49% para 0,65%) e Despesas Diversas (0,18% para 0,28%).

A inflação de produtos industrializados na saída das fábricas brasileiras, medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), ficou em 1,89% em abril. A taxa é inferior à registrada no mês anterior, que ficou em 4,63%.

Na comparação com abril de 2020, no entanto, houve um aumento do índice, já que naquele mês, a inflação havia sido de 0,11%. Segundo dados divulgados hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPP acumula taxas de inflação de 16,08% no ano e de 35,69% em 12 meses.

Já a IHS Markit informou hoje os resultados da pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI). De acordo com os dados, houve aumento da produção e das vendas. Ainda, tiveram mais contratações que marcaram a aceleração do crescimento da indústria brasileira em maio, apesar da elevação de casos de Covid-19 e das restrições no país.

Conforme o PMI, o setor industrial do Brasil subiu a 53,7 em maio, de 52,3 em abril. Ao passar da marca de 50 pontos, que separa crescimento de contração, indica melhora na saúde do setor.

“É encorajador ver a rapidez com que o setor industrial se recuperou da recente queda relacionada à nova onda de casos de Covid-19. As taxas de expansão no índice de novos pedidos e de produção foram modestas. Mas houve uma recuperação sólida nos postos de trabalho nas fábricas e no otimismo dos negócios”, afirmou a diretora associada de economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Por fim, beneficiada pelo início da safra e pela alta das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial registrou o melhor saldo da história para meses de maio, desde o início da série histórica, em 1989. No mês passado, o país exportou US$ 9,291 bilhões a mais do que importou.

O saldo é 35,9% maior que em maio de 2020. No último mês, as exportações somaram US$ 26,948 bilhões, alta de 46,5% sobre maio de 2020 pelo critério da média diária. As exportações bateram recorde histórico para todos os meses desde o início da série histórica, em 1989. As importações totalizaram US$ 17,657 bilhões, alta de 57,4% na mesma comparação.

Além da alta no preço das commodities, as exportações também subiram por causa da base de comparação. Em maio de 2020, no início da pandemia de covid-19, as exportações tinham caído por causa das medidas de restrição social. O volume de mercadorias embarcadas, segundo o Ministério da Economia, aumentou 9%, enquanto os preços subiram, em média, 38,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 63 subiram, 1 ficou estável (HAPV3) e as outras 20 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 113,20 (-1,38%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 27,29 (+1,56%)
  • BRF (BRFS3): R$ 28,22 (+9,55%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 27,08 (+2,27%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 30,60 (+3,64%)

Maiores altas

  • BRF (BRFS3): R$ 28,22 (+9,55%)
  • Lojas Americanas (LAME4): R$ 21,40 (+7,59%)
  • Ultrapar (UGPA3): R$ 20,70 (+7,25%)
  • Via (VVAR3): R$ 13,84 (+6,63%)
  • Cyrela (CYRE3): R$ 24,47 (+6,57%)

Maiores baixas

  • Locaweb (LWSA3): R$ 24,71 (-5,54%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 65,87 (-3,60%)
  • Klabin (KLBN11): R$ 25,71 (-2,39%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 59,32 (-2,32%)
  • BTG Pactual (BPAC11): R$ 122,00 (-1,85%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +1,24% (55.155,54 pontos)
  • IBrX 50: +1,30% (21.484,23 pontos)
  • IBrA: +1,17% (5.188,41 pontos)
  • SMLL: +1,02% (3.136,20 pontos)
  • IFIX: -0,17% (2.811,56 pontos)
  • BDRX: -1,64% (12.493,83 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (agosto)/barril

  • segunda-feira (31): +0,90% (US$ 69,32)
  • terça-feira (1º): +1,37% (US$ 70,25)
  • semana: +2,27% (US$ 70,25)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (31): +0,90% (US$ 66,91)
  • terça-feira (1º): +2,11% (US$ 67,72)
  • semana: +3,00% (US$ 67,72)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (31): +0,22% (US$ 1.909,50)
  • terça-feira (1º): -0,06% (US$ 1.904,25)
  • semana: +0,16% (US$ 1.904,25)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (31): +0,45% (US$ 28,14)
  • terça-feira (1º): -0,21% (US$ 28,07)
  • semana: +0,24% (US$ 28,07)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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