Bolsa de valores abre semana mais curta com leve queda de 0,15%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores fechou com menos 0,15% nesta segunda-feira (19), ficando com 120.933,78 pontos, abrindo uma semana que será mais curta, por conta do feriado de Tiradentes (21 de abril, quarta-feira).

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo

Em Wall Street, as ações fecharam no negativo.

Por aqui, os investidores já se anteciparam às possíveis alternativas para o final da novela do Orçamento 2021. Os programas Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) e Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) podem acabar fora do Teto de Gastos e, assim, oferecer uma solução no meio do caminho para agradar deputados e equipe econômica do governo federal, sem um “crime de responsabilidade” (assim mesmo, entre aspas).

O que salvou o mercado hoje de uma queda maior foi o discurso de posse Joaquim Luna e Silva, novo presidente da Petrobras (PETR3, PETR4). Segundo o executivo, a principal prioridade será reduzir a volatilidade dos preços dos combustíveis, “sem desrespeitar a paridade internacional e conciliar os interesses de consumidores e acionistas”. As ações da empresa lideraram os ganhos do dia, que teve forte volume, dado o exercício de opções.

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 120.694,94 pontos (-0,35%); e na máxima, 121.974,21 pontos (+0,71%).

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O volume financeiro negociado foi de R$ 52,251 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (19): -0,15% (120.933,78 pontos)
  • semana: -0,15%
  • abril: +3,69%
  • 2021: +1,61%

Dólar

O dólar começou a semana em queda. A moeda norte-americana desceu 0,61%, valendo R$ 5,5505.

  • segunda-feira (19): -0,61% a R$ 5,5505
  • semana : -0,61% a R$ 5,5505

Euro

  • segunda-feira (19): -0,21% a R$ 6,6729
  • semana: -0,21% a R$ 6,6729

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +0,95% a R$ 310.633,40
  • Ethereum: +0,21% a R$ 12.135,35
  • Binance: +7,94% a R$ 2.804,63

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações dos EUA caíram hoje, com a fraqueza no setor de tecnologia pesando no mercado mais amplo.

Segundo a CNBC, o Bitcoin foi atingido no fim de semana após o maior recorde histórico de US$ 64.841 na manhã de quarta-feira. Em um ponto, caiu 19% daquele recorde no fim de semana antes de se recuperar. A criptomoeda estava na faixa dos US$ 56.400 durante o dia.

A temporada de balanços do primeiro trimestre teve um início robusto, liderada por bons resultados dos bancos. O lucro financeiro superou as expectativas em 38%, enquanto outros no S&P 500 surpreenderam positivamente em 12%, de acordo com dados do Credit Suisse.

Na frente do coronavírus, o consultor médico chefe da Casa Branca, Anthony Fauci, disse que espera que os EUA retomem a administração da vacina das Janssen (farmacêutica da Johnson & Johnson). A Food and Drug Administration pediu aos estados na semana passada que parassem temporariamente de usar a vacina de dose única “por excesso de cautela”, depois que seis mulheres desenvolveram um raro distúrbio de coagulação do sangue.

O presidente Joe Biden foi às redes sociais dizer que a partir de hoje, “todo americano está qualificado para receber a vacina. Para você, seus vizinhos e sua família – por favor, tome sua vacina”.

Os mercados europeus receberam uma transferência “cautelosamente positiva” (termo usado pela CNBC) da Ásia-Pacífico, com investidores observando as ações da Alibaba em Hong Kong na história entre a afiliada Ant Group e o fundador bilionário Jack Ma.

O Ant Group disse em um tuíte que a empresa não está procurando formas de saída de Jack Ma. A notícia publicada pela Reuters, de acordo com a empresa, era “falso e sem base”.

O superávit em conta corrente da zona do euro diminuiu em fevereiro para € 25,9 bilhões, de € 34,7 bilhões em janeiro, com o declínio das exportações líquidas.

Nova York

  • S&P: -0,53%
  • Nasdaq: -0,98%
  • Dow Jones: -0,36%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -0,32%
  • DAX (Alemanha): -0,59%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,28%
  • CAC (França): +0,15%
  • IBEX 35 (Espanha): +1,14%
  • FTSE MIB (Itália): -0,21%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +1,49%
  • SZSE Component (China): +2,89%
  • China A50 (China): +2,16%
  • DJ Shanghai (China): +1,71%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,37%
  • SET (Tailândia): +1,68%
  • Nikkei (Japão): +0,01%
  • ASX 200 (Austrália): +0,03%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,01%

Brasil: ambiente político e econômico

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, trouxe hoje nova alta na projeção do mercado para a inflação até o final de 2021: de 4,85% da semana passada para 4,92%. É a segunda alta consecutiva. Há quatro semanas, a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) era de 4,71%.

Também houve alta na expectativa para o câmbio: de R$ 5,37 para R$ 5,40. Há quatro semanas, era R$ 5,30. É a quarta alta consecutiva.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), houve recuo na projeção pela sétima semana seguida, em relação à semana passada: de 3,08% para 3,04%. Há quatro semanas, a expectativa era de 3,22%.

A projeção da Selic, taxa básica de juros, segue igual à semana anterior: 5,35%. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne no início do mês que vem para avaliar a Selic. A tendência é por nova alta, que deve levar a Selic dos atuais 2,75% para 3,50%.

Na segunda prévia de abril, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), calculado pela FGV e que reajusta o aluguel, subiu 1,17%, ante 2,98% no mesmo período do mês anterior.

Na primeira leitura de abril, o indicador registrou alta inferior, de 0,50%.

Com o resultado divulgado nesta segunda-feira (19), a alta acumulada em 12 meses passou de 31,15% para 31,57%.

Já o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 1,70% em fevereiro ante janeiro, bem acima do esperado pelo mercado, que era de alta de 0,5%. Em janeiro, a alta foi de 1,04%.

Na comparação com fevereiro de 2020, o indicador registrou alta de 0,98%. No acumulado de 12 meses, houve recuo de 4,02%. No ano, a alta é de 0,23%. E, no trimestre, de 3,13%.

IBC-Br é mensal, divulgado pelo Banco Central, ao passo que o PIB é divulgado trimestralmente pelo IBGE.

No campo político, o governo federal pretende destinar até R$ 15 bilhões para ajudar micro e pequenas empresas afetadas pela retomada da pandemia de covid-19, anunciou o Ministério da Economia. A pasta aguarda a aprovação de projeto que flexibiliza a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, que deverá ser votado ainda hoje (19).

Dos R$ 15 bilhões, R$ 10 bilhões iriam para o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que complementa a renda de empregados de empresas que reduzem jornadas ou suspendem contratos de trabalho em função da pandemia.

Os R$ 5 bilhões restantes iriam para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que financia pequenos negócios com juros baixos e regras simplificadas.

Esse dinheiro ficaria fora do Teto, permitindo com que o governo possa chegar ao acordo final pela Orçamento 20201, que precisa ser sancionado até o dia 22 de abril, com ou sem vetos.

Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados, reagiu: “ORÇAMENTO CRIATIVO OU FURA TETO? Vamos ver se eu entendi. Essa emenda coloca fora do teto o Programa do Bem e o Ponampe, de aproximadamente 16 bilhões, para poder sancionar a emenda de relator de 16 bilhões. É ou não é um orçamento criativo?”.

Mas o que salvou o dia mesmo foi Joaquim Luna e Silva, novo presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), que tomou posse hoje com uma promessa.

Segundo o executivo, a principal prioridade será reduzir a volatilidade dos preços dos combustíveis, “sem desrespeitar a paridade internacional e conciliar os interesses de consumidores e acionistas”.

A agenda também inclui a redução da dívida da estatal e um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento dentro da Petrobras.

“O desafio é garantir o maior retorno ao capital empregado, sustentado em ativos de óleo e gás de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas. Queremos fazer tudo isso conciliando interesses de consumidores e acionistas”, afirmou.

As ações da empresa lideraram as altas do dia.

Bolsa: ações

Das 81 ações negociadas na bolsa, 30 subiram, 1 ficou estável (CIEL3) e as outras 50 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4): R$ 24,28 (+5,80%)
  • Vale (VALE3): R$ 107,73 (-0,87%)
  • Petrobras (PETR3): R$ 23,79 (+5,03%)
  • Lojas Renner (LREN3): R$ 45,23 (-3,56%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 27,53 (-1,50%)

Maiores altas

  • Petrobras (PETR4): R$ 24,28 (+5,80%)
  • Braskem (BRKM5): R$ 52,79 (+5,62%)
  • Petrobras (PETR3): R$ 23,79 (+5,03%)
  • JBS (JBSS3): R$ 34,66 (+3,74%)
  • BR Distribuidora (BRDT3): R$ 22,16 (+2,59%)

Maiores baixas

  • Hering (HGTX3): R$ 22,44 (-3,98%)
  • Eneva (ENEV3): R$ 16,06 (-3,60%)
  • Lojas Renner (LREN3): R$ 45,23 (-3,56%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 32,20 (-2,99%)
  • Sabesp (SBSP3): R$ 41,74 (-2,91%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -0,20% (52.144,76 pontos)
  • IBrX 50: -0,13% (20.264,00 pontos)
  • IBrA: -0,18% (4.899,51 pontos)
  • SMLL: -0,22% (2.959,40 pontos)
  • IFIX: -0,23% (2.840,80 pontos)
  • BDRX: -1,39% (13.504,82 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (junho)/barril

  • segunda-feira (19): US$ 67,05 (+0,42%)
  • semana: US$ 67,05 (+0,42%)

Petróleo WTI (maio)/barril

  • segunda-feira (19): US$ 63,43 (+0,38%)
  • semana: US$ 63,43 (+0,38%)

Ouro (junho)/onça-troy

  • segunda-feira (19): US$ 1.770,60 (-0,53%)
  • semana: US$ 1.770,60 (-0,53%)

Prata (maio)/onça-troy

  • segunda-feira (19): US$ 25,83 (-1,05%)
  • semana: US$ 25,83 (-1,05%)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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