Bolsa de São Paulo já sente influência dos pequenos investidores

Paulo Amaral
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Crédito: Pexels por Pixabay

A Bolsa de São Paulo, B3, está com um cenário diferente do que apresentava há aproximadamente 8 meses. O motivo? O salto de cerca de 64% no número de CPFs cadastrados, totalizando 1,3 milhão de pessoas físicas na Bolsa.

Segundo levantamento do jornal O Globo, os pequenos investidores estão ganhando espaço e começando a influenciar nos rumos das ações.

O relatório aponta que 33 das 65 empresas que compõem o índice Ibovespa pelo menos dobraram suas bases de acionistas desde 2014.

Se por um lado os estrangeiros tiraram dinheiro da B3, a participação das pessoas físicas alcançou índices que há 7 anos não eram vistos, com um volume de até 20% nos pregões, principalmente em papéis da Oi, Via Varejo e Banco Inter.

O Banco Inter, por exemplo, teve um salto de 200% em suas ações apenas nos últimos três meses, com sua base de pequenos acionistas aumentando de 23,9 mil para 87,4 mil.

A Oi chegou a cair 27% para um pregão para, dias depois, alavancar 21% suas ações. As principais razões para essa mudança de cenário são, segundo O Globo, a queda na taxa de juros (Selic), o surgimento de casas independente de análises e também dos influenciadores digitais dedicados às finanças.

“Quem conhece o mercado sabe que a pessoa física age de maneira diferente. Sabemos por meio do tipo de corretora que usa, pelo fato de a ação ter uma variação muito brusca sem qualquer notícia relevante e pelo volume alto de procura quando há desdobramentos (quando uma ação é dividida em várias) de ações. A pessoa física também adora penny stocks (ações que valem centavos), cujos lotes são mais acessíveis e com as quais pode-se ganhar muito mais rápido”, cravou Márcia Correa, da gestora JGP.