Bolsa consegue sexto recorde seguido de fechamento, com alta de 0,50%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores segue sua avassaladora contagem de quebra de recordes. Nesta segunda-feira (7), chegou à sexta sessão consecutiva renovando máxima histórica de fechamento, ganhando mais 0,50% e ficando com 130.776,27 pontos. A máxima intradiária foi ainda mais longe, ultrapassando a marca dos 131 mil pontos.

O Banco Inter (BIDI11) soltou relatório segunda-feira passada (31) dizendo que o Ibovespa deve fechar 2021 em torno dos 142 mil pontos, o que daria uma alta de cerca de 20% no ano. De acordo com o banco, o desempenho se deve basicamente ao setor de commodities. Sem ele, a evolução do índice ficaria bem abaixo das bolsas mais importantes.

No Brasil, vai ser uma semana política cheia, especialmente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação do governo federal diante da pior crise sanitária e humanitária no país. Além de ouvir novamente no ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os senadores vão para cima do “gabinete paralelo”, podendo atingir o coração do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos.

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Além disso, a semana reserva outra rodada importante de dados. Os investidores vão ficar atentos às divulgações do IPCA, vendas do varejo e evolução do setor de serviços.

Nos Estados Unidos, a espera é pelo índice de inflação, o CPI de maio. Assim, os principais índices ficaram em baixa, sem força de reação, apenas na espera.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 129.498,16 pontos (-0,48%); e na máxima, 131.190,30 pontos (+0,82%).

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O volume financeiro negociado foi de R$ 33,900 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (7): +0,50% (130.776,27 pontos)
  • semana: +0,50%
  • junho: +3,60%
  • 2021: +9,83%

Dólar

O dólar no patamar de março de 2020. A moeda norte-americana ficou perto da estabilidade nesta segunda-feira (7), subindo 0,03%, e passou a valer R$ 5,0369.

  • segunda-feira (7): +0,03% a R$ 5,0369
  • semana : +0,03% a R$ 5,0369

Euro

  • segunda-feira (7): +0,04% a R$ 6,1400
  • semana: +0,04% a R$ 6,1400

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +1,50% a R$ 179.084,13
  • Ethereum: +3,51% a R$ 13.681,10
  • Tether: +1,85% a R$ 5,04
  • Cardano: +3,03% a R$ 8,43
  • Binance: +1,95% a R$ 1.948,90

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os principais índices em Nova York saíram de uma semana vencedora com o otimismo crescente da reabertura econômica em curso. Hoje, à espera da divulgação na quinta-feira (10) do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de maio, ficaram mistos, com tendência à queda.

““As ações voltaram a subir para um território recorde, visto que o ritmo da recuperação econômica parece estar bem equilibrado”, disse Craig Johnson, técnico-chefe de mercado da Piper Sandler, para a CNBC. “Os sinais de aumento da inflação foram em grande parte compensados ​​pelo aumento das assinaturas da perspectiva ‘transitória’ do Fed”.

O Fed é o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Os investidores estão focados nos dados de inflação. Em abril, o CPI subiu 4,2% em relação ao ano anterior, o aumento mais forte desde 2008. Se os preços continuarem a subir, isso pode fazer com que o Federal Reserve recue em suas políticas menos restritivas.

Vale destacar também que, no fim de semana, os países do G-7 chegaram a um acordo sobre a reforma tributária global, pedindo que as maiores corporações do mundo paguem pelo menos 15% de imposto sobre seus ganhos. Isso é mais baixo do que a sugestão inicial do governo de Joe Biden de uma taxa mínima de 21%, o que não atraiu muito entusiasmo em outros países. Grandes empresas, incluindo Facebook e Google, responderam favoravelmente ao acordo, o que pode facilitá-lo.

Na Europa, os mercados fecharam majoritariamente no azul, enquanto nos da Ásia e Pacífico, a tendência ficou no vermelho.

Na Índia, a pandemia parece menos feroz, com novos casos diários na casa dos 100 mil, um terço do que era há uma mês, e novos mortos diários na patamar dos 2 mil a 2,5 mil, mais ou menos como no Brasil, que não consegue vacinar em velocidade e não consegue diminuir as curvas de infectados.

Nova York

  • S&P: -0,08%
  • Nasdaq: +0,49%
  • Dow Jones: -0,36%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,20%
  • DAX (Alemanha): -0,10%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,12%
  • CAC (França): +0,43%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,83%
  • FTSE MIB (Itália): +0,99%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +0,21%
  • SZSE Component (China): -0,06%
  • China A50 (China): -0,34%
  • DJ Shanghai (China): +0,11%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,33%
  • SET (Tailândia): +0,07%
  • Nikkei (Japão): +0,27%
  • ASX 200 (Austrália): -0,19%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,37%

Brasil: ambiente político e econômico

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central, trouxe mais expectativas de alta para inflação e PIB neste ano, na visão do mercado.

O IPCA, indicador oficial de inflação, foi de 5,31% da semana passada para 5,44% esta semana. É a nona alta consecutiva. Há um mês, a variação de preços era estimada em 5,06%.

Já a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) foi de 3,96% para 4,36%. Há um mês, era de 3,21%. É a sétima alta consecutiva.

A taxa de câmbio para 2021 foi mantida em R$ 5,75%. E a Selic, taxa básica de juros, em 5,75% – era 5,50% há quatro semanas.

A China tem “ajudado” o Brasil a se manter em pé.

Principal origem das importações brasileiras desde 2019, a China continuou avançando sobre o comércio externo brasileiro em 2020. Segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o país asiático foi responsável por 21,9% das compras externas brasileiras no ano passado, com avanços em produtos de tecnologia.

Nos últimos 15 anos, a China apresentou uma evolução considerável no comércio exterior. Em 2006, o país detinha 8,6% das importações brasileiras. Tradicionalmente o principal fornecedor de produtos para o Brasil, a União Europeia viu a participação cair de 20,3% em 2006 para 19,1% no ano passado.

Já a Caixa Econômica Federal disse hoje que atingiu, entre os meses de janeiro a maio de 2021, R$ 52,4 bilhões em concessão de crédito imobiliário, um crescimento de 41,4% em relação ao mesmo período de 2020. Nos cinco primeiros meses do ano, o banco celebrou 240,6 mil novos contratos e mais de 962 mil de pessoas com casa nova. De acordo com o banco, a carteira de crédito imobiliário do banco alcançou R$ 523,1 bilhões em maio, com 5,76 milhões de contratos.

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, os números apontam para um resultado expressivo no segmento de financiamento, no qual a Caixa desponta como líder. Atualmente, o banco tem 68% de participação no mercado imobiliário.

“Foram R$ 52,4 bilhões já contratados nos cinco primeiros meses de 2021 e vamos para R$ 130 bilhões de credito imobiliário em 2021. No ano passado atingimos R$ 116 bilhões, o que já foi um recorde. Então, este ano vamos passar 2020, que já tinha sido um recorde histórico da Caixa Econômica, reforçando a nossa atuação no crédito imobiliário”, disse Guimarães durante live com jornalistas para falar dos resultados do banco.

Vai ser uma semana para ficar atento aos dados. Na quarta-feira (9), sai o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, com os investidores atentos aos impactos dos combustíveis e energia.

Ainda no campo da inflação, saem o IGP-DI, IPC-Fipe e IGP-M na primeira leitura.

Por sua vez, no exterior, são aguardados dados de confiança do consumidor, produção e inflação.

Entretanto, a atenção especial deverá fica com a reunião do Banco Central Europeu sobre a taxa de juros.

Por fim, a inflação nos EUA, com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de maio, também será destaque, na quinta-feira (10).

Além disso, o Ministério da Economia vai propor alteração de tributação sobre investimentos. Aplicações que hoje são isentas, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), passarão a ser taxadas, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

As alíquotas do Imposto de Renda sobre investimentos em renda fixa devem ser unificadas em 15% — atualmente a cobrança varia de 15% a 22,5% a depender do prazo de aplicação.

A pretende apresentar a proposta ao Congresso nas próximas semanas.

No campo político, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reafirmou a importância das reformas estruturantes para garantir um crescimento sustentável da economia brasileira depois da pandemia de Covid-19.

Segundo Lira, o País tem demonstrado sua capacidade de superação da crise, mas é preciso haver uma “imunização econômica”, com a aprovação das reformas tributária, administrativa e outras agendas que modernizam o Estado. Ele também defendeu a aceleração da vacinação da população para o retorno à normalidade.

“Acredito que nos próximos meses nós vamos avançar furiosamente nessa direção. Vamos avançar também velozmente na recuperação da nossa econômica”, afirmou Lira.

Já o “gabinete paralelo” da Saúde entrou na mira da CPI da Pandemia. A comissão deve votar na terça-feira (8) requerimentos para convocar e quebrar sigilos de supostos integrantes do grupo de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro. A reunião está marcada para as 9h.

Os parlamentares querem ouvir o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e o médico Paolo Zanotto. Em setembro do ano passado, eles participaram de um encontro no Palácio do Planalto em que o “gabinete paralelo” defendeu o uso de cloroquina como tratamento contra a covid-19 e pôs em dúvida a eficácia das vacinas contra o coronavírus.

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga dará seu segundo depoimento nesta terça (8).

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 55 subiram e as outras 29 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 111,80 (-0,97%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 28,29 (-0,74%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 33,04 (+2,35%)
  • Petrobras (PETR3): R$ 28,72 (-0,73%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 28,44 (+1,25%)

Maiores altas

  • Azul (AZUL4): R$ 47,20 (+5,57%)
  • Natura (NTCO3): R$ 56,86 (+4,46%)
  • Energisa (ENGI11): R$ 49,01 (+4,21%)
  • Gol (GOLL4): R$ 27,52 (+3,93%)
  • Totvs (TOTS3): R$ 36,15 (+3,61%)

Maiores baixas

  • Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 40,05 (-4,07%)
  • PetroRio (PRIO3): R$ 19,70 (-3,90%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 63,78 (-3,71%)
  • CSN (CSNA3): R$ 44,27 (-2,96%)
  • Marfrig (MRFG3): R$ 18,30 (-2,24%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,28% (56.006,73 pontos)
  • IBrX 50: +0,28% (21.819,44 pontos)
  • IBrA: +0,23% (5.266,14 pontos)
  • SMLL: -0,26% (3.182,66 pontos)
  • IFIX: -0,01% (2.827,51 pontos)
  • BDRX: +0,12% (12.319,43 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (agosto)/barril

  • segunda-feira (7): -0,55% (US$ 71,49)
  • semana: -0,55% (US$ 71,49)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (7): -0,56% (US$ 69,23)
  • semana: -0,56% (US$ 69,23)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (7): +0,55% (US$ 1.902,20)
  • semana: +0,55% (US$ 1.902,20)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (7): +0,59% (US$ 28,06)
  • semana: +0,59% (US$ 28,06)

Com Wisir Research, BDM e CNBC