Bolsa consegue recuperar 1,54% das perdas recentes, impulsionada por FOMC e varejo

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores acelerou nesta quarta-feira (7), ganhando 1,54%, recuperando as perdas recentes e fechando com 127.018,71 pontos. A bolsa brasileira acompanhou Nova York, que voltou a ver seus principais índices no azul.

Na reta final do dia, foram surgindo os primeiros indícios do que era conversado no Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) durante a reunião de 15 e 16 de junho do Federal Open Market Committee (FOMC): internamente, houve atrito entre manter ou não as políticas monetárias mais frouxas. Venceu o pé no freio, sem mudanças repentinas. E venceu a previsibilidade.

No Brasil, dados do varejo vieram abaixo da expectativa, mas nada que desesperasse o investidor, pelo contrário: o futuro próximo parece ser bastante positivo.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 125.093,56 pontos (-0,001%); e na máxima, 127.248,96 pontos (+1,72%).

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O volume financeiro negociado foi de R$ 29,100 bilhões.

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Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (5): -0,55% (126.920,05 pontos)
  • terça-feira (6): -1,44% (125.094,88 pontos)
  • quarta-feira (7): +1,54% (127.018,71 pontos)
  • semana: -0,47%
  • julho: +0,17%
  • 2021: +6,72%

Juros

  • D1F22: -0,17% para 5,76%
  • D1F23: -0,55% para 7,22%
  • D1F24: -1,01% para 7,88%
  • D1F25: -1,08% para 8,24%
  • D1F26: -1,05% para 8,46%
  • D1F27: -0,80% para 8,68%
  • D1F28: +0,57% para 8,86%
  • D1F29: -0,55% para 8,97%
  • D1F30: -0,76% para 9,10%
  • D1F31: -0,22% para 9,20%

Dólar

O dólar segue sua escalada. A moeda norte-americana subiu 0,60% e passou a valer R$ 5,2403.

  • segunda-feira (5): +0,68% a R$ 5,0878
  • terça-feira (6): +2,39% a R$ 5,2092
  • quarta-feira (7): +0,60% a R$ 5,2403
  • semana : +3,67% a R$ 5,2403

Euro

  • segunda-feira (5): +0,63% a R$ 6,0384
  • terça-feira (6): +1,76% a R$ 6,1444
  • quarta-feira (7): +0,60% a R$ 6,1810
  • semana: +2,99% a R$ 6,1810

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +3,60% a R$ 181.009,63
  • Ethereum: +3,68% a R$ 12.367,47
  • Tether: +1,85% a R$ 5,24
  • Cardano: +2,65% a R$ 7,42
  • Binance: +7,76% a R$ 1.764,25

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações subiram em Nova York, após o Federal Reserve mostrar a ata da reunião do FOMC de junho.

Não houve consenso no FOMC, mas a mentalidade predominante era de que não deveria haver pressa e os mercados deveriam estar bem preparados para quaisquer mudanças. A maioria dos membros do Comitê concordou, de acordo com a ata, que a economia ainda não atingiu a referência de “progresso substancial” que o Fed estabeleceu para quaisquer mudanças significativas na política.

“Nas próximas reuniões, os participantes concordaram em continuar avaliando o progresso da economia em direção às metas do Comitê e começar a discutir seus planos para ajustar o caminho e a composição das compras de ativos”, afirma a ata. “Além disso, os participantes reiteraram sua intenção de avisar com bastante antecedência a intenção reduzir o ritmo de compras”.

Em outras palavras: sem sustos, sem mudanças bruscas. Previsibilidade, que é tudo o que o mercado gosta.

No documento, vários dirigentes temem que expectativas de inflação de longo prazo cresçam demais.

Apesar disso, outros dirigentes advertiram que riscos à inflação seguem temporários.

Alta na inflação é, em grande medida, por fatores temporários e ela deve voltar à meta. Os membros olharão para dados de saúde, mercado de trabalho e inflação.

Membros julgaram que a maioria dos impactos da pandemia sobre a economia passaram.

O Fed disse que os indicadores de atividade econômica e emprego têm se fortalecido. De acordo com a ata, os setores mais afetados pela pandemia seguem fracos, mas mostram melhora.

Do outro lado do Atlântico, a Comissão Europeia elevou suas previsões de crescimento para a zona do euro, agora projetando uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,8% este ano e 4,5% para 2022. O braço executivo da União Europeia (UE) havia, anteriormente, projetado uma taxa de crescimento de 4,3% para o bloco de 19 membros em 2021, seguido por 4,4% em 2022.

Os preços do petróleo caíram hoje, continuando uma semana selvagem para o mercado de petróleo. A volatilidade segue um adiamento indefinido das negociações entre a OPEP e seus aliados produtores de petróleo, depois que o grupo não conseguiu chegar a um acordo sobre sua política de produção para agosto e depois.

Nova York

  • S&P: +0,34%
  • Nasdaq: +0,01%
  • Dow Jones: +0,30%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,64%
  • DAX (Alemanha): +1,17%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,71%
  • CAC (França): +0,31%
  • IBEX 35 (Espanha): -0,07%
  • FTSE MIB (Itália): +0,23%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +0,66%
  • SZSE Component (China): +1,86%
  • China A50 (China): +0,56%
  • DJ Shanghai (China): +0,73%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,68%
  • SET (Tailândia): -0,93%
  • Nikkei (Japão): -0,96%
  • ASX 200 (Austrália): +0,90%
  • Kospi (Coreia do Sul): -0,60%

Brasil: ambiente político e econômico

As vendas no varejo subiram 1,4% em maio, após crescimento de 4,9% em abril, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio abaixo do consenso das projeções, que era de alta de 2,4%, mas marca o segundo crescimento consecutivo do setor, que se encontra 3,9% acima do patamar pré-pandemia. No ano, a alta é de 6,8% no ano e, em 12 meses, de 5,4%.

Os diversos setores do varejo vêm de trajetórias diferentes, segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos: “a atividade de tecidos, vestuário e calçados, que teve a maior variação, já havia crescido 6,2%, mas ainda está muito abaixo do que estava antes da pandemia. Além disso, esse setor sofreu outra queda em março deste ano. Então é uma recuperação, mas em cima de uma base de comparação muito baixa”, ponderou.

Quando comparadas a maio do ano passado, as vendas no varejo aumentaram 16,0%.

Os próximos meses para o varejo devem ser positivos. Isto porque é esperada uma recuperação maior da economia. A análise é de um relatório do BTG Pactual (BPAC11).

O relatório do BTG mostrou que a prorrogação das parcelas do auxílio emergencial até outubro ajudam no cenário mais otimista.

Também contam para a projeção mais favorável, o avanço da vacinação. Esta permite uma reabertura mais consistente da economia no terceiro trimestre. A recuperação do mercado de trabalho também está no radar.

Olhando o resultado, o relatório do banco mostrou ainda que a flexibilização das restrições de mobilidade social somado a mais uma parcela da nova rodada do auxílio tornaram o cenário mais resiliente.

O BTG Pactual foi preciso na análise. E o exemplo que consolida tal visão veio do governo do Estado de São Paulo. Em comunicado hoje, o governador João Dória (PSDB) anunciou que o comércio pode abrir até as 23h, todos os dias, a partir desta sexta-feira (9), incluindo bares e restaurantes, diante da regressão de dados como ocupação de UTIs, novos casos e número de mortes diárias por Covid-19.

O mais rico estado da Federação flexibilizar pode dar um impulso à economia nacional. Entretanto, vale ressaltar, não será uma abertura sem cuidado. O governo também anunciou o recebimento de 4 milhões de doses do imunizante CoronaVac, fora do Programa Nacional de Imunização (PMI), o que faria o calendário de vacinação ser ainda mais acelerado e, consequentemente, lastreando a decisão de flexibilizar a abertura da economia.

Outro dado importante veio da inflação. O Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo (IPC) registrou alta de 8,69% nos últimos 12 meses nos domicílios com pessoas com 60 anos ou mais.

O índice de inflação é medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A partir de nesta quarta-feira (7), há o novo recorte que diferencia os impactos nas famílias com pessoas com 60 ou mais.

A inflação, no entanto, foi mais alta no índice em geral. A medição inclui famílias que recebem entre um e dez salários mínimos. Nos últimos 12 meses, o IPC acumula alta de 8,95%. Em junho, o índice teve elevação de 0,81% na medição geral e de 0,7% para as famílias com pessoas com 60 anos ou mais.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 74 subiram, 3 ficaram estáveis (CIEL3, COGN3 e EMBR3) e as outras 7 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 114,40 (+0,29%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 28,05 (+1,37%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,68 (+1,40%)
  • BR Distribuidora (BRDT3): R$ 28,67 (+0,24%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 24,88 (+0,73%)

Maiores altas

  • Locamerica (LCAM3): R$ 28,80 (+5,46%)
  • Localiza (RENT3): R$ 66,35 (+5,42%)
  • Raia Drogasil (RADL3): R$ 25,90 (+5,07%)
  • Rumo (RAIL3): R$ 20,27 (+4,70%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 22,01 (+4,46%)

Maiores baixas

  • PetroRio (PRIO3): R$ 19,84 (-1,98%)
  • CVC (CVCB3): R$ 26,04 (-0,95%)
  • Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 37,33 (-0,40%)
  • Braskem (BRKM5): R$ 58,83 (-0,32%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 77,27 (-0,27%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +1,37% (54.931,85 pontos)
  • IBrX 50: +1,39% (21.418,25 pontos)
  • IBrA: +1,33% (5.176,55 pontos)
  • SMLL: +0,82% (3.115,10 pontos)
  • IFIX: +0,03% (2.762,35 pontos)
  • BDRX: +0,81% (13.487,46 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (setembro)/barril

  • segunda-feira (5): +1,30% (US$ 77,16)
  • terça-feira (6): -3,41% (US$ 74,53)
  • quarta-feira (7): -1,48% (US$ 73,43)
  • semana: -3,59% (US$ 73,43)

Petróleo WTI (agosto)/barril

  • segunda-feira (5): feriado
  • terça-feira (6): -2,38% (US$ 73,37)
  • quarta-feira (7): -1,59% (US$ 72,20)
  • semana: -3,97% (US$ 72,20)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (5): +0,49% (US$ 1.792,00)
  • terça-feira (6): +0,71% (US$ 1.796,05)
  • quarta-feira (7): +0,53% (US$ 1.803,75)
  • semana: +1,73% (US$ 1.803,75)

Prata (setembro)/onça-troy

  • segunda-feira (5): -0,37% (US$ 26,60)
  • terça-feira (6): -0,96% (US$ 26,25)
  • quarta-feira (7): -0,25% (US$ 26,24)
  • semana: -1,58% (US$ 26,24)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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