Bolsa consegue recuperação de 0,83%, após a forte queda do dia anterior

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores conseguiu recuperar um pouco da queda de ontem, com alta de 0,83% nesta quinta-feira (13), fechando em 120.705,91 pontos, seguindo a alta robusta vista em Nova York.

Os dados econômicos que continuaram chegando dos Estados Unidos, após a alta acima do esperado da inflação divulgada ontem, mantiveram os agentes do mercado preocupados, apesar de uma ou outra boa notícia – como o número de pedidos de seguro-desemprego, que ficou abaixo da projeção.

No Brasil, enquanto a reforma tributária não anda, a privatização dos Correios dá alguns passos e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia segue emparedando o governo Jair Bolsonaro (sem partido), que parte para a agressão verbal.

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 119.711,29 pontos (+0,001%); e na máxima, 121.426,36 pontos (+1,43%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 34,370 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

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  • segunda-feira (10): -0,11% (121.909,03 pontos)
  • terça-feira (11): +0,87% (122.964,01 pontos)
  • quarta-feira (12): -2,65% (119.710,03 pontos)
  • quinta-feira (13): +0,83% (120.705,91 pontos)
  • semana: -1,09%
  • maio: +1,52%
  • 2021: +1,41%

Dólar

O dólar ganhou mais um pouco de terreno nesta quinta. A moeda norte-americana subiu 0,15%, valendo R$ 5,3133.

  • segunda-feira (10): +0,07% a R$ 5,2320
  • terça-feira (11): -0,18% a R$ 5,2227
  • quarta-feira (12): +1,59% a R$ 5,3055
  • quinta-feira (13): +0,15% a R$ 5,3133
  • semana : +1,63% a R$ 5,3133

Euro

  • segunda-feira (10): -0,46% a R$ 6,3401
  • terça-feira (11): -0,01% a R$ 6,3391
  • quarta-feira (12): +1,02% a R$ 6,4050
  • quinta-feira (13): +0,12% a R$ 6,4125
  • semana: +0,77% a R$ 6,4125

Criptomoedas*

  • Bitcoin: -9,60% a R$ 260.915,10
  • Ethereum: -10,07% a R$ 19.523,82
  • Binance: -13,77% a R$ 2.949,97

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações dos EUA voltaram a subir hoje, após a queda acentuada de ontem.

A preocupação dos investidores vêm de uma possível alta as taxas de juros, que pode ser desencadeada por uma inflação que veio mais forte do que o esperado.

E há outro dado alarmante. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) dos Estados Unidos subiu 0,6% em abril, informa o Departamento de Trabalho nesta quinta-feira (13).

A previsão do mercado era de alta de 0,3% em abril.

Comparativamente, em março, os preços haviam subido 1% e, em fevereiro, 0,5%. Na comparação anual, os preços de março subiram 6,2%.

O núcleo de preços, que exclui alimentos e combustíveis, subiu 4,6% em 12 meses.

Este é o maior avanço já registrado desde que o indicador passou a ser monitorado, em novembro de 2010.

Na questão do emprego, ao menos, um indicador segue dando alívio. Os pedidos iniciais por seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram abaixo de 500 mil na semana.

O resultado divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho aponta 473 mil reivindicações, ante 490 mil projetadas pelo mercado.

Na semana passada, havia sido comemorada a marca abaixo de 500 mil pedidos pela primeira vez desde o início da pandemia, com o registro de 498 mil pedidos. No entanto, esta semana o número foi corrigido para 507 mil.

Os dados sobre o emprego nos EUA são acompanhados com especial atenção, porque os números acima da expectativa reforçam a tese de que a economia se recupera rapidamente e que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, pode ser forçado a subir os juros mais cedo do que o anunciado (2023) para conter a inflação.

Os mercados europeus seguiram a tendência negativa observada nos da Ásia-Pacífico, ainda impactados pelos dados de inflação dos EUA.

Nova York

  • S&P: +1,22%
  • Nasdaq: +0,72%
  • Dow Jones: +1,29%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,16%
  • DAX (Alemanha): +0,33%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,59%
  • CAC (França): +0,14%
  • IBEX 35 (Espanha): -0,46%
  • FTSE MIB (Itália): +0,14%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): -0,96%
  • SZSE Component (China): -1,05%
  • China A50 (China): -1,12%
  • DJ Shanghai (China): -1,08%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -1,67%
  • SET (Tailândia): -1,51%
  • Nikkei (Japão): -2,49%
  • ASX 200 (Austrália): -0,88%
  • Kospi (Coreia do Sul): -1,25%

Brasil: ambiente político e econômico

O Banco Central divulgou hoje o IBC-Br, Índice de atividade econômica considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Em março, o indicador recuou 1,59%, resultado bem melhor do que a queda de 3,3% projetada pelo mercado.

Na comparação anual, com março de 2020, o índice subiu 6,26%, também acima da projeção de 5,9%. o trimestre, há avanço de 2,3%. E, em 12 meses, queda de 3,37%.

Em Brasília, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta de reforma tributária, voltou a defender que o imposto sobre consumo seja único e amplo.

Seu posicionamento foi contrário ao defendido por Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, que defende o fatiamento da reforma e, em um primeiro momento, a criação de um imposto sobre o consumo que substitua apenas tributos federais (PIS e Cofins).

“Espero que esse movimento que o presidente Arthur Lira fez seja no sentido de avançar em uma reforma ampla, trazendo para o plenário da Câmara dos Deputados esse debate, que é fundamental ao país”, disse Ribeiro.

“Em um contexto de redução das taxas de crescimento da economia mundial, quadro agravado pela crise sanitária, econômica e financeira provocada pela pandemia de Covid-19, urge avançarmos no aperfeiçoamento do sistema tributário brasileiro, como fator essencial de estímulo ao crescimento da economia, com vistas à geração e à formalização de empregos, e ao aumento no nível de renda da população”, completou.

O Ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), disse ontem (12) que caberá ao Congresso Nacional definir o modelo de privatização dos Correios, estatal 100% pública.

A urgência do Projeto de Lei (PL) 591/21 que trata da exploração dos serviços postais pela iniciativa privada foi aprovada no dia 20 de abril e aguarda deliberação sobre o mérito. O regime permite acelerar a análise do texto, mas ainda não foi definida a data de votação do mérito do projeto.

Faria participou de uma audiência na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados para tratar das prioridades da pasta para o ano de 2021. De acordo com o ministro, ao entregar o projeto de privatização, o governo optou por deixar o Congresso definir o modelo de privatização da empresa, que leva encomendas a todo o território nacional.

E tem a CPI. A sessão de ontem (12) foi destruidora para o governo federal. Fabio Wajngarten, ex-secretário especial de Comunicação Social do governo de Jair Bolsonaro, deu o depoimento mais conturbado desde a instalação da comissão.

O depoimento foi marcado por bate-boca, acusações de mentiras e até pedido de prisão de Wajngarten, feito pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que, se depender dele, não mandaria prender Wajngarten. “Não sou carcereiro de ninguém”, declarou. Ele encaminhou o depoimento do ex-secretário ao Ministério Público. O ex-secretário seguidamente mentiu ou entrou em contradição diante dos senadores.

O filho do presidente, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), chegou a chamar Calheiros de “vagabundo” e a discussão ficou mais ríspida.

Na sessão de hoje (13), com Carlos Murillo, presidente da farmacêutica norte-americana Pfizer para a América Latina, a situação do governo federal se agravou ainda mais. O executivo disse que a primeira oferta de vacinas ao governo brasileiro foi feita em agosto do ano passado.

De acordo com Murillo, na ocasião, no dia 14 de agosto, foram feitas duas ofertas vinculantes de vacinas. Uma tinha previsão de entrega de 30 milhões de doses e uma segunda de 70 milhões de doses do imunizante. As vacinas foram desenvolvidas em parceria com a alemã BioNTech.

Além disso, o executivo da Pfizer afirmou ainda que, no dia 26 de agosto, foi feita uma terceira proposta, de 30 milhões de doses da vacina. Em nenhum momento o governo foi proativo em buscar saídas para a negociação. Simplesmente ignorou a negociação, o que levou senadores a achar que a escolha por não ter vacinas no país foi deliberada.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 65 subiram, 1 ficou estável (SULA11) e as outras 18 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 112,49 (-1,61%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 24,99 (+0,85%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 28,37 (+2,90%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 66,81 (-2,35%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 24,66 (+2,32%)

Maiores altas

  • Yduqs (YDUQ3): R$ 29,95 (+9,67%)
  • Eletrobras (ELET3): R$ 40,11 (+6,90%)
  • Equatorial (EQTL3): R$ 24,30 (+4,74%)
  • Via (VVAR3): R$ 12,22 (+4,44%)
  • Eletrobras (ELET6): R$ 40,03 (+4,14%)

Maiores baixas

  • Usiminas (USIM5): R$ 21,36 (-4,47%)
  • Marfrig (MRFG3): R$ 18,40 (-3,77%)
  • Locaweb (LWSA3): R$ 22,17 (-3,52%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 181,91 (-3,05%)
  • CSN (CSNA3): R$ 47,71 (-3,46%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,55% (52.200,79 pontos)
  • IBrX 50: +0,44% (20.398,08 pontos)
  • IBrA: +0,61% (4.912,35 pontos)
  • SMLL: +0,92% (2.885,97 pontos)
  • IFIX: -0,12% (2.827,60 pontos)
  • BDRX: +0,91% (15.520,49 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (julho)/barril

  • segunda-feira (10): +0,06% (US$ 68,32)
  • terça-feira (11): +0,34% (US$ 68,55)
  • quarta-feira (12): +1,12% (US$ 69,32)
  • quinta-feira (13): -3,27% (US$ 67,05)
  • semana: -1,75% (US$ 67,05)

Petróleo WTI (junho)/barril

  • segunda-feira (10): +0,03% (US$ 64,92)
  • terça-feira (11): +0,55% (US$ 65,28)
  • quarta-feira (12): +1,22% (US$ 66,08)
  • quinta-feira (13): -3,42% (US$ 63,82)
  • semana: -1,62% (US$ 66,08)

Ouro (junho)/onça-troy

  • segunda-feira (10): +0,34% (US$ 1.837,60)
  • terça-feira (11): -0,08% (US$ 1.836,10)
  • quarta-feira (12): -0,72% (US$ 1.822,80)
  • quinta-feira (13): +0,06% (US$ 1.824,00)
  • semana: -0,40% (US$ 1.824,00)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (10): -0,48% (US$ 27,35)
  • terça-feira (11): +0,62% (US$ 27,66)
  • quarta-feira (12): -1,59% (US$ 27,23)
  • quinta-feira (13): -0,27% (US$ 27,17)
  • semana: -1,72% (US$ 27,17)

Com Wisir Research, BDM e CNBC