Bolsa cai 0,49%, perde os 130 mil pontos e tem semana negativa

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores caiu 0,49% nesta sexta-feira (11), encerrando a semana em 129.441,03 pontos. Depois de três semanas positivas, o Ibovespa tem uma negativa, com menos 0,53%. Os investidores adotaram a cautela, à espera da grande quarta-feira (16), que terá reunião do Comitê de Política Econômica (Copom), do Banco Central (BC), no Brasil; e do Federal Reserve (Fed), para onde os olhos de todo o mundo se voltarão.

Em Nova York, os índices fecharam mistos, mas perto da estabilidade, com os agentes de mercado ainda tentando diferir os números da inflação nos Estados Unidos.

De imediato, no cenário doméstico, houve uma surpresa positiva com o setor de serviços, com os dados divulgados hoje acima do esperado pelo mercado. Mas ainda há muito terreno para percorrer, diante de uma pandemia que não arrefece – e nem poderia, já que não há mais medidas restritivas sensíveis nos municípios, onde se vê o comércio praticamente todo em funcionamento, nem avanço consistente da vacinação.

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 128.677,81 pontos (-1,07%); e na máxima, 130.294,45 pontos (+0,17%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 20,050 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (7): +0,50% (130.776,27 pontos)
  • terça-feira (8): -0,76% (129.787,11 pontos)
  • quarta-feira (9): +0,09% (129.906,80 pontos)
  • quinta-feira (10): +0,13% (130.076,17 pontos)
  • sexta-feira (11): -0,49% (129.441,03 pontos)
  • semana: -0,53%
  • junho: +2,56%
  • 2021: +8,76%

Dólar

O dólar acelerou nesta sexta. A moeda norte-americana subiu 1,12% e passou a valer R$ 5,1227.

  • segunda-feira (7): +0,03% a R$ 5,0369
  • terça-feira (8): -0,05% a R$ 5,0345
  • quarta-feira (9): +0,69% a R$ 5,0692
  • quinta-feira (10): -0,07% a R$ 5,0658
  • sexta-feira (11): +1,12% a R$ 5,1227
  • semana : +1,73% a R$ 5,0658

Euro

  • segunda-feira (7): +0,11% a R$ 6,1495
  • terça-feira (8): -0,40% a R$ 6,1251
  • quarta-fira (9): +0,64% a R$ 6,1646
  • quinta-feira (10): -0,21% a R$ 6,1517
  • sexta-feira (11): +0,88% a R$ 6,2060
  • semana: +1,03% a R$ 6,2060

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +5,10% a R$ 191.515,64
  • Ethereum: +0,50% a R$ 12.330,68
  • Tether: +1,83% a R$ 5,12
  • Cardano: -1,66% a R$ 7,51
  • Binance: +4,58% a R$ 1.824,37

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações dos EUA flutuaram hoje e fecharam sem direção definida. O mercado tentou aproveitar os ganhos de ontem, com os investidores ignorando a inflação que subiu em seu ritmo mais rápido desde 2008. O Índice de Preços ao Consumidor saltou 5% em maio em relação ao ano anterior, a um ritmo ligeiramente superior ao esperado.

“Embora a inflação de maio tenha chegado acima das estimativas, o mercado não ficou muito surpreso e digeriu os dados como transitórios”, disse Craig Johnson, estrategista técnico de mercado da Piper Sandler, para a CNBC. “O mercado de tesouraria parecia estar de acordo com a perspectiva temporária de inflação”.

A CBNC aponta que “talvez o incentivo às ações tenha sido a reação do mercado de títulos aos relatórios de alta inflação. O rendimento do Tesouro de 10 anos recuou 1,44% na sexta-feira, após negociação acima de 1,77% no início do ano”.

Enquanto isso, na Europa, os líderes do G-7, os sete países mais ricos do planeta, se reuniram em Cornwall, Reino Unido, onde se espera que concordem em doar 1 bilhão de doses da vacina Covid-19 para países em desenvolvimento, o que não inclui o Brasil.

Os líderes também endossam publicamente um imposto corporativo mínimo global de pelo menos 15%, parte de um acordo mais amplo para atualizar as leis tributárias internacionais.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido subiu 2,3% em abril, em relação a março, de acordo com uma estimativa inicial publicada na sexta-feira, ligeiramente acima das expectativas. O Escritório de Estatísticas Nacionais disse que o PIB permanece 3,7% abaixo do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas agora está 1,2% acima do pico de recuperação inicial em outubro de 2020.

No entanto, as produções industriais, de manufatura e de construção em abril ficaram consideravelmente abaixo do esperado.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P: +0,19%
  • Nasdaq: +0,35%
  • Dow Jones: +0,04%

Nova York (semana)

  • S&P: +0,41%
  • Nasdaq: +1,85%
  • Dow Jones: -0,79%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,75%
  • DAX (Alemanha): +0,78%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,65%
  • CAC (França): +0,83%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,78%
  • FTSE MIB (Itália): +0,31%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,91%
  • DAX (Alemanha): 0,00%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,92%
  • CAC (França): +1,30%
  • IBEX 35 (Espanha): +1,28%
  • FTSE MIB (Itália): +0,57%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): -0,58%
  • SZSE Component (China): -0,62%
  • China A50 (China): -1,05%
  • DJ Shanghai (China): -0,79%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,52%
  • SET (Tailândia): +0,69%
  • Nikkei (Japão): -0,03%
  • ASX 200 (Austrália): +0,13%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,77%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): -0,06%
  • SZSE Component (China): -0,47%
  • China A50 (China): -1,45%
  • DJ Shanghai (China): -0,48%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,10%
  • SET (Tailândia): +1,55%
  • Nikkei (Japão): +0,02%
  • ASX 200 (Austrália): +0,23%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,29%

Brasil: ambiente político e econômico

Em abril, o volume de serviços cresceu 0,7%, acima da projeção do mercado de 0,6%. Em março, houve recuo de 4%.

Na comparação com abril de 2020, o volume de serviços avançou 19,8%, segunda taxa positiva seguida e a mais intensa da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. A expectativa era por 18,2%. A alta expressiva se explica pela baixa base de comparação, já que em abril do ano passado, o país vivia o início da pandemia.

Com o resultado, o setor recuperou uma pequena parte da queda registrada em março (-3,1%), mas ainda está 1,5% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado, período pré-pandemia.

Os resultados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de serviços registrou um avanço melhor do que o esperado, mesmo com os impactos da pandemia de Covid-19.

Duas das cinco atividades registraram crescimento positivo. O grupo Informação e Comunicação cresceu 2,5%. Já Serviços Prestados às Famílias registrou variação positiva de 9,3%.

De acordo com relatório do BTG Pactual (BPAC11), o avanço do segmento de serviços prestados às famílias é explicado em parte pela comparação com 2020, quando o país vivia o início da pandemia.

O documento aponta que há boas perspectivas para os próximos meses: “esperamos resultados positivos para o setor de serviços pela reabertura parcial da economia e pela aceleração do cronograma de vacinação”.

Rodolpho Tobler, economista e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), disse que o ano guarda boas perspectivas. Para ele, os dados demonstram que abril mostra sinais mais favoráveis ao setor.

Porém, visto por outra ótica, percebe-se que os dados traduzem uma compensação apenas em parte do que foi perdido no mês anterior. “Os dados permanecem ainda um pouco abaixo. Há um caminho longo ainda a ser percorrido, mais do que nos outros setores”, avalia.

Ele disse que Serviços Prestados à Família, embora tenha crescido 2,5%, continua 40% abaixo dos níveis pré-pandemia. O mesmo ocorre com os serviços de transportes aéreos.

Para o economista, segmentos que dependem de interação humana ou que pedem aglomeração, sofrem mais. No entanto, o resultado de abril já sugere uma retomada. O que pode ser aprofundado, com o avanço da vacinação.

O maior risco, de acordo com ele, é o surgimento de uma nova onda da pandemia, que pode atrapalhar os planos.

Já a atividade industrial continua elevada no Brasil, conforme dados dos Indicadores Industriais divulgados nesta sexta-feira (11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ao comentar o indicador, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, lembrou que o emprego continua aumentando. “São nove meses de alta no emprego industrial no Brasil. A massa salarial e o rendimento médio para os trabalhadores também aumentaram na passagem de março para abril de 2021”.

De acordo com Azevedo, “apenas o faturamento mostrou queda na comparação do período da pesquisa, mas isso já oscila há alguns meses”.

A avaliação é de que a atividade industrial persistentemente alta reflete a busca pela recomposição de estoques. “Todo esse movimento, com utilização da capacidade instalada elevada e crescimento constante no emprego, é resultado do rápido crescimento do segundo semestre do ano passado e da resiliência na indústria nos primeiros meses do ano”.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 20 subiram e as outras 64 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 114,34 (+2,24%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 28,57 (-0,38%)
  • B3 (B3SA3): R$ 16,13 (+0,81%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 28,04 (-0,39%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 32,75 (-1,18%)

Maiores altas

  • Embraer (EMBR3): R$ 21,02 (+5,10%)
  • BRF (BRFS3): R$ 29,05 (+3,94%)
  • Sabesp (SBSP3): R$ 39,31 (+2,66%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 33,00 (+2,68%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 14,79 (+2,42%)

Maiores baixas

  • Raia Drogasil (RADL3): R$ 26,78 (-4,32%)
  • Iguatemi (IGTA3): R$ 42,48 (-4,00%)
  • Carrefour (CRFB3): R$ 22,65 (-3,98%)
  • Ecorodovias (ECOR3): R$ 12,83 (-3,75%)
  • Cielo (CIEL3): R$ 3,96 (-3,65%)

Maiores altas da semana

  • Embraer (EMBR3): R$ 21,02 (+21,78%)
  • Hering (HGTX3): R$ 34,50 (+6,28%)
  • Lojas Americanas (LAME4): R$ 22,36 (+5,72%)
  • Azul (AZUL4): R$ 46,82 (+4,72%)
  • B2W (BTOW3): R$ 67,32 (+4,62%)

Maiores baixas da semana

  • Cielo (CIEL3): R$ 3,96 (-7,69%)
  • Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 38,66 (-7,40%)
  • Iguatemi (IGTA3): R$ 42,48 (-6,80%)
  • B3 (B3SA3): R$ 16,13 (-6,44%)
  • Multiplan (MULT3): R$ 25,75 (-6,40%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -0,23% (sexta-feira) | -0,36% (semana) (55.644,69 pontos)
  • IBrX 50: +0,08% (sexta-feira) | -0,19% (semana) (21.716,70 pontos)
  • IBrA: -0,29% (sexta-feira) | -0,40% (semana) (5.233,38 pontos)
  • SMLL: -1,11% (sexta-feira) | -0,99% (semana) (3.159,30 pontos)
  • IFIX: -0,09% (sexta-feira) | +0,04% (semana) (2.828,76 pontos)
  • BDRX: +1,04% (sexta-feira) | +2,10% (semana) (12.563,50 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (agosto)/barril

  • segunda-feira (7): -0,55% (US$ 71,49)
  • terça-feira (8): +1,02% (US$ 72,22)
  • quarta-feira (9): 0,00% (US$ 72,22)
  • quinta-feira (10): +0,42% (US$ 72,52)
  • sexta-feira (11): +0,23% (US$ 72,69)
  • semana: +0,70% (US$ 72,69)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (7): -0,56% (US$ 69,23)
  • terça-feira (8): +1,18% (US$ 70,05)
  • quarta-feira (9): -0,13% (US$ 69,96)
  • quinta-feira (10): +0,47% (US$ 70,29)
  • sexta-feira (11): +0,88% (US$ 70,91)
  • semana: +1,37% (US$ 70,91)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (7): +0,55% (US$ 1.902,20)
  • terça-feira (8): -0,15% (US$ 1.895,50)
  • quarta-feira (9): -0,01% (US$ 1.894,30)
  • quinta-feira (10): +0,27% (US$ 1.900,55)
  • sexta-feira (11): -0,89% (US$ 1.879,60)
  • semana: -0,23% (US$ 1.879,60)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (7): +0,50% (US$ 28,02)
  • terça-feira (8): -1,02% (US$ 27,73)
  • quarta-feira (9): +0,98% (US$ 28,00)
  • quinta-feira (10): +0,10% (US$ 28,03)
  • sexta-feira (11): +0,04% (US$ 28,04)
  • semana: +0,61% (US$ 28,04)

Com Wisir Research, BDM e CNBC