Bolsa: Braskem (BRKM5) tem a maior alta desta quarta-feira e Hering (HGTX3), a baixa

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.

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A Braskem (BRKM5) teve a maior alta do Ibovespa nesta quarta-feira (7) com 5,95% para R$ 44,67.

Em relatório do final do mês passado, o Santander reforçou otimismo com os ativos da empresa do ramo petroquímico e reforçando recomendação equivalente à compra para os ativos com preço-alvo das ações de R$ 47.

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De acordo com os analistas, os ativos devem continuar sendo apoiados por uma combinação de sólida demanda se traduzindo em fortes spreads para polietileno (PE), polipropileno (PP) e policloreto de vinila (PVC), cujos preços subiram mais rápido que a nafta, além de avanços positivos em Alagoas e México.

Já a grande queda do dia foi da Hering (HGTX3) com -3,34% para R$ 16,38.

Na última semana, a marca catarinense apresentou seu novo branding, se posicionando como uma plataforma de marcas, que impulsiona negócios e conecta a moda às pessoas.

Além disso, de acordo com BDM, os investidores decidiram deixar as ações do setor de varejo e buscam segmentos mais atrativos em razão da piora da pandemia no país.

Na terça (6), foram registradas mais de 4 mil mortes em 24 horas, mas as estimativas indicam que esse número pode chegar a 5 mil.

Com isso, cresce a pressão por um lockdown nacional, o que deve prejudicar o consumo, justificando essa queda.

Estatais como ferramenta de política pública

Caiu mal para os negócios, na segunda metade do pregão, a declaração de Bolsonaro de que a política de preços da Petrobras pode mudar para dar maior previsibilidade.

Sempre mal-vista pelo investidor, a renovada suspeita de uso das estatais como ferramenta de política pública esvaziou os esforços do Ibovespa de se consolidar acima dos 118 mil pontos.

No fechamento, o índice à vista limitava a alta a 0,11%, aos 117.623 pontos, com giro forte, de quase R$ 32 bilhões.

A falta de fôlego das bolsas em NY também ajudou a roubar as forças.

Ações da Petrobras

Alvo da investida intervencionista do presidente, as ações da Petrobras, que chegaram a subir perto de 1% mais cedo, passaram por instabilidade.

O papel PN (PETR4) zerou a alta (-0,08%), a R$ 24,00, e ON desacelerou rapidamente (+0,46%), para R$ 23,80.

Bancos

Ainda entre as estatais, BB ON (BBAS3), que recentemente também esteve no radar de interferência política, com a troca de Brandão, caiu 0,61%.

Entre os bancos privados, sinal negativo: Bradesco PN BBDC4, -1,05%, a R$ 25,33, e Itaú ITUB4, -0,88%, a R$ 26,89.

A bolsa só não virou para o vermelho, porque contou com a nova máxima histórica da Vale VALE3, a R$ 104,56 (+2,46%), de carona no minério (+1,6%), que disparou as siderúrgicas em bloco: Gerdau PN (GGBR4), +1,89%, Gerdau Metalúrgica (GOAU4) +1,94%, e CSN ON (CSNA3) +1,84%.