Bolsa bate novo recorde e fecha acima de 130 mil pela primeira vez na história

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores fechou a sexta-feira (4) com mais um recorde histórico, ultrapassando a barreira dos 130 mil pontos. Com alta de 0,40%, fechou perto da máxima, com 130.125,78 pontos, na quinta sessão seguida renovando recordes. Com o resultado desta sexta-feira, a semana mais curta encerrou bastante positiva, com mais 3,64%.

Em Nova York, os índices também ficaram no azul, depois da divulgação do Payroll, a folha de pagamentos americana, com resultado sublinhando que a economia norte-americana segue em recuperação, mas ainda demandando estímulos.

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A criação de 559 mil empregos em maio ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 650 mil novos postos de trabalho. A maior economia do mundo continua respondendo bem à reabertura, mas há um bom caminho pela frente ainda.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 129.147,86 pontos (-0,35%); e na máxima, 130.137,29 pontos (+0,41%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 33,200 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (31): +0,52% (126.215,73 pontos)
  • terça-feira (1º): +1,63% (128.267,05 pontos)
  • quarta-feira (2): +1,04% (129.601,44 pontos)
  • quinta-feira (3): feriado
  • sexta-feira (4): +0,40% (130.125,78 pontos)
  • semana: +3,64%
  • junho: +3,10%
  • 2021: +9,33%

Dólar

O dólar continua em queda e chegou ao menor patamar desde março de 2020. A moeda norte-americana caiu 0,95% nesta sexta-feira (4) e passou a valer R$ 5,0356.

  • segunda-feira (31): +0,25% a R$ 5,2249
  • terça-feira (1º): -1,51% a R$ 5,1460
  • quarta-feira (2): -1,20% a R$ 5,0841
  • quinta-feira (3): feriado
  • sexta-feira (4): -0,95% a R$ 5,0356
  • semana : -3,41% a R$ 5,0356

Euro

  • segunda-feira (31): +0,14% a R$ 6,3780
  • terça-feira (1º): -1,32% a R$ 6,2938
  • quarta-feira (2): -1,48% a R$ 6,1966
  • quinta-feira (3): feriado
  • sexta-feira (4): -0,37% a R$ 6,1329
  • semana: -3,03% a R$ 6,1329

Criptomoedas*

  • Bitcoin: -2,58% a R$ 186.184,25
  • Ethereum: -2,30% a R$ 13.561,95
  • Tether: +1,93% a R$ 5,05
  • Cardano: -3,27% a R$ 8,74
  • Binance: -3,60% a R$ 1.984,09

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os índices de ações dos EUA subiram hoje, com o importante relatório de empregos de maio mostrando sólidos ganhos, aumentando a confiança no retorno econômico.

A folha de pagamentos oficial dos Estados Unidos, payroll, apontou a criação de 559 mil empregos em maio, segundo informação divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Bureau of Labor Statistics, do Departamento de Trabalho americano.

A projeção do mercado era maior: 650 mil novas vagas.

A taxa de desemprego recuou para 5,8%, ante leitura prévia de 6,1%.

Os dados de emprego vêm sendo acompanhados de perto pelos investidores, já que são considerados pontos-chave para a política do Federal Reserve (Fed).

Uma leitura abaixo da projeção, como a apresentada em abril e maio, pode sinalizar que o banco central americano não irá mexer nos estímulos tão cedo. Da mesma forma, leituras acima aumentam as apostas em retirada de estímulos em breve. O Fed vem apontando que deve iniciar a retirada pela redução do ritmo das compras de títulos do tesouro. Um aumento na taxa de juros, afirma a instituição, deve ocorrer apenas em 2023.

Na divulgação de abril, o payroll foi frustrante para o mercado, que aguardava ansiosamente por 1 milhão de novos postos de trabalho, mas o anúncio apontou apenas 266 mil vagas. Este número foi corrigido na nova divulgação e ficou em 278 mil vagas.

Em relatório, o BTG Pactual (BPAC11) aponta que, diante do payroll, as medidas expansionistas devem permanecer, pelo menos até que o pleno emprego seja atingido. Com isso, fica reforçada a mensagem do Federal Reserve (Fed), banco central americano, de que os estímulos à economia permanecem necessários.

“O resultado de hoje demonstra que o posicionamento da maioria dos membros do Federal Reserve (Fed) segue em linha com o ritmo de recuperação da economia, ou seja, os incentivos monetários e fiscais estão surtindo efeito, mas o panorama ainda é desafiador”, diz o BTG.

O rendimento do Tesouro de 10 anos caiu ligeiramente após o relatório. Os rendimentos dos títulos saltaram mais nos últimos meses em meio ao aumento das expectativas de inflação.

“Embora os ganhos com empregos tenham sido um tanto modestos em relação às expectativas, a boa notícia é que o número se recuperou do decepcionante fracasso do mês passado”, disse Charlie Ripley, estrategista sênior de investimentos da Allianz Investment Management, à CNBC. “No geral, o relatório de hoje fornece progresso na direção certa”.

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) de serviços da zona do euro ficou em 55,2 pontos em maio, ante 50,5 do mês anterior.

Isso representa o maior nível em pouco menos de três anos, informou a IHS Markit nesta quinta-feira (3).

O avanço acima de 50 mostra que a atividade no bloco se expandiu em ritmo mais forte no último mês. O número final também ficou um pouco acima da leitura prévia de maio, de 55,1.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P: +0,88%
  • Nasdaq: +1,47%
  • Dow Jones: +0,52%

Nova York (semana)

  • S&P: +0,61%
  • Nasdaq: +0,48%
  • Dow Jones: +0,66%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,25%
  • DAX (Alemanha): +0,39%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%
  • CAC (França): +0,12%
  • IBEX 35 (Espanha): -0,59%
  • FTSE MIB (Itália): +0,46%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,46%
  • DAX (Alemanha): +1,11%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,66%
  • CAC (França): +0,49%
  • IBEX 35 (Espanha): -1,48%
  • FTSE MIB (Itália): +1,59%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): +0,21%
  • SZSE Component (China): +0,74%
  • China A50 (China): +0,70%
  • DJ Shanghai (China): +0,33%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,12%
  • SET (Tailândia): -0,37%
  • Nikkei (Japão): -0,40%
  • ASX 200 (Austrália): +0,49%
  • Kospi (Coreia do Sul): -0,23%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): -0,25%
  • SZSE Component (China): +0,12%
  • China A50 (China): -0,83%
  • DJ Shanghai (China): -0,49%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,66%
  • SET (Tailândia): +1,87%
  • Nikkei (Japão): -0,71%
  • ASX 200 (Austrália): +1,61%
  • Kospi (Coreia do Sul): +1,61%

Brasil: ambiente político e econômico

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s Global (S&P Global) manteve a nota da dívida pública brasileira, com perspectiva estável, sem chances de mudanças em breve.

A decisão foi divulgada no fim da tarde desta quarta-feira (2) e ocorre seis meses depois da última avaliação, apresentada em dezembro.

A perspectiva estável significa que a agência não pretende mudar a nota do país na próxima análise. Atualmente, a S&P concede nota BB- para o Brasil, três níveis abaixo do grau de investimento, garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.

Já a IHS Markit informou nesta sexta-feira (4) que a contração do setor de serviços no Brasil desacelerou em maio. De acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), o resultado vem da estabilização no volume de novos trabalhos e em meio a esperanças de progresso da vacinação contra a Covid-19.

O PMI de serviços avançou a 48,3 em maio, depois da mínima em nove meses em abril de 42,9. O índice se aproxima um pouco mais da marca de 50, que separa crescimento de contração.

Isso representa ainda a contração mais fraca no atual período de cinco meses de perdas do indicador. As empresas atribuíram a queda à pandemia de Covid-19 e ao fechamento de empresas. Entretanto, ela foi contida por uma melhora no turismo receptivo e pela conquista de novos clientes entre algumas empresas.

No campo político, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a Medida Provisória (MP) 1034/21, que aumenta a tributação de instituições financeiras, reduz incentivos tributários da indústria química e limita o valor dos veículos comprados com desconto por pessoas com deficiência. A matéria será enviada ao Senado.

O texto aprovado, de autoria do relator, deputado Moses Rodrigues (MDB-SP), incluiu na MP outros temas como a tributação na Zona Franca de Manaus e redistribuição do arrecadado com loterias. A intenção da MP é compensar a diminuição de tributos sobre o óleo diesel e o gás de cozinha.

A MP foi publicada pelo governo no dia 1º de março, quando o presidente Jair Bolsonaro publicou um decreto que zera as alíquotas da contribuição do Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a comercialização e a importação do óleo diesel e do gás liquefeito de petróleo (GLP) de uso residencial.

No mesmo dia, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), leu o ato de criação da comissão especial que vai analisar a reforma administrativa (PEC 32/20).

O colegiado terá 34 membros titulares e igual número de suplentes. A proposta teve a admissibilidade aprovada em maio na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Lira afirmou que vai conversar com os líderes de todos os partidos na semana que vem para discutir os trabalhos da comissão especial e destacou que não haverá mudança para os servidores atuais.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 52 subiram, 2 ficaram estáveis (JHSF3 e TIMS3) e as outras 30 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4): R$ 28,50 (+1,57%)
  • Vale (VALE3): R$ 112,90 (-1,66%)
  • Petrobras (PETR3): R$ 28,93 (+1,22%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 32,28 (+2,09%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 28,09 (-0,11%)

Maiores altas

  • CVC (CVCB3): R$ 27,11 (+7,41%)
  • Braskem (BRKM5): R$ 58,91 (+5,35%)
  • Iguatemi (IGTA3): R$ 45,58 (+5,02%)
  • Multiplan (MULT3): R$ 27,51 (+4,80%)
  • BR Malls (BRML3): R$ 11,75 (+4,35%)

Maiores baixas

  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 14,51 (-3,20%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 17,26 (-3,14%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 32,46 (-2,79%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 19,05 (-2,76%)
  • BRF (BRFS3): R$ 28,65 (-2,48%)

Maiores altas da semana

  • Via (VVAR3): R$ 14,55 (+14,39%)
  • Braskem (BRKM5): R$ 58,91 (+13,86%)
  • Cosan (CSAN3): R$ 24,60 (+12,23%)
  • BRF (BRFS3): R$ 28,65 (+11,26%)
  • Ultrapar (UGPA3): R$ 21,14 (+10,91%)

Maiores baixas da semana

  • Locaweb (LWSA3): R$ 24,29 (-7,22%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 58,60 (-4,78%)
  • Klabin (KLBN11): R$ 25,38 (-3,09%)
  • Sul América (SULA11): R$ 33,73 (-3,07%)
  • Hering (HGTX3): R$ 32,46 (-2,81%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,20% (sexta-feira) | +3,31% (semana) (55.847,60 pontos)
  • IBrX 50: +0,07% (sexta-feira) | +3,46% (semana) (21.757,99 pontos)
  • IBrA: +0,23% (sexta-feira) | +3,23% (semana) (5.254,19 pontos)
  • SMLL: +1,08% (sexta-feira) | +3,29% (semana) (3.191,02 pontos)
  • IFIX: +0,21% (sexta-feira) | +0,57% (semana) (2.827,76 pontos)
  • BDRX: -0,44% (sexta-feira) | -2,75% (semana) (12.305,12 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (agosto)/barril

  • segunda-feira (31): +0,90% (US$ 69,32)
  • terça-feira (1º): +1,37% (US$ 70,25)
  • quarta-feira (2): +1,56% (US$ 71,35)
  • quinta-feira (3): -0,06% (US$ 71,31)
  • sexta-feira (4): -0,06% (US$ 71,31)
  • semana: +3,83% (US$ 71,35)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (31): +0,90% (US$ 66,91)
  • terça-feira (1º): +2,11% (US$ 67,72)
  • quarta-feira (2): +1,64% (US$ 68,83)
  • quinta-feira (3): -0,03% (US$ 68,81)
  • sexta-feira (4): -0,03% (US$ 68,81)
  • semana: +4,65% (US$ 68,83)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (31): +0,22% (US$ 1.909,50)
  • terça-feira (1º): -0,06% (US$ 1.904,25)
  • quarta-feira (2): +0,26% (US$ 1.909,90)
  • quinta-feira (3): -1,90% (US$ 1.873,55)
  • sexta-feira (4): +0,99% (US$ 1.889,80)
  • semana: -0,49% (US$ 1.889,80)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (31): +0,45% (US$ 28,14)
  • terça-feira (1º): -0,21% (US$ 28,07)
  • quarta-feira (2): +0,61% (US$ 28,27)
  • quinta-feira (3): -2,38% (US$ 27,53)
  • sexta-feira (4): +1,50% (US$ 27,89)
  • semana: -0,03% (US$ 27,89)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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