Boeing, que mantém oferta pela Embraer (EMBR3), tenta levantar empréstimos de US$ 10 bilhões nos EUA

Omar Salles
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Crédito: Reprodução / Wikimedia Commons

A fabricante americana de aviões Boeing, que negocia a aquisição da fabricante brasileira Embraer (EMBR3), tenta levantar US$ 10 bilhões ou mais com os bancos americanos, à medida que se arrasta uma solução para o problema das suas novas aeronaves 737 Max, proibidos de levantar voo. Segundo matéria publicada hoje pela CNBC News, quatro bancos, todos dos Estados Unidos, se prontificaram a fazer um empréstimo para a Boeing: Bank of America, Citigroup, Wells Fargo e JP Morgan.

Segundo as fontes, a Boeing já teria assegurado US$ 6 bilhões. Analistas de mercado dizem que a Boeing ainda não enfrenta uma crise de liquidez, mas os atrasos que a empresa enfrenta para resolver os problemas no 737 Max – incluída uma falha de software descoberta semana passada – podem aumentar os custos de capital e as garantias pedidas pelos bancos.

Na semana passada, a agência de classificação de risco Moody’s informou que colocou a nota da Boeing sob revisão.

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A emissora CNN também abordou a difícil situação da fabricante americana de aviões em outra matéria nesta segunda-feira. Segundo a reportagem, não existe prazo para a agência de aviação civil dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) liberar os voos dos 737 Max.

Centenas de aeronaves estão estacionadas nos hangares de aeroportos nos EUA e no mundo inteiro, impossibilitadas de voar. No ano passado, dois acidentes envolvendo o 737 Max mataram 346 pessoas.

“Possivelmente, neste ano”, limitou-se a dizer a FFA, quando questionada pela CNN quando o 737 Max poderá voar novamente.