Boeing levanta US$ 25 bilhões em oferta de bônus e descarta ajuda federal

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

A Boeing comunicou que não planeja aceitar a ajuda federal do governo, após conseguir levantar US$ 25 bilhões em uma oferta de títulos. A venda foi considerada a maior realizadas com as dívidas da empresa. A qual prevê também prejuízos no futuro devido ao coronavírus. Desde o início da pandemia, muitas viagens aéreas foram canceladas. As informações são da CNBC.

“Não planejamos buscar financiamento adicional através do mercado de capitais ou das opções do governo dos EUA no momento”, afirmou a Boeing no comunicado.

Anteriormente, a Boeing havia buscada ajuda federal em cerca de US$ 60 bilhões. O auxílio viria para a empresa junto a sua cadeia de suprimentos. Incluindo a General Electric e a Spirit Aerosystems.

A oferta de títulos da Boeing

Devido a situação da empresa, o Congresso havia aprovado US$ 17 bilhões em empréstimos federais. Para as empresas consideradas de interesse na segurança nacional, a qual a Boeing se encaixava. Mas, diante dessa opção o CEO da Boeing, Dave Calhou recusou a oferta.

A qual, teria a possibilidade de fornecer ao governo uma participação acionária em troca da ajuda. Dave recusou a oferta comentando que havia outras opções em análise sobre a mesa.

Greg Smith, CFO da Boeing agradeceu o apoio do governo Trump pelas medidas de estímulo. Além de chamar a resposta dos investidores à venda das dívidas da Boeing em “uma prova da confiança que o mercado tem em nossos negócios, pessoas e nosso futuro.”

Aos investidores, o CEO da empresa, Dave Calhou falou que o objetivo agora é direcionar a empresa com foco para garantir a liquidez. Mesmo durante a crise atual do coronavírus.

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