Boa Vista (BOAS3): ações disparam 15,16% em estreia na bolsa

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Boa Vista estreia na bolsa

As ações do Boa Vista (BOAS3) estrearam com alta nesta quarta-feira (30) na Bolsa de Valores.

Ao final da sessão, as ações foram cotadas a R$ 14,05, valorização de 15,16%, e acima do preço fixado no IPO, de R$ 12,50.

O preço da ação ficou acima da faixa indicativa que ia de R$ 10,80 e R$ 13,60.

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Na mínima do pregão, os papéis do Boa Vista valiam R$ 12,85. Na máxima, foram negociados a R$ 14,68.

Nesta quarta, o Ibovespa avançou 1,09%, aos 94.603,38 pontos.

A oferta, desta forma, movimentou no total R$ 2,17 bilhões, com a venda de 83,3 milhões de ações.

Foram R$ 1,3 bilhão na oferta primária, ou seja, os recursos vão para o caixa da empresa, e R$ 870 milhões na oferta secundária, com a venda dos papéis do fundo de private equity TMG Capital e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro. A distribuição foi coordenada pelos bancos JPMorgan, Citi e Morgan Stanley.

Investimento e aquisições

De acordo com a Boa Vista, os recursos serão utilizados para a criação de uma fábrica de algoritmos e para aquisições, a fim de desenvolver e fortalecer a presença no mercado direto ao consumidor. Com isso, a empresa pretende acelerar capacidades analíticas, capturar a demanda por ferramentas de gerenciamento de riscos antifraude, acelerar o crescimento no segmento de Marketing Services e ampliar a presença no mercado de recuperação de recebíveis.

A estreia da empresa na bolsa ocorre em meio a desistência de outras companhias de abrir capital. Junto com ela, estrearia hoje também a Compass, controlada pela Cosan, que desistiu do processo na segunda-feira (28), em razão da deterioração das condições do mercado. Nas últimas semanas, outras três empresas que tinham anunciado abertura de capital em meio ao boom deste ano também cancelaram.

Um dos fatores que ajudou na performance da Boa Vista em comparação a outras companhias com relação à demanda e à precificação do papel foi a perspectiva positiva para o mercado de crédito no Brasil. Com a taxa Selic no menor nível da história e sem previsão de alta, os empréstimos em geral tendem a crescer.

A Boa Vista é uma empresa de informações de crédito, que administra um banco de dados com informações comerciais e cadastrais de mais de milhões de empresas e consumidores com atuação em todo território nacional.

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