BNP Paribas projeta PIB Brasil menor que da América Latina para 2021

Paulo Amaral
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Crédito: Site Fecomercio MS

Dois dias depois de o Banco Mundial ter divulgado as projeções pessimistas para a economia brasileira no comparativo com os demais países, foi a vez do BNP Paribas soltar o que espera para o PIB do País.

Assim como havia feito a outra instituição financeira, o BNP Paribas também projetou que o PIB do Brasil para 2021 será menor do que os países da América Latina e região.

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Os números de ambas as projeções, aliás, são bastante similares. Segundo o Banco Mundial, os países da América Latina e Caribe devem acumular crescimento de 3,7% no ano. O BNP Paribas, por sua vez, projetou alta de 3,6% para a região.

Ambos, no entanto, concordaram sobre o crescimento do Brasil. Para o Banco Mundial e para o BNP Paribas, o PIB brasileiro em 2021 avançará 3%, abaixo da média global e dos países vizinhos.

“Eu tenho dificuldade de ver um cenário benéfico para este primeiro semestre por causa desse balanço de forças”, comentou o economista-chefe do banco BNP Paribas no Brasil, Gustavo Arruda, ao G1.

Os destaques da região, de acordo com a instituição, ficarão por conta de Argentina, Chile e Colômbia, que têm crescimento estimado em 5% para o ano. O México, assim como o Brasil, deve avançar 3%.

BNP Paribas alerta para agenda fiscal

Na visão do banco, é necessário estar atento a agenda fiscal do Brasil e dos demais países da América Latina para adaptar o cenário do PIB de cada país de acordo com o aumento dos gastos, fato que vem se tornando normal em meio à pandemia de coronavírus.

“A política a e questão fiscal estão na pauta de todos os países da América Latina, claro que em diferentes graus e níveis de risco. Mas vamos ficar discutindo sobre esses dois temas o ano todo” pontuou Arruda.

Entre os principais países do bloco, vale destacar que México e Argentina passarão por eleição para o Congresso neste ano, enquanto o Chile deve definir em abril os integrantes da Assembleia Constituinte.

O Brasil, por sua vez, terá eleição para a presidência da Câmara e do Senado já em fevereiro, fato que certamente começará a esquentar a disputa também pela cadeira de presidente, no pleito de 2022.

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