BNDES: Presidente diz que PPPs são “3ª opção” e descarta mudanças

Paulo Amaral
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Gustavo Montezano, presidente do BNDES, afirmou terça-feira que as parcerias público-privadas (PPPs) são a 3ª opção da instituição e rechaçou mudanças.

Na visão do principal executivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a possibilidade de atrair investimentos ao Brasil nos próximos anos não será por meio desse modelo de negócios.

“Naturalmente, nós preferimos as privatizações como primeira opção, depois as concessões, e a PPP como terceira opção”, pontuou, para, na sequência, justificar sua tese.

“Como vemos hoje, e especialmente depois dessa crise que vivemos, a situação fiscal do governo federal e dos Estados é muito apertada. Para estruturar PPPs, o ponto crítico agora é como garantir o investimento do lado do governo. É por isso que não vemos ainda um crescimento das PPPs no Brasil, e eu ficarei surpreso se virmos um aumento na quantidade de PPPs nos próximos anos”.

BNDES entrega mais ao PPI

De acordo com o presidente Montezano, o Brasil é hoje possivelmente o país com o maior leque aberto de projetos para a iniciativa privada no globo.

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A carteira de ativos do BNDES, por exemplo, teve 121 projetos de desestatização em 2020. Segundo Montezano, justamente por isso a instituição pode “entregar mais” funcionando como um prestador de serviços ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

“Quando analisamos as perspectivas de leilões, haverá demanda para bons projetos em setores com regulação apropriada”.

O executivo do BNDES vê o País caminhando para uma revolução em infraestrutura, com ambiente centrado em disciplina fiscal e bons projetos.

“Poucos países no mundo têm uma governança federal com essa disciplina de desenvolvimento de projetos”, concluiu.