BNDES deve vender suas ações da JBS (JBSS3) de uma vez apenas em junho

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução - JBS

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve se desfazer das suas ações da JBS (JBSS3) de uma vez e não em duas tranches, como se imaginava inicialmente. A fatia de 21,32% que o banco de fomento tem do frigorífico deve ser vendida de uma vez, mas apenas em junho. A decisão ainda não foi tomada, informa o Estadão.

“Após a oferta de R$ 22 bilhões da Petrobras, que teve muita demanda, a percepção é de ser possível vender os R$ 15 bilhões – valor de mercado atual – de uma única vez. Motivo: o forte apetite dos investidores por renda variável”, informa o jornal paulista.

BNDES se desfaz de ações

Bradesco BBI, BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch (Bofa), Itaú BBA e UBS Brasil coordenam a operação. O rol de bancos está acertado desde dezembro de 2019, mas a venda das ações da Marfrig passou na frente.

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O banco vendeu no final do ano a fatia de 34% que detinha da Marfrig. Assim, colocou em seu caixa cerca de R$ 2 bilhões com a venda dos papéis.

Em 2020, a carteira de ações do banco, hoje de R$ 120 bilhões, com o movimento de venda, deve terminar o ano abaixo de R$ 80 bilhões, conforme promessa de Gustavo Montezano, presidente do BNDES desde julho.

Uma das questões para a operação da JBS ainda é o preço. A ação vale R$ 25. Em setembro, entretanto, estava na casa dos R$ 32. O mercado acredita que até a operação ser colocada em prática, o problema com o Covid-19 tenha se amenizado e os papéis voltem a se valorizar.

Segundo informa o Estadão, “a JBS é a segunda posição em renda variável do BNDES, respondendo por mais de 15% do total da carteira. A primeira segue sendo a Petrobras, mesmo após a venda das ações com direito a voto da petroleira na semana passada, que injetou R$ 22 bilhões no caixa do banco de fomento. Isso porque a instituição ainda tem participação relevante em ações preferenciais, aquelas sem direito a voto, que valem cerca de R$ 30 bilhões. Essa fatia, contudo, será vendida em operações em Bolsa, ao longo do ano”.

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