BNDES anuncia mais R$ 2 bilhões para saúde e detalha folha

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil/Tomaz Silva

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) colocou à disposição do mercado R$ 2 bilhões direcionados a empresas que atuam no segmento de saúde e também detalhou o encaminhamento de outros R$ 40 bilhões destinados à folha de pagamento das companhias. O anúncio foi feito na tarde deste domingo (29).

Presidente do Banco, Gustavo Montezano explicou que R$ 2 bilhões serão destinados a empresas do segmento de saúde. “Tratam-se de companhias que compram, produzam ou transportam produtos e equipamentos para combate ao coronavírus”, disse.

E acrescentou: “já temos trinta empresas mapeadas que vão utilizar parte destes R$ 2 bilhões”, frisou, acrescentando que elas poderão suprir 15 mil ventiladores, que representam 15% da demanda, três mil leitos de UTI e 80 milhões de mascaras.

De acordo com o executivo, o cliente vai ter dinheiro disponível em crédito direto com o BNDES em até 15 dias.

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Folha de pagamento

Já quanto aos R$ 40 bilhões para folha de pagamento, o recurso estará disponível via bancos repassadores, ou seja, instituições ligadas a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

A medida visa assegurar o pagamento de até dois salários mínimos, facilitando assim o capital de giro das empresas. O recurso deve estar disponível em abril para a folha de maio.

“É uma parceria público privada, aonde 85% dos recursos virá do Tesouro e será alocado no BNDES e os outros 15% aportados pelo próprio banco”, frisou.

Conforme Montezano, a taxa será fixa em 3,75% ao ano (Selic), sem qualquer spread da operação (diferença entre o preço de compra e venda de uma ação, título ou transação monetária) e nenhum custo operacional.

O BNDES atende empresas cujo faturamento varia de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano. Há uma semana o banco já havia anunciado medidas de aporte financeiro para combate à pandemia.

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Empresas aéreas

Uma linha de crédito para ajudar as empresas aéreas que vêm sofrendo queda na demanda por causa restrição de viagens internacionais e nacionais devido ao coronavírus deve ser disponibilizada até o fim de abril, segundo Montezano.

“Os recursos serão investidos exclusivamente para as operações brasileiras das empresas. A gente quer fazer linhas que apoiem as concorrentes. Não queremos escolher uma única empresa. Os recursos não deverão ser usados para pagar credores financeiros.”