Blau (BLAU3) lucra 62,5% a mais em 2019

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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A Blau Farmacêutica (BLAU3) lucrou R$ 200 milhões no ano 2019, representando alta de 62,5 % em relação no ano de 2018.

No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 58 milhões, cifra 33,5% acima do resultado reportado 4 trimestre de 2018.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou 311 milhões no ano de 2019, alta 46%. A margem Ebitda em 2019 foi de 31,9%, alta 4,6 pontos percentuais.

As despesas financeiras de 2019 atingiram R$15 milhões, o que representou uma retração de 38,6% em relação ao ano anterior, “tal comportamento é explicado principalmente por menores despesas de variação cambial e despesas com juros”.

Conforme, mensagem do presidente da Blau, Marcelo Ham, os resultados são “fruto de uma sólida gestão orçamentária e da busca incansável por maior produtividade”.

Operacional

A receita líquida de 2019 atingiu R$978 milhões, 25,0% acima do ano anterior. Segundo a companhia “este comportamento é reflexo de crescimento em todas as unidades de negócio (Biológicos, Especialidades, Oncológicos e Outros) com destaque a linha dermatológica”.

Já no quarto trimestre 2019, a receita líquida atingiu R$222 milhões com uma contração de 3,9% sobre o mesmo período de 2018, segundo a empresa devido a “menores entregas para clientes públicos”.

“Tal comportamento é esperado dada dinâmica de compras do mercado público”.

Lucro Bruto atingiu R$430 milhões com incremento de 27,1% em relação ao ano anterior, enquanto a margem bruta cresceu 0,8 pontos percentuais. “Tais comportamentos são explicados por aumento de volume e preço que superou pressões de custos provenientes da depreciação da moeda local”.

No quarto trimestre, o lucro bruto foi de R$104 milhões, semelhante ao mesmo período do ano anterior, e a margem bruta atingiu de 46,8%, 2,0 p.p. acima do mesmo trimestre do ano passado. De acordo com a farmacêutica, “o comportamento da margem é semelhante ao observado no ano, quando apesar da pressão em custos por câmbio, volume e preço superaram este impacto”.

A Margem Bruta alcançou 44% em 2019, alta de 0,8 pontos percentuais.

No ano passado, as despesas operacionais caíram 10,8% em relação ano imediatamente anterior. Segundo a Blau, a “diluição é explicada por alavancagem operacional e capitalização de despesas conforme regras contábeis como Pesquisa e Desenvolvimento (P&D; R$11 milhões). Cabe mencionar que ao longo 2018, houveram despesas eventuais de aproximadamente R$8 milhões com a preparação de IPO em 2017-18”.

No quarto trimestre, houve queda 42,75 em comparação ao mesmo período de 2018.

Dívida

A dívida líquida somou R$ 43 milhões, baixa de 260,5%. De acordo com a Blau, “a alavancagem da companhia reduziu no quatro trimestre devido à principalmente a maior posição de caixa no fim do período”.

A alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, ficou em 0,14 vez ao final de 2019, recuando em comparação à posição do encerramento de 2018, que era 0,53 vezes.


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