Black Friday: Como as empresas definem os produtos da promoção

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

Faltam menos de 24 horas para o início oficial da Black Friday e os consumidores estão prontos para abrir a carteira e garantir os presentes de Natal com preços, a princípio, mais convidativos do que os encontrados no restante do ano.

Nem todos os produtos que desejamos, no entanto, costumam oferecer descontos convidativos na Black Friday. Em entrevista para o portal G1, Thiago Flores, CEO do Zoom, um dos principais sites com serviço de comparação de preços do País, explicou como as empresas definem os produtos que entrarão na promoção.

“Não há uma regra definida, pois cada empresa tem uma estratégia, mas dificilmente um produto recém-lançado terá alguma redução de preço”, adiantou, frustrando aqueles que estão de olho em itens que chegaram há pouco nas lojas.

Alexandre Marquesi, professor de e-commerce da ESPM, foi além. Segundo ele, a tendência dos varejistas é oferecer produtos que tenham bom volume de estoque e que possam sair “casados” das lojas, como uma TV e um Home Theater, por exemplo.

“Os produtos que vão para a promoção são aqueles que precisam que a empresa tenha uma margem grande e a estratégia mais comum de colocar um produto em promoção é se ele está parado no estoque”.

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Em 2018, segundo levantamento do Zoom, muitos dos produtos campeões em descontos passaram longe da lista de favoritos dos consumidores que anseiam pela Black Friday, como o Aparador de Pelos Trimmer, que foi oferecido com 42% de desconto, ou a Cafeteira Arno Dolce Gusto, vendida 34% abaixo do valor original.

Expectativa alta

Independentemente das regras que cada empresa adota, a expectativa em relação à Black Friday de 2019 é muito alta e promete gerar lucros exorbitantes, principalmente para o e-commerce.

A projeção apontada na pesquisa feita pela Ebit/Nielsen é de que o crescimento do faturamento em relação ao ano de 2018 bata na casa dos 18%, superando os R$ 3 bilhões.

Segundo a pesquisa, o número de pedidos deve aumentar cerca de 15%, subindo para 4,91 milhões, enquanto o ticket médio está previsto para chegar aos R$ 626, 3% maior do que o registrado no ano passado.