O bitcoin voltou a ser negociado acima de US$ 50 mil nesta segunda-feira (23), pela primeira vez em três meses. Este é o maior valor desde 15 de maio. O bitcoin já chega a 72% de valorização no ano.
A maior e mais conhecida criptomoeda do mundo opera em alta de 2,5% em relação às últimas 24 horas, cotada a US$ 50,200.
De acordo com especialistas do mercado de criptos ouvidos pela CoinDesk, não é a primeira vez que o bitcoin cruza essa marca. Entretanto, dado os avanços e acontecimentos recentes na indústria, o valor parece ser justificável desta vez.
O volume diário de negociações permanece relativamente estável. Por outro lado, continua diminuindo em relação aos dias anteriores.
A ação do preço permanece acima de um indicador-chave usado para medir o ímpeto de uma determinada tendência. “O mercado continua pairando sobre a média móvel de 200 dias com os compradores ainda em jogo”, disse Toby Chapple, chefe de negociação da empresa de ativos digitais Zerocap, à CoinDesk.
Altas e baixas do Bitcoin
A última vez que o bitcoin foi negociado a US$ 50 mil, o movimento era de baixa. Isso porque a criptomoeda atingiu seu recorde de US$ 64 mil e começou a cair com notícias relacionados ao impacto ambiental causado pelo consumo energético da rede.
Tais notícias levaram Elon Musk a voltar atrás na decisão de permitir que a Tesla aceitasse a criptomoeda como pagamento. Ainda, houve o aumento da pressão regulatória na China contra empresas do setor de criptoativos, como exchanges e mineradoras.
Desta vez, contudo, o aumento no fluxo comprador fez com que a principal criptomoeda do mundo acumulasse alta de pouco mais de 50% em apenas 30 dias. A alta foi de US$ 32 mil dólares para os atuais US$ 50 mil.
O movimento se deve a uma série de fatores. Entre eles, a continuidade da acumulação do ativo por grandes investidores, o aumento no fluxo de compras por investidores de varejo, e o sucesso parcial do processo de migração dos mineradores que saíram da China.
Outro ponto ainda mais importante foi o aumento da confiança dos investidores. O próprio Elon Musk voltou a adotar tom otimista sobre o ativo digital. O anúncio da abertura dos serviços com criptoativos para clientes do PayPal no Reino Unido também favorece o otimismo do mercado.
Otimismo no horizonte
Especialistas mostram otimismo com o futuro do bitcoin. Conforme o popular trader conhecido como Rek Capital, o movimento de alta do bitcoin ainda está na metade. “Progresso atual do ‘bull market’ do bitcoin: 50%”, publicou no Twitter.
Para especialistas da Wise&Trust, fintech de gestão de investimentos em ativos digitais, a criptomoeda ainda pode buscar um novo recorde de preço em 2021. Conforme a gestora, até o final deste ano o preço do bitcoin deve bater na casa dos US$ 70 mil.
Esse tipo de otimismo que, de acordo com eles, não deve diminuir nem mesmo ante o plano bipartidário nos Estados Unidos para ampliar o escrutínio e apertar a regulação sobre criptomoedas.
Por fim, outras criptomoedas no top 20 por capitalização de mercado também se recuperaram com o movimento do bitcoin. Cardano, litecoin e uniswap registram os maiores ganhos, entre 2% e 12%.