Bitcoin sobe 13% mesmo após ameaça do Banco Central Europeu

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Pixabay

A presidente do BCE e ex-diretora do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou na quarta-feira que é preciso regular o bitcoin. Mas a declaração não atingiu a criptomoeda, que valorizou 13% nas últimas 24h.

Em menos de um mês a moeda saiu de US$ 19 mil (R$ 104 mil) para US$ 40 mil (R$ 220 mil). Às 21h10 desta quinta-feira, estava cotada a R$ 205 mil ou US$ 39,5 mil.

 

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Altamente especulativo

Segundo Christine Lagarde, o bitcoin é altamente especulativo. E ele vem sendo usado em “negócios esquisitos” e em algumas atividades relevantes e repreensíveis de lavagem de dinheiro.

Assim, para ela, o bitcoin não é um ativo, e defende que o grupo de países G20 regule a criptomoeda.

A presidente do BCE também acredita que a criptomoeda necessita de regras estabelecidas globalmente.

“Deve haver regulamentos, e tem que ser aplicado e acordado em nível global, porque se houver uma brecha ela será aproveitada”.

Mas os ataques feitos por Lagarde destoam dos movimentos feitos recentemente por grandes empresas em favor da moeda. Companhias com ações listadas nas bolsas americanas e bilionários e gestores famosos declarando investimentos em bitcoin nos últimos meses.

Porém, um dos principais fantasmas que assombra a moeda virtual criada em 2009 é justamente uma possível regularização.

Por outro lado, a Rede de Fiscalização de Crimes Financeiros dos EUA (FinCEN), por exemplo, propõe que instituições que lidam com moedas digitais sejam obrigadas a coletar informações pessoais dos proprietários de carteiras.

 

Expectativas para o bitcoin

No início de janeiro as criptomoedas bateram a marca recorde de valor de mercado de US$ 1 trilhão.

Os volumes de negócios em grandes bolsas de criptomoedas atingiram recorde diário de 68,3 bilhões de dólares em janeiro.

Em análise divulgada pelo banco de investimentos JP Morgan a expectativa é que o bitcoin passe da casa dos US$ 146 mil em 2021.

 

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