Bitcoin atinge US$ 17 mil pela primeira vez em quase 3 anos

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Pinterest

A criptomoeda Bitcoin atingiu e superou a marca de US$ 17.000 nesta terça-feira (17), um nível que não rompia há quase três anos, desde 7 de janeiro de 2018. O ativo fechou o dia valendo US$ 17.662, com alta de 5,66% em comparação à segunda.

No ano, a variação já chega a 145,40% – começou 2020 valendo US$ 7.199 e chegou ao fundo do poço em 12 de março, com a cotação em US$ 4.826 (após uma queda diária de 39,18%).

Gradualmente, foi se recuperando no ano. Especialmente, em maio, quando ficou na casa dos US$ 9.000 até julho, quando pulou para o patamar dos US$ 11 mil e passou a dispara mesmo em outubro.

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Bitcoin e a Covid-19

Especialistas dizem que o aumento do Bitcoin este ano se deve a uma série de fatores.

Primeiramente, uma onda de estímulo governamental relacionado à Covid-19.

Além disso, o interesse de grandes investidores como Paul Tudor Jones e Stanley Druckenmiller (fundador da Duquesne Capital).

“A lacuna entre o mundo da criptografia e as instituições financeiras tradicionais diminuiu drasticamente”, disse à CNBC Charles Hayter, CEO do provedor de dados de mercado criptográfico CryptoCompare.

“O resultado é que os players já estabelecidos agora estão bem desenvoltos para atuar nos mercados de ativos digitais”, seguiu.

“A narrativa que os está levando a fazer isso é o alinhamento da Covid-19, a política monetária e a desordem política globalmente”, concluiu.

Assim como o ouro

Os fãs de criptografia vêem o Bitcoin como detentor de qualidades semelhantes a ativos portos-seguros, como o ouro, que os investidores costumam buscar em tempos de turbulência econômica.

Entretanto, vale salientar, que o ouro valorizou-se em 2020 “apenas” 21,32% – bem menos que o Bitcoin.

As medidas de estímulo fiscal tomadas em resposta à pandemia diminuem o apelo de moedas soberanas como o dólar americano.

A ascensão meteórica do Bitcoin também ocorre em um momento em que várias grandes empresas estão fazendo movimentos no espaço da criptomoeda.

A Fidelity Investments, por exemplo, estabeleceu uma unidade de ativos digitais dedicada para tornar mais fácil para seus clientes negociar criptografia, enquanto a PayPal (PYPL34) recentemente começou a permitir que seus usuários comprem, mantenham e vendam moedas virtuais.

A Microstrategy investiu mais de US$ 300 milhões em Bitcoins. A empresa de inteligência comercial é listada na Nasdaq.

A Square, de Jack Dorsey, fundador do Twitter (TWTR34), foi outra a investir US$ 50 milhões.

Bitcoin naEQI Investimentos

Com maior aceitação pelo mercado e sendo uma opção de diversificação de investimento, o Bitcoin tem um recorde de valorização. No Brasil, ajuda muito a desvalorização do real perante o dólar.

Assim, foi lançado em outubro, com exclusividade para clientesEQI Investimentos, o fundo Hashdex Bitcoin Full 100 FIC FIM.

O produto se destina ao investidor arrojado, mas que busca se expor de maneira segura e regulada ao Bitcoin.

A vantagem de investir em criptoativos via fundo de investimento é que o investidor passa a contar com proteções regulatórias.

Além disso, dispõe de mais simplicidade com questões tributárias e de custódia.

“A estrutura do fundo atende desde o cliente iniciante ao institucional. É mais seguro e muito mais simples acessar pela plataforma da EQI e do BTG”, diz Stefano Sergole, diretor de Distribuição da Hashdex.

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