Bitcoin cai 10% em 48 horas e puxa baixa das criptomoedas

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Depois de iniciar 2021 quebrando recordes atrás de recordes, o bitcoin, criptomoeda mais conhecida do mundo, caiu nos últimos dois dias.

A queda do ativo nas últimas 48 horas chegou a 10%, o que fez o preço chegar a US$ 31.815,20 (R$ 170.785,84), às 14h45 desta segunda-feira (21). Às 15h12 desta quinta-feira (21), o Bitcoin era negociado a R$ 171.011,99.

Não foi somente o bitcoin que caiu. O movimento puxou para baixo outras criptomoedas, como a Ether.

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A moeda caiu quase 9% nas últimas 24 horas a um preço de US$ 1.183,42 (R$ 6.430,46) às 14h45 desta segunda.

Segundo uma reportagem da CNBC, o valor total de mercado de todas as criptomoedas apresentou uma queda de mais de US$ 100 bilhões nas últimas 48 horas, passando de US$ 1,07 trilhão para US$ 918 bilhões.

Halving gerou expectativas para o bitcoin

As expectativas para o bitcoin em 2021 são as melhores possíveis (apesar da queda). Ele será aquele em que, possivelmente, a moeda digital chegará perto dos US$ 100 mil.

“Historicamente, o melhor ano para a valorização do bitcoin é justamente aquele que vem após o halving”, afirma Carlos Russo, CFO da Transfero Swiss.

“Isto aconteceu em 2013, quando o bitcoin foi de US$ 100 para US$ 1 mil. Também em 2017, quando foi de US$ 1 mil para US$ 20 mil. E provavelmente será assim novamente, em um salto que deve ser de US$ 20 mil para US$ 60 mil, US$ 80 mil e até US$ 100 mil”, ele explica, confirmando que as perspectivas são “muito positivas” quando se fala em apreciação do ativo.

Além de ser o ano pós-halving, 2021 também deve repetir a busca dos investidores por ativos de risco, assim como ocorreu em 2020. O que é explicado pela baixa taxa básica de juros, Selic, que segue em 2%, com projeção de chegar a no máximo 3% até o final do ano que vem.

Segundo o Boletim Focus, feito pelo Banco Central junto a cerca de 200 instituições financeiras, a Selic chega a 4,5% até o final de 2022, e a 6% até o final de 2023.

“O bitcoin é uma classe de ativos nova e que se beneficia muito de um ambiente de alto risco”, diz Russo.

Isto graças ao fato de que, em 2020, ocorreu o halving, processo que ocorre a cada quatro anos em que se reduz pela metade o número de bitcoins em circulação.

halving acontece para garantir que a moeda digital não ultrapasse os 21 milhões de unidades (estipulado desde sua criação), garantindo o caráter escasso do ativo.