Bill Gates quer Estados Unidos em isolamento por mais 10 semanas

Paulo Amaral
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Crédito: Yana Paskova / Getty Images

Segunda pessoa mais rica do mundo, de acordo com levantamento da Forbes, o empresário Bill Gates, fundador da Microsoft, quer que os Estados Unidos mantenham o isolamento por mais 10 semanas.

A medida, de acordo com Gates, é fundamental para impedir que o número de infectados pelo coronavírus continue crescendo exponencialmente, como vem ocorrendo agora.

Segundo artigo publicado pelo Washington Post, Bill Gates criticou o fato de cinco estados norte-americanos ainda não terem aderido à quarentena e outros sete pedido restrições a apenas alguns locais.

“Até os números dos casos começarem a diminuir nos Estados Unidos, o que pode levar 10 semanas ou mais, ninguém pode continuar com os negócios normalmente ou relaxar na quarentena”, opinou o empresário.

Na visão de Bill Gates, qualquer atitude tomada no sentido de retomar as atividades econômicas, como reabrir o comércio, mesmo que gradativamente, será prejudicial para o futuro do país.

“Qualquer confusão sobre esse ponto só vai aumentar a dor econômica, aumentar as chances de o vírus retornar e causará mais morte”.

Os elogios de Bill Gates tiveram como endereço os políticos de Nova York, que adotaram a prática de testes em massa e estão utilizando cerca de 20 mil kits por dia.

Para o fundador da Microsoft, essa é uma medida que poderia ser adotada como padrão em outros estados norte-americanos para minimizar as perdas e o número de infectados.

Coronavírus nos EUA

De acordo com o acompanhamento em tempo real do painel desenvolvido pela Johns Hopkins University, os Estados Unidos têm, atualmente, 245.573 casos de pacientes infectados pelo coronavírus e aproximadamente 5,6 mil mortos pela Covid-19.

O país está à frente da Espanha em número de casos com mais do que o dobro de infectados dos europeus – 117.710. Somente nas últimas 24 horas foram registradas 1.169 mortes em território norte-americano.

A região de Nova York é a mais afetada pela pandemia, com mais de 75 mil casos confirmados. As últimas projeções apontam que até 200 mil norte-americanos podem perder a vida com a doença.

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