Bill Gates: lockdown nacional evitaria muitas mortes

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

As mortes decorrentes pela pandemia de coronavírus nos Estados Unidos podem ficar bem abaixo das previsões se o país adotar medidas adequadas de distanciamento social. É o que defende o bilionário filantropo Bill Gates.

As previsões são de 100 mil a 240 mil mortes nos próximos dias, de acordo com as autoridades de saúde da Casa Branca. No entanto, defende Gates, estes números podem ser evitados.

O co-fundador da Microsoft Corp. vem pedindo, nos últimos dias um lockdown nacional para controlar a propagação do vírus. E isto ainda não foi tentado ainda nos EUA.

“Se envolvermos todos os 50 estados, estaremos abaixo desta estatística. É claro que pagaremos um preço econômico enorme”, disse. “Mas as coisas não voltarão ao normal até termos uma vacina”, disse Gates ao canal Fox.

Gates tem um patrimônio líquido de US$ 97 bilhões e é apontado pela Bloomberg como a segunda pessoa mais rica do mundo.

Gates financia sete pesquisas de vacina

A Gates Foundation está financiando, no momento, sete pesquisas que buscam vacinas para combater a Covid-19. Para ele, a vacina é a única solução para que a sociedade volte ao normal, sem medo de ser contaminada.

A opinião de Gates sobre o tema coronavírus conta muito desde que uma Ted Talk sua, de 2015, se tornou viral por prever, há cinco anos, uma pandemia exatamente como a do Covid-19.

Para Gates, ainda podem surgir no mundo epidemias piores do que esta. Mas todos estarão mais preparados, afirmou, segundo reportagem da Bloomberg.

Total de casos nos EUA

Os casos de coronavírus nos EUA ultrapassaram 337 mil, com mais de 9 mil mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. O país já é considerado o novo epicentro da doença.