Conheça os maiores bilionários do mundo e como eles chegaram lá

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Unsplash

Jeff Bezos, Bill Gates, Bernard Arnault, Warren Buffett e Larry Ellison. São esses os cinco homens mais ricos do planeta, de acordo com o mais recente ranking de bilionários da revista Forbes em 2020.

Juntos, os cinco bilionários têm um patrimônio estimado atualmente em US$ 413,5 bilhões, o que equivale a quase R$ 2,5 trilhões.

Além de muito dinheiro na conta, o quinteto de empresários tem outros pontos em comum na jornada que os levou ao sucesso e aos bilhões acumulados.

Aprenda a interpretar o cenário dos investimentos com leituras de 5 minutos. Conheça a EQI HOJE

Confira a trajetória dos cinco homens mais ricos do mundo:

Jeff Bezos: US$ 189,8 bilhões

Fundador da Amazon e hoje o homem mais rico do mundo, Jeff Bezos conseguiu aumentar sua fortuna US$ 13 bilhões em um único dia (20 de julho). Esse foi um recorde desde que o indicador da Forbes foi criado, em 2012.

Hoje, o norte-americano tem um patrimônio de US$ 189,8 bilhões.  É oito vezes mais do que a fortuna do banqueiro Joseph Safra, o maior bilionário brasileiro.

Fundador e CEO da Amazon, da qual ainda detém 11% das ações, Bezos largou a vice-presidência de um fundo de investimentos de Wall Street quando tinha 30 anos para investir em um sonho.

Em 1994, abriu ao lado de sua esposa, uma loja online para venda de livros. Vinte e seis anos mais tarde, ele é dono da marca mais valiosa do mundo. Em fevereiro deste ano, a Amazon passou a valer mais de US$ 1 trilhão.

Bezos, hoje, tem uma fonte diversificada como origem de sua fortuna – embora a maior parte ainda seja fruto da Amazon.

O empresário tem no portfólio a rede de supermercados Whole Foods, a Alexa, que desenvolve tecnologia de inteligência artificial, e o The Washington Post, um dos mais tradicionais jornais norte-americanos.

Bezos também investiu parte da fortuna em ações da Uber, do Airbnb, do Google e do Twitter. Além disso, ele é dono da Blue Origin, empresa de exploração espacial criada em 2010. A Blue Origen é rival da Space X, do também bilionário Elon Musk.

Bill Gates:  US$ 114 bilhões

Fundador da Microsoft, o americano Billl Gates tem uma fortuna avaliada em US$ 114 bilhões.

Aos 17 anos, Gates desenvolveu um software para leitura de fitas magnéticas e fundou sua primeira empresa, a Traf-o-Data, ao lado de Paul Allen.

Por ser muito novo, o negócio não inspirou credibilidade aos investidores e acabou não evoluindo.

Pouco tempo mais tarde, ao lado do mesmo sócio, criou o sistema de interpretação da linguagem BASIC.

Com o dinheiro da venda do projeto, Gates e Allen fundaram a Microsoft, criada para desenvolver softwares para PCs.

Em 1977, a IBM resolveu investir no lançamento de computadores pessoais e fechou negócio com a Microsoft, comprando um programa desenvolvido para o processador Intel, por US$ 50 mil, aproximadamente.

Deste negócio nasceu o MS-DOS, vendido posteriormente pela Microsoft por US$ 8 milhões. No início da década de 1980, Bill Gates criou o Windows e, com cerca de 30 anos já figurava entre os bilionários americanos.

Hoje, ao lado da esposa Melinda, Bill também é reverenciado por seu engajamento em causas filantrópicas.

A Bill & Melinda Gates Foundation, fundada em 2000, investe fortunas na busca pela cura de doenças e em pesquisas por novos meios de energia, sustentáveis e limpas.

A fundação também foi responsável pelo nascimento da Giving Pledge. A iniciativa, que tem o apoio de Warren Buffett, mobiliza outros bilionários a doar parte de suas fortunas para a caridade.

Bernard Arnault: US$ 110,8 bilhões

Bernard Arnault é o estreante no top 3 dos maiores bilionários do mundo, tomando o posto que já pertenceu a Warren Buffett (ainda na lista, mas na quarta posição).

O francês de 71 anos é hoje o homem mais rico da Europa, com fortuna estimada em US$ 110,8 bilhões.

O megaempresário é dono de mais de 70 marcas do mercado de luxo. Entre elas estão Sephora, Dior, Givenchy, Chandon e Louis Vuitton, entre outras.

Ocupa hoje o posto de CEO do LVMH, considerado o maior grupo de luxo do mundo. A empresa tem valor de mercado aproximado de US$ 200 bilhões. Arnault também acionista do Carrefour e da Princess Yachts.

Formado em engenharia, o empresário comprou sua primeira empresa de artigos de luxo em 1984, a Financière Agache. Depois, assumiu o controle da Boussac Saint-Frères, companhia têxtil que tinha a Dior entre suas marcas.

Em 1987, as duas empresas se fundiram e nasceu a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton. No ano seguinte, Arnault ofereceu US$ 1,5 bilhão para formar uma holding com a Guinness, dona de 24% da LVMH.

Pouco a pouco, o executivo foi ganhando espaço na empresa e acumulando compras de marcas de luxo, até se tornar no maior conglomerado do setor mundial.

A última e mais impactante compra do grupo foi realizada em 2019. Ele fez um acordo de US$ 16,2 bilhões com a Tiffany & Co, principal joalheria americana e uma das mais conceituadas do mundo.

Quatro dos cinco filhos do empresário – Fréderic, Delphine, Antoine e Alexandre trabalham com o pai nos negócios da LVMH.

Warren Buffett: US$ 78,1 bilhões

O quarto nome da lista de bilionários da Forbes em 2020 é ninguém menos do que Warren Buffett, com fortuna estimada de US$ 78,1 bilhões.

O que ele diz e faz inspira investidores ao redor do mundo. Uma declaração sua pode fazer o valor de mercado de uma empresa subir ou cair bilhões de dólares em poucas horas.

Conhecido como “Oráculo de Omaha”, Buffett é considerado um dos maiores investidores de todos os tempos.

Buffet também é presidente do conselho, principal acionista e diretor executivo da empresa Berkshire Hathaway.

Ele está há tempos na lista dos mais ricos do mundo. Em 2008, chegou a ocupar o primeiro lugar.

Na época em que Buffett adquiriu o controle da empresa, as ações da Berkshire Hathaway podiam ser compradas por menos de US$ 10. Atualmente, para comprar uma única ação da empresa é preciso desembolsar quase US$ 100 mil.

Em 40 anos, a empresa teve uma valorização de 1.000.000%. Sendo assim, os investidores que aplicaram US$ 100 dólares na época em que Buffett comprou a empresa hoje contam com US$ 1 milhão. Essa mesma quantia aplicada na média Dow Jones durante os 40 anos que se seguiram renderam apenas US$ 1.500.

Clique aqui e veja como Buffett se tornou o maior investidor de todos os tempos.

Larry Ellison: US$ 71,6 bilhões.

Fechando o top 5 de bilionários da Forbes em 2020 temos Larry Ellison. Ele tem um patrimônio de US$ 71,6 bilhões.

Cofundador da Oracle Corporation em 1977, Ellison abriu mão do cargo de CEO da empresa em 2014. Ele ainda ocupa uma posição de destaque no Conselho e é o chefe do escritório de tecnologia da companhia.

Norte-americano nascido em Nova York, o executivo teve seu primeiro contato com computadores na década de 1970, na Amdahl Corporation.

Foi em outra empresa, no entanto, a Ampex Corporation, que a Oracle começou a ganhar corpo.

Isso aconteceu depois que Ellison participou de um projeto para desenvolver um banco de dados para a CIA. O projeto com a companhia de inteligência da polícia dos EUA foi batizado justamente de Oracle.

Em 1977, na companhia de um antigo supervisor da Ampex, Robert Milner, Ellison fundou a Software Development Labs.

Usando um conceito deixado de lado pela IBM, os dois montaram uma base de dados capaz de acessar centrais de computadores e terminais simultaneamente.

Renomearam a companhia como Oracle e, logo de cara, encontraram seus dois primeiros clientes: a força aérea norte-americana e a CIA.

A Oracle viveu momentos de glória e desespero entre 1980 e 1990. Nesse período, fez sua estreia na bolsa e quase decretou falência.

Conseguiu salvar a companhia investindo em um time mais experiente. Desenvolveu um novo sistema e se salvou.

Ellison fechou contratos com bancos, empresas de automóveis e varejistas, além de companhias de aviação.

Hoje, Larry Ellison tem em seu vasto portfólio de investimentos uma boa quantia de ações da Tesla, de Elon Musk.