Bilionários brasileiros: o que podemos aprender com eles?

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Em 2020, o site Eu Quero Investir publicou as histórias dos maiores bilionários brasileiros, segundo levantamento da revista Forbes.

Não é de agora que a trajetória desses empreendedores serve de inspiração para empresários, estudantes e investidores no País.

É sempre bom saber como essas figuras conhecidas enfrentaram crises, disputas familiares e tomaram decisões estratégicas. É importante também conhecer seus fracassos já que é impossível chegar aos bilhões sem ter colecionado alguns.

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Para quem quer aprender com os grandes, reunimos abaixo alguns ensinamentos e insights dos maiores bilionários brasileiros.

Joseph Safra

Joseph Safra, que morreu em dezembro, aos 82 anos, liderava a lista da Forbes como o homem mais rico do Brasil e também o banqueiro mais rico do mundo.

Seu Zé, como era chamado pelos mais íntimos, fez sua fortuna no comando do Banco Safra, fundado por seu pai em 1955.

Ao ler a história de vida de Joseph Safra, a maior lição que podemos tirar é que cautela é fundamental para construir negócios sólidos. Foi com muita discrição e calculando cada passo, que ele construiu a imagem do banco à sua semelhança, e expandiu sua fortuna.

Jorge Paulo Lemann

“Ter sonhos pequenos dá o mesmo trabalho de ter sonhos grandes”. Essa é uma das frases marcantes de Jorge Paulo Lemann, o bilionário que revolucionou o capitalismo brasileiro.

Dono de uma fortuna estimada em US$ 10,4 bilhões, o empresário fechou os maiores negócios de sua vida ao lado dos sócios Beto Sicupira e Marcel Telles.

E aí talvez esteja um dos maiores trunfos de Lemann. Ele percebeu desde muito cedo que é mais difícil fazer as coisas sozinho. “Juntando o time certo você anda mais rápido e vai mais longe.” Lemann sempre buscou atrair pessoas excepcionais.

Juntos, os três sócios são donos da Ab Inbev, 3G Capital, Kraft Heinz, Burger King.

Marcel Telles e Beto Sicupira

Telles e Sicupira nasceram em famílias de classe média no Rio. Não tinham a vida ganha. Os dois começaram a trabalhar Banco Garantia, de Jorge Paulo Lemann, na década de 1970.

Sicupira aceitou a proposta do amigo de pesca submarina sem nem saber quanto iria ganhar. Telles começou em uma das funções mais simples do banco. Com dedicação total ao negócio, eles ganharam a confiança de Lemann.

Juntos, os três firmaram uma das sociedades mais bem-sucedidas e duradouras da história empresarial brasileira.

Eduardo Severin: o bilionário do Facebook

Sabe aquela história de estar no lugar certo e na hora certa? Digamos que Eduardo Severin se tornou bilionário com um pouco de sorte.  Saber tirar proveito dessas ocasiões únicas não deixa de ser um grande ensinamento.

Terceiro brasileiro mais rico de 2020, segundo a Forbes, Severin começou a acumular sua fortuna ao lado de ninguém menos do que Mark Zuckerberg. Eles estudavam em Harvard na mesma época e dividiam o mesmo dormitório.

Severin emprestou os primeiros US$ 1.000 para Zuckerberg tirar o sonho do Facebook do papel e transformá-lo na rede social mais conhecida do planeta.

Hoje, Severin é sócio da B Capital Group, um fundo de capital de risco e vive em Cingapura.

Miguel Krigsner

Miguel Krigsner, fundador de O Boticário, começou seu império com uma pequena farmácia de manipulação em Curitiba.

Estava sempre muito atento às necessidades de seus clientes e ao mercado. Logo que começou, percebeu que sua freguesia era composta principalmente por mulheres, que ficava esperando na loja pelos produtos manipulados. Surgiu a ideia de produzir cosméticos.

Mais tarde, Krigsner inaugurou sua primeira loja: no Aeroporto. Foi o que bastou para que seus produtos ultrapassassem as fronteiras do Paraná.

Além da perspicácia, o empresário também nos ensina que é preciso uma dose de risco. E para isso, ele tem uma boa história.

Nos anos 80, Krigsner ficou sabendo que Sílvio Santos tinha 60 mil frascos de perfume para vender. Mesmo sem ter o dinheiro, o empresário negociou a compra e correu para colocar no mercado uma fragrância que nem havia passado pela fase de testes.

Com as vendas, pagaria o  dono do SBT.  O resultado da aposta foi a colônia Acqua Fresca, até hoje o maior sucesso da rede de lojas O Boticário.

Alexandre Behring

Alexandre Behring tem sua trajetória de sucesso ligada a três outros integrantes do seleto grupo dos bilionários brasileiros: Lemann, Teles e Sicupira.

Juntos, eles criaram a maior cervejaria do mundo, a AB Inbev. Os três sempre defenderam que os melhores talentos devem ser premiados e promovidos a desafios maiores.

Foi o que aconteceu com Behring, que também virou sócio, junto com os chefes, do 3G capital,  uma empresa de investimentos que aplica parte do patrimônio em companhias nos Estados Unidos.

Abilio Diniz: o bom de briga

Amante de esportes desde muito jovem, Abilio Diniz não desiste facilmente de seus objetivos. Ele trabalhou arduamente à frente do Grupo Pão de Açúcar, cujo primeiro supermercado foi fundado por seu pai. Ao longo do caminho, enfrentou uma série de crises, disputas familiares e societárias.

Hoje, aos 83 anos, continua se reinventando.  Abilio tem uma habilidade nata de enxergar oportunidades em momentos difíceis .  “Na crise, existem aqueles que se abatem, sentam no chão e choram; e existem aqueles que fabricam e vendem lenços. Nós somos fabricantes de lenços”, disse certa vez.

Luiza Trajano e Dulce Pugliese: mulheres no topo

A lista de bilionários brasileiros tem poucas mulheres.  Entre elas está Dulce Pugliese de Godoy Bueno, que fundou, ao lado do marido, a operadora de saúde Amil, base de sua fortuna estimada em US$ 2,9 bilhões atualmente.

Dulce é considerada pelos amigos próximos da família como “o esteio dos negócios” desde a época em que o empresário Edson Bueno ainda era vivo.

Luiza Trajano  tornou-se, no meio da pandemia, a mulher mais rica do Brasil.

Em suas palestras sobre empreendedorismo, ela costuma distribuir entre os participantes um panfleto com a frase que virou seu lema: “Primeiro faça o necessário, depois faça o possível e, de repente, você vai perceber que pode fazer o impossível”.

E foi apostando nisso que Luiza Trajano transformou uma pequena loja em Franca, interior de São Paulo, em uma das principais varejistas do mercado nacional.

“Quando a gente tem uma boa ideia na cabeça, é preciso acreditar que vai dar certo. A confiança e a criatividade caminham juntas”.

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