Bilionários brasileiros: o que podemos aprender com eles?

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Não é de hoje que a trajetória de alguns bilionários brasileiros serve de inspiração para muitas pessoas, sejam elas estudantes, investidoras ou empreendedoras no País.

Muitas vezes, esses famosos têm histórias interessantes, de enfrentamento de crises, disputas familiares e diversos outros obstáculos. Afinal, é bastante difícil construir fortunas sem passar por percalços na trajetória.

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Alguns bilionários brasileiros para você conhecer

Para quem deseja se inspirar com os grandes, reunimos alguns ensinamentos e insights dos maiores bilionários brasileiros. Confira a seguir!

Luiza Trajano

Em novembro de 2021, Luiza Trajano foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.

Em palestras que costuma conduzir sobre empreendedorismo, a empresária costuma distribuir entre os participantes um panfleto com a frase que virou seu lema: “Primeiro faça o necessário, depois faça o possível e, de repente, você vai perceber que pode fazer o impossível”.

Aos 70 anos, completados em outubro de 2021, Luiza é uma inspiração para todos os empreendedores brasileiros, especialmente para as mulheres. Isso porque foi sob seu comando que a pequena loja de varejo se tornou um dos gigantes do setor no Brasil.

Durante a pandemia, o Magazine Luiza (MGLU3) viu o seu e-commerce decolar. Isso deu ainda mais destaque às operações da empresa, o que valorizou expressivamente suas ações na bolsa. Essa valorização, fez com que Luiza se tornasse a segunda mulher mais rica do Brasil, atrás de Vicky Sarfaty Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra.

A confiança de Luiza é uma de suas marcas registradas. Sobre isso, a empresária sempre afirma: ““quando a gente tem uma boa ideia na cabeça, é preciso acreditar que vai dar certo. A confiança e a criatividade caminham juntas”.

Dulce Pugliese

Em parceria com o marido, Edson Bueno, Dulce Pugliese de Godoy Bueno fundou a operadora de saúde Amil, nos anos 70.

Dulce cursou medicina, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Desde cedo, foi um destaque nos estudos, devido a características como foco e empenho. Ainda nessa época, conheceu Edson, com quem ficou casada por 17 anos. Mesmo com o término do casamento, ambos continuaram parceiros nos negócios. A sociedade durou 47 anos, até a morte de Edson, em 2017.

Depois do divórcio, na década de 90, Dulce se muda para os Estados Unidos, onde se especializa em administração na Universidade do Texas. De volta ao Brasil, em 2007, a Amil passa por reformulações e abre o capital na bolsa.

Atualmente, Dulce é a terceira mulher mais rica do Brasil, atrás de Luiza Trajano. Entre as pessoas mais próximas, Dulce é considerada como “o esteio dos negócios”, desde a época em que o empresário Edson Bueno ainda era vivo.

Marcel Telles e Beto Sicupira

Telles e Sicupira nasceram em famílias de classe média no Rio. Não tinham a vida ganha. Os dois começaram a trabalhar Banco Garantia, de Jorge Paulo Lemann, na década de 1970.

Sicupira aceitou a proposta do amigo de pesca submarina sem nem saber quanto iria ganhar. Telles começou em uma das funções mais simples do banco. Com dedicação total ao negócio, eles ganharam a confiança de Lemann.

Juntos, os três firmaram uma das sociedades mais bem-sucedidas e duradouras da história empresarial brasileira.

Eduardo Saverin

Aos 39 anos, o “brasileiro do Facebook” é o maior bilionário do país. De acordo com a Forbes, a sua fortuna é estimada em US$ 19,5 bilhões.

Saverin conheceu Mark Zuckerberg em 2001, quando começou a estudar economia em Harward. A dupla, que viria a criar o Facebook, era complementar: enquanto  Zuckerberg era um gênio da programação, o brasileiro mandava bem nas finanças (na ocasião, era presidente da Harvard Investment Association, que ensinava alunos a investir).

A fortuna de Saverin veio da sociedade com Zuckerberg, que viria a terminar em inimizade. Inclusive, essa história é contada no filme “A Rede Social”.

Atualmente, o brasileiro é sócio da B Capital Group, um fundo de capital de risco. Junto da mulher e do filho, Eduardo vive em Cingapura.

Miguel Krigsner

Miguel Krigsner, fundador de O Boticário, começou seu império com uma pequena farmácia de manipulação em Curitiba.

Estava sempre muito atento às necessidades de seus clientes e ao mercado. Logo que começou, percebeu que sua freguesia era composta principalmente por mulheres, que ficava esperando na loja pelos produtos manipulados. Surgiu a ideia de produzir cosméticos.

Mais tarde, Krigsner inaugurou sua primeira loja: no Aeroporto. Foi o que bastou para que seus produtos ultrapassassem as fronteiras do Paraná.

Além da perspicácia, o empresário também nos ensina que é preciso uma dose de risco. E para isso, ele tem uma boa história.

Nos anos 80, Krigsner ficou sabendo que Sílvio Santos tinha 60 mil frascos de perfume para vender. Mesmo sem ter o dinheiro, o empresário negociou a compra e correu para colocar no mercado uma fragrância que nem havia passado pela fase de testes.

Com as vendas, pagaria o dono do SBT.  O resultado da aposta foi a colônia Acqua Fresca, até hoje o maior sucesso da rede de lojas O Boticário.

Alexandre Behring

Alexandre Behring tem sua trajetória de sucesso ligada a três outros integrantes do seleto grupo dos bilionários brasileiros: Lemann, Teles e Sicupira.

Juntos, eles criaram a maior cervejaria do mundo, a AB Inbev. Os três sempre defenderam que os melhores talentos devem ser premiados e promovidos a desafios maiores.

Foi o que aconteceu com Behring, que também virou sócio, junto com os chefes, do 3G capital, uma empresa de investimentos que aplica parte do patrimônio em companhias nos Estados Unidos.